20/07/2012

AS SETE PRAGAS SOBRE PORTUGAL... SEGUIDAS DE SETE ESTROFES DE SETE VERSOS!



quadro de John Martin.
***
AS SETE PRAGAS SOBRE PORTUGAL...
SEGUIDAS DE SETE ESTROFES DE SETE VERSOS!


***
AS SETE PRAGAS:
***

    I - Depois de vencermos o adamastor...um novo desafio se nos coloca hoje: derrubar este governo da vergonha que nos aprisiona a alma e a esperança!!! ou andar à deriva por muitos longos anos...de Portas abertas...até que alguém tome conta de nós...povo miúdo!

  II - Depois de termos "iluminado o mundo com novas rotas marítimas" eis que mergulhámos na noite mais tétrica...ou acordamos o dia ou desvanecer-nos-emos na mediocridade arrogante dum governo fantasma...numa cruzada contra nós...povo miúdo!

 III - Depois da Farsa Democrática e o elogio da abastança fantasista...somos, hoje, condenados à tragédia da incompetência e à ditadura dos "mercados"...oh Álvaro...oh Álvaro, da santa economia...cortaram-nos a alma, a nós... povo miúdo!

 IV - Depois de nos terem mandado deus com a santa inquisição...eis que nos mandam, agora, o diabo com a santa troika por mandamento...todos juntos contra nós... povo miúdo!

  V - Depois do ministério da propaganda, de António Ferro e da censura ao pensamento...eis que nos enviam o contorcionista Relvas, justiceiro ao serviço dos mais ricos que são quem paga... envolvido em ambientes secretos...delfim da classe dos roazes...contra nós... povo miúdo!

 VI - Depois da engenharia financeira de Salazar e da tortura do seu regime de violência discricionária...eis que temos em Portugal, a magia da insolvência anunciada, do sábio Vítor Gaspar...contra todos nós... povo miúdo

VII - Depois da gripe das galinhas...eis que temos em Portugal, hoje, a peste dos Coelhos...patrocinada pelo sinistro Macedo da saúde...contra todos nós...povo miúdo

autor: jrg

SETE ESTROFES 
DE SETE VERSOS!
***
quisera eu apenas ser 
o sobrevivente
no meu pais atrás do mar
e não ver
a agonia que espera esta gente
se não acreditar
ou se não sobreviver
*
que há um centrífugo remoinho
um furacão
na oratória pestilenta
dita de mansinho
dividindo a tribo junto ao coração
a ver se a alma aguenta
estripada do direito de ser ninho
*
a sordidez mesquinha dum governo
de loquazes capangas
escandalosamente viciado
em mentira de veneno
destilado nas palavras já sem mangas
sobre um povo amedrontado
órfão de pai e do poder materno
*
digo-vos eu que sou povo do meio
entre humilde e astuto
que as pragas também se combatem
unindo o pensamento sem receio
construindo numa ideia o usufruto
dum sistema novo de viragem
que encontre em cada ser o seu anseio
*
eu penso em campos floridos
sob mantos femininos
regados com amor desde a base
onde o luxo e a riqueza sejam banidos
nem usura nem falsos bizantinos
nada que corrompa do humanismo sua catarse
de matriarcados visceralmente unidos
*
as pragas são ignóbeis sementes
que a sabedoria aborta
entendendo as leis comuns da natureza
o mais são invenções dementes
ao serviço doutras leis que a lei importa
condenando à escravidão toda a fraqueza
que impõe o silêncio entre dentes
*
sete pragas sete estrofes sete versos
com tantas ideias a pensar
sete impulsos toques de alvorada amanhecer
marcham juntos sem lideres nem complexos
elegeram uma mulher para os comandar
confrontando a emergência do tempo de vencer
com a inércia dos sentires imersos
*
por um novo Humanismo!!!
*
autor: jrg

10/07/2012

CRIME!...

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CRIME
*
de tantas era a última esperança
quase diria a derradeira
a dos juízes do  constitucional
não fora a súbita mudança
dos julgadores que logo à primeira
chumbaram o acesso ao pantanal
*
era tão evidente a manigância
tecida sobre a fraca minoria
que não podia haver outra sentença
senão tornar nula esta ganância
do ladrão que rouba impune à luz do dia
levando os roubados à desavença
*
o veredicto não obstante
mascarado de patriótica decência
condena o ladrão e o indulta
numa simultaniedade estranha e aberrante
dando-lhe um ano de carência
para consumar o roubo de que o culpa
*
perante o absurdo da atitude
o mundo cala e faz jurisprudência
os usurários temem a rotura
os poderes estudam estender o roubo por virtude
roubando a mais alguns sobre vivência
devastando o nobre povo em tal tortura
*
depois deste jurídico e douto ajustamento
todo o ladrão passa a ter da lei a cobertura
justificando seu acto por avulsa emergência
é licito que se roube até o pensamento
que se rebele e lute contra esta ditadura
reclamando dos roubados despertar a consciência
*
não há poder maior que o da multidão
contida por vil consenso e medo
agrilhoada a conceitos inversos de humanidade
nada pode travar a lava no vulcão
um grito soará aberto ou em volta do segredo
pelo resgate de viver a paz em liberdade
*
jrg

27/06/2012

A TAVERNA LITERÁRIA...


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*
A TAVERNA LITERÁRIA
*
foi trespassada
com todos os activos
e passivos
feitas as contas de exercício
pela nova administração
sobrava apenas lixo e pouco mais
de poemas e palavras
e de gente sem valor em demasia
que punha em perigo de rotura
intelectual
uma Taverna que nascera
para ser vínica
e de alforria à sede mundial
*
descobri por acaso
o edital
que se propunha interditar
o acesso a mais despejos
de lixo poético indocumentado
*
como fui eu parar a tal taberna
se sou abstémio
alguém me convidou
bebi cachaça
por vergonha ou boa educação
comi doces e salgados
pareceu-me que era asseadinha
*
tem gente o mundo
que cria espaços para ser loado
e se deixa embevecer
pelo comentário mais banal
eu não
se edito as palavras que a alma tem
são como pedras atiradas ao lago
penso positivo a reacção
se as comentam com lisura aprendo
mas se não há coisa nenhuma
aprendo a atirar noutra direcção
agora lixo...Não
são pedras!..senhor Elias Pacheco

autor: jrg

25/06/2012

MAIS POVO E MENOS LIXO...



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**
MAIS POVO E MENOS LIXO
***
nada mais é de verdade
depois de tanta mentira
vivemos da caridade
daquele que mais nos tira

alguém pode acreditar
que um povo faça riqueza
sabendo que lha vão roubar
com insensível dureza?

somos um povo bastardo
perdido da nossa origem
varremos os bons a petardo
a ver se os maus nos corrigem

corre pelo mundo uma história
de portugas amansados
por astutos sem memória
que escondem verdade aos roubados

passados novecentos anos
de revoltas sobram mitos
Maria da Fonte fez danos
e Bordalo criou manguitos

saem ufanos atrás da tropa
ou quando nada mais resta
iniciativa própria puf! que droga...
se a tomam é para a festa

não penso que seja o fado
a melancólica canção
que traz um povo cansado
sem alma nem dimensão

fomos celtas árabes marranos
galegos de religião e touradas
futebol e outros enredos humanos
com nervuras adulteradas

à força quase empurrados
passam a sábios doutores
corrompidos pelo ter aprisionados
voltaram a ser pastores

pelo meio ficam protestos
gritos de indignação
roubos de estado grotescos
a soldo da constituição

um povo assim tão rude obsoleto
já não se usa em sociedade
ainda que encapado em douto lhe falta o repto
que todo o ser livre faz à liberdade

se ao menos o tempo parasse
a tempo de tudo inverter
dando tempo a que surgisse
uma ideia a defender

fica a fama ultra-liberal
de ser povo gastador
quem construiu Portugal
foi coelho o caçador

somos um povo castrado
por anos de servidão
a procurar sempre do lado
contrário ao coração

querem-nos normalizados
aptos para exportação
achamos graça coitados
haja quem nos dê a mão

que fazer perante tal tragédia
sem alma não há movimento
triste drama o da comédia
que nos corta o pensamento

não há tempo para a glória
de sermos um povo amestrado
que evita o confronto da história
por impotência sagrado

há gente que pensa diferente
até pelo mundo inteiro
ser Português é ser gente
ouçam quem sente primeiro

de palavra na lapela
razão ao peito por entendimento
nem pátria nem capela
livre luz ao puro pensamento

se para tal for preciso
façamos sem rodeios a revolução
paramos Portugal com um sorriso
de corpo e alma livres da prisão

libertemos as crianças do marasmo
de serem o oásis no deserto
um povo que não ri morre de pasmo
um novo humanismo está por perto

deste povo nem posso não ser
por isso me inquieto
planto flores na esperança de nascer
a alma feminina que poeto

autor: jrg

23/06/2012

DO OUTRO LADO DA VIDA - Convite Lançamento Colectânea "CORDA BAMBA"



imagem de Pastelaria Estúdios Editora
*

DO OUTRO LADO DA VIDA…
*
Era tão de noite, alta madrugada e vieste, silenciosa como um felino, de manso caminhar por entre escombros, ruínas, da velha cidade adormecida. Tu e eu, num recanto da rua mal iluminada.
Os teus olhos ainda grandes, mal me olham, assustados. A pele do rosto descuidada e manchada pelo cisco das poeiras adejantes, sobre os antros onde te arrastas. Magra, diria escanzelada, enferma de carinhos e de ambição.
O sistema traiu-te e tu trais o sistema. Pagar na mesma moeda. Dente por dente. Sem olhar atrás nem para a frente nebulosa do caminho. Para ti, chegaste ao termo da etapa que para outros ainda é tão curta
Amparas-te no meu braço enquanto caminhamos lado a lado como dois amantes estranhos que tivessem combinado encontrar-se a esta hora, no momento estremo em que deambulavas na ânsia de encontrar algo, alguém que te bastasse o consumo da tragédia que já és.
Penso-te...que faço eu a teu lado? Do lado de fora de ti mulher…apenas te olhando no íntimo da tua ansiedade.
Deixo-te sentada no carro e volto à porta do bar. Não ao Bar. Apenas a porta, onde um tipo de assobio saltitante, a barba indigente, puxa fumaças agressivas de uma espécie de cigarro.
Compro três tomas do produto que me indicaste e regresso ao carro em passos decididos. Tenho pressa.
Estás inclinada para a frente e uma humidade indecisa a bailar-te, escorrendo dos lábios entreabertos. Caíste sobre o banco. Tremes de alucinações. Balbucias palavras inteligíveis. Arranco com o carro, tenho pressa, enquanto preparas o produto e o injectas numa das veias disponíveis, sob o meu olhar de soslaio.


...jrg

Nota: excerto do texto de minha autoria, uma pitada do recheio que envolve esta iguaria de emoções...reservem já o vosso exemplar...com a dinâmica da editora...a edição esgota-se num ápice...jrg

13/06/2012

PENSAR...


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*
PENSAR...
*
penso à antigamente
de pensar não tenho pressa
tão lento alma sente
pensamento que atravessa

penso de forma antiga
sentado sobre mar pensar
o pensamento me diga
quando à terra vou voltar

penso nos pensadores
que pensam pensando dor
que dói perder amores
quando a liberdade se for

penso nas crianças
meninos meninas travessos
crescendo nas andanças
para não serem inversos

penso hoje o não ser
o nada absurdo e absoluto
sou alma de mulher
cansada de carregar luto

penso sórdido atroz
que haja gente mesquinha
homem que corre veloz
se vale a riqueza que apinha

penso sentir o penar
de quem se pensa ambição
raivoso de não sonhar
sendo estranho à solidão

penso ser em de tudo
e nada entre tanto de meu ter
nem o corpo que se queda mudo
se a alma adormecer

penso na avareza fútil
nas mentalidades obscuras
na esperteza soez subtil
com que alguém se ufana nas alturas

penso no sentimento
da amizade pura e do amor
onde reside o meu alento
dum mundo novo cheio de cor

jrg

07/06/2012

TENHO SETE BILIÕES DE AMIGOS...




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*
TENHO SETE BILIÕES D'AMIGOS
*
tenho sete biliões d'amigos
entre os humanóides
e muitos mais de espécies tão diversas
às vezes espreito as estrelas
do lado de fora a ver se vejo outra gente
numa órbita de amor
livre da sordidez apática financeira
*
tenho sete biliões de amigos
tantos tão diferentes
à deriva no celeste firmamento
uns têm pão e água
outros à mingua de alimentos
temos de comum ser na alma
uma criança que ainda não se achou
*
tenho sete biliões de amigos
cada um à procura de motivo para viver
uns são poetas pensadores ou seus contrários
outros são algozes de si mesmos
enredados nas teias de divinos medos
todos vivemos suspensos
da lei gravitacional e da memória
*
tenho sete biliões de amigos
encarcerados no degredo da humana história
divididos por mesquinhas uniões
que potenciam o ascenso de aldravões
destruindo muitos reinos naturais
em nome da mítica inteligência racional
que encobre
*
tenho sete biliões de amigos
à procura de resposta à sua identidade
uns sabem muito de tudo outros de nada
equilibrados por ligações fantasmagóricas
elegemos o ouro como riqueza metafórica
uns esbanjam o ar a água a terra fértil
outros ardem no fogo dos desertos
*
tenho sete biliões de amigos
ah se todos acorressem por um só de tantos sete
e num mítico apelo da razão
uma forma nova de viver reinventassem
onde cada um do outro seria irmão
onde todos acatassem a ordem natural das coisas
plantas mares animais ventos
*
tenho sete biliões de amigos
todos gerados num ventre duma mulher
todos nasceram nus
todos gritaram por comer por protecção e por afectos
que racionalidade os dividiu
em pobre e ricos? que deus ou por que lei?
se todos nasceram tão frágeis
*
tenho sete biliões de amigos
em toda a parte quero que sintam o meu amor
também pelos elefantes leões golfinhos
pelos cães gatos macacos tigres e tubarões
pelos rios mares serras e montados
florestas glaciares plantas e cidades entre as flores
o único poder que reconheço é o da força de viver
*
autor: jrg


27/05/2012

LÁ VEM...



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***
LÁ VEM...
**
lá vem Ana contraída
tão cansada
nem sorriso nem emoção
passa por mim distraída
de olhar triste afogueada
traz ao peito um coração
*
Ana vem desalentada
por perder sempre a razão
quando discute com a vida
ou se sonha e ganha nada
seduzida à ilusão
de em cada vitória vencida
*
lá vem Marta na calçada
canudo na mão suspenso
aérea de tão pensativa
encolhe os ombros pausada
farta  de ser do bom senso
a vitima protestativa
*
Marta vem d'emigração
dum projecto ambicioso
mas não resistiu à saudade
dum povo gente paixão
por mais que seja vistoso
dar asas à liberdade
*
lá vem Cristina tão bela
salto raso e sem pinturas
saia ao vento vaporosa
desajeitada ao dar trela
a quem procura aventuras
e não sente a alma airosa
*
Cristina procura o sentido
dos sentimentos trocados
porque a querem só lasciva
há algo que fica perdido
na alma dos tresloucados
cujo fogo ela aviva
*
lá vem Maria corada
veste as cores da fantasia
traz na mão uma criança
com sorrisos de alvorada
desassossega nela a poesia
cântico d'amor esperança
*
Maria luta e esbraceja
partilha a ideia corrente
do mundo rico em carências
onde o ódio ainda almeja
a inocência renascente
que desperta as consciências

autor: jrg

13/05/2012

MANIFESTO DE INDIGNAÇÃO! SEGUIDO DE APELO...S.O.S....S.O.S...S.O.S...



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MANIFESTO DE INDIGNAÇÃO! SEGUIDO DE APELO...S.O.S....S.O.S...S.O.S...

1  -  Nós os reformados de longa contribuição, Portugueses, confiamos nos governos da Nação Portuguesa, quando nos obrigaram a descontar uma percentagem do nosso salário, cerca de 34,5%, para a segurança social, a pretexto, entre outros benefícios, de nos garantir
uma pensão de reforma, ao atingir o limite de idade por eles próprios fixado...

2  -  Nós os reformados de longa contribuição, Portugueses, aceitamos de boa fé ou por falta de alternativa, a repartição do valor anual da reforma em 14 mensalidades de igual valor, mais a correcção da expectativa de vida, e não aceitamos qualquer corte nos valores pelos governos fixados...e que constituem a nossa única fonte de rendimento para sobreviver..

3  -  Nós os reformados de longa contribuição, Portugueses, consideramos os cortes dos 13º e 14º meses nas nossas pensões, anunciados e promulgados por este governo, com a cobertura da Comissão Europeia e dos demais interesses financeiros, políticos e religiosos que repartem entre si as quotas de poder Universal, um roubo que configura um crime contra a humanidade...

4  -  Nós os reformados de longa contribuição, Portugueses, não temos rendimentos que nos permitam colocar acções judiciais contra este governo que em Portugal exerce a sua ditadura, colorida de farrapos negros de indignação geral...

5  -  Nós os reformados de longa contribuição, Portugueses, apelamos ao Tribunal Constitucional que emita, de uma vez, o seu veredicto sobre a matéria de inconstitucionalidade de tal proposta de lei ou que ratifique a prossecução de tal acto criminoso...

6  -  Nós os reformados de longa contribuição, Portugueses, apelamos ao Provedor de Justiça, para que faça sentir esta enormidade clamorosa que o governo de Portugal congeminou sobre uma franja indefesa do povo Português, fazendo uso das suas atribuições e competências, para que se faça justiça...

7  -  Nós os reformados de longa contribuição, Portugueses, apelamos à Comissão Europeia, à Comunidade Internacional, nomeadamente aos países da Comunidade Europeia, para não compactuarem com este acto criminoso e atentatório dos direitos humanos, do actual governo de Portugal sobre os mais frágeis do seu povo...

8  -  Nós os reformados de longa contribuição, Portugueses, apelamos ao Tribunal Europeu dos Direitos do Homem, para que use as suas competências, no sentido de impedir que este governo de Portugal, leve a efeito as suas medidas discricionárias sobre uma parte da
população Portuguesa...os velhos reformados...

9  -  Nós os reformados de longa contribuição, Portugueses, apelamos ao Parlamento Europeu, para que, no uso das suas prerrogativas comunitárias, condene e vete, se for da sua competência, a medida de cortes sobre as pensões de reforma que o governo de Portugal, arrogantemente, se prepara para executar...

10 - Nós os reformados de longa contribuição, Portugueses, apelamos ao Tribunal Penal Internacional, para que julgue e condene, por crimes contra a humanidade, o governo de Portugal e as sua parcerias Nacionais e Internacionais, por abuso de poder roubo e denegação de justiça, a uma franja de gente do seu povo...os reformados de longa contribuição

autor: jrg (joão raimundo gonçalves)
reformado de longa contribuição

12/05/2012

AINDA A INVEJA..é



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*
AINDA A INVEJA
*
somos povo mesquinho
de tal sorte
capazes de guardar sem serventia
um bem privado ou público
num canto da casa ou do quintal
só por invejar bens de outros
*
habituados à servidão
servimos-nos cruelmente da astúcia
puta só ladrão só
e quando alguém se evade desta atença
se homem é vigarista
se mulher é apodada de putéfia
*
somos um povo habilidoso
desenrascado à procura de biscates
se alguém que ganha mais
for roubado seja por lei ou por privado
acomodamos no silêncio
o medo de sermos pelo mesmo motivo achados
*
vamos ao grito na multidão
vazamos os instintos há muito abafados
atiramos pedras aos fracos
cada um de nós é o mais puro e incita os outros
sem saber qual a razão
por isso nos iludimos do que mais parecer
*
somo um povo carente de destino
de olhar cabisbaixo vendemos a dignidade
por um naco e tanto de lixeira
ainda que tenhamos uma leira nossa de terra
somos pobres de tudo até no pedir
não vá a pobreza ruir e deixar-nos à mingua
*
cansados de viver em vã disputa
olhamos os mais jovens que protestam
como uma faúlha desgarrada
isto foi sempre assim disseram os antes de nós
vocês não querem é trabalhar
como quem diz aéreamente desenrasquem-se
*
somos um povo invejoso
a quem a revolução sempre encontra
à esquina de mãos nos bolsos
a mirar para que lado a vitória engrossa
na dúvida silenciados
mas se ganham os revoltosos soltamos a euforia
*
quero saudar a juventude com IDEIAS
as Mulheres
todos os que não se vergam ao poder discricionário
os possuidores de mentalidade nova
as crianças que não aceitam a nossa rendição
por um novo Humanismo
jrg

06/05/2012

POLICROMIAS!...

tela de Nuti
*

POLICROMIAS


*
nem sempre
o verde é a cor da esperança
como uma rosa vermelha
às vezes um azul suave alpendre
como o céu dá confiança
ou uma tulipa negra s'assemelha
ao mistério que há dentro dum ventre
*
também na luz
as cores mais mimosas salientes
brancas claras amarelas
têm um tom ou cheiro que acalenta ou seduz
como a alfazema o jasmim tão inocentes
ou a lótus em festivas aguarelas
que a um pintor poeta criativo eu propus
*
uma tela de aromas
com cheiros sentidos e sabores
num toque policromo circundado a negro e cinza
de onde sobressaem genes genomas
e corpos  inteiros mergulhados nos amores
que um sabor a mel tanto enfatiza
na evolução da cor dentro das almas
*
autor: jrg

02/05/2012

CORRUPÇÃO DA DIGNIDADE !...


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*
CORRUPÇÃO DA DIGNIDADE
**
tão sórdido
vil e mesquinho
porque Maio 
é o o mês de todas as rosas
que alguém tão rico
à boleia dum governo predador
brinque com a dignidade
*
porque é Maio
e as rosas já exalam seus perfumes
surgem campanhas atrozes
reciclagem de manjares de luxo
vendas por metade
nos super mercados da abundância
e o povinho vai ao isco
*
assim se quebra
a emoção sentida neste Maio de rosas
"parvos são os que não vão"
porque a vida são três dias depois morre-se
povo mendigo ultrajado
a render-se em Maio à indignação
a fingir de liberdade
*
autor: jrg

28/04/2012

MOVIMENTOS DE OCUPAÇÃO...


imagem ruinarte.blogspot.com
*
MOVIMENTOS DE OCUPAÇÃO
**
perante a inércia...
*
podemos ocupar uma escola vazia
dar-lhe uso de educação
podemos ocupar uma terra abandonada
e dar-lhe alguma serventia
podemos ocupar uma casa vaga de habitação
e dar-lhe usufruto de morada
*
e não nos chamem marginais
porque somos o povo em iniciativa democrática
*
podemos ocupar o mar nostrum ser corrente
que liga terra e ar ao fogo Nação
podemos ocupar o sonho livre pensamento
lançar à terra de raiz nova semente
podemos ocupar o tempo gasto em contramão
promulgar leis de assentimento
*
e não nos chamem loucos ou chacais
porque somos o povo em ocupação mediática
*
podemos ocupar de vez o redil do parlamento
e dar-lhe voz de povo em liberdade
podemos ocupar a praga de governo e presidência
sufragando outro sistema em andamento
podemos ocupar a usura estancando a voracidade
e viver em paz com a nossa consciência
*
e não nos chamem aventureiros irracionais
porque somos o povo à conquista da dignidade prática
*
por um novo humanismo
*
autor: jrg

LIBELO ACUSATÓRIO CONTRA A INÉRCIA !...


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***
LIBELO ACUSATÓRIO
CONTRA A INÉRCIA...

*
quando acordo
vou à janela do mundo
digo bom dia sol
bem-vindos ao silêncio do absurdo
digo aos que penso vivos
formigas insectos aves humanos
perscruto o horizonte
sem limites nos milénios da memória
sinto palavras de ditos
arrepiam-me hipócritas sangram-me
o coração e a alma
*
nem ideias nem mitos
o vento fresco ainda húmido
ervas daninhas
retardando em crescimento o pescador
que lança as redes
rumo ao norte de onde o vento
acode ao lavrador 
que semeia sementes de frutos
formigas que traçam 
labirintos confusos arejados profundos
cães vadios tristes moribundos
*
melros ao desafio
trocam mensagens espalham segredos
pessoas desalentadas
entre os gritos que os chamam à contenda
oportunistas sem vergonha
que lhes sugam miolos e sangue ainda vivo
e os exortam a orgulhar-se
o orgulho ou pré-conceito de sofrer solitário
ou o orgulho de lutar e vencer
de ser pessoa livre dignificante dignificada
eis o dilema entre o medo e a coragem
*
plantar a IDEIA
ocupando a inércia infértil que acomoda
plantar a revolta resistindo
à cobardia indultada pela consciência
plantar inteligência
onde tantas vezes medra a estupidez
plantar de novo todas as pessoas
para que brotem aptas a entender o raciocínio
imunes à ideia mediática
que mistura o ardor do ódio a idolátrica
com a doçura do amor
*
assim me acordo
a recolher mensagens cósmicas do amanhecer
a recusar que as pessoas se definhem
espeto alfinetes de alerta num coração de magia
na esperança do vento
no rumorejar das águas da maré rio acima
nas nuvens nos melros andorinhas
na transmissão colectiva do pensamento
acordem! as trevas mentem
escondem o furacão o maremoto o abalo tremendo
o nosso orgulho é vencer o medo!!!
*
acuso a pressão exercida sobre a consciência
acuso a manipulação do medo
acuso a chantagem exercida sobre os humildes
acuso a imunidade pública dos corruptos
acuso a mentira a hipocrisia a incompetência
acuso a manipulação dos instintos
acuso a conspiração que indignou a alma humana
acuso a organização criminosa a arrogância
acuso o desprezo pela identidade individual e colectiva
acuso a violência física e psicológica
acuso a traição aos princípios básicos do humanismo



autor: jrg

23/04/2012

REVOLUÇÃO CÓSMICA !...



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**
REVOLUÇÃO CÓSMICA
***
sou mulher!!!
ah ah ah ah ah ah ah ah
sou mulher!!!
cuidem-se os agiotas e outros trafulhas
os políticos e maridos valentões
armados até aos dentes contra cidadãos
mulheres velhos e crianças
sou livre das amarras da história
sarei feridas humilhações
cansei do riso à socapa por me entenderem mais fraca
*
e agora???
*
sou simplesmente mulher
ou fêmea
adúltera bígama polígama lésbica
mas pura
serei o que eu quiser
o instinto de mãe e do prazer
sem luxúria nem lascívia
porque não tenho medo e reúno a coragem do mundo
erguerei bem alto
a bandeira flamejante do ser
*
acabou-se!!!
*
não há mais trocos nem prostitutas
nem favores
nem violência de estirpe duvidosa
nem a condescendênciazinha das quotas
nem da paridade dos sexos
nem os lugares de estimação por troca de silêncios
nem modas astutas
nem corrupções sensuais
nem trabalhos duplamente esforçados
nem cama mesa e roupa lavada
*
basta!!!
*
ouviram bem?
*
BASTA!!!
*
sou a fonte de onde brota a criação
sou a direcção dos ventos
sou o mar salgado a mina de água doce
sou o fogo que espalha fertilidade
sou a terra em movimento nos círculos etéreos da eternidade
sou a força de todo o pensamento
sou a mãe que pariu em dor suprema toda a gente
sou dócil de amor a quem me ama
sou o cheiro e o sabor que há na natureza
sou um animal no reino da animália
*
olhos nos olhos!!!
*
declaro iniciada a revolução
sobre as mentalidades desumanas mesquinhas
sobre as leis absurdas que escravizam
sobre a organização monoparental das sociedades
sobre todas as lideranças
sobre o medo e a violência dos poderes
sobre a manipulação dos gestos e das palavras
vamos a votos nas ruas
se o estado faliu está em bancarrota 
a nação é nossa vamos a ela
autor: jrg
(pária...apátrida...cidadão da MÁTRIA em construção...)

21/04/2012

A IDEIA ESCOLA DA FONTINHA!...




A IDEIA ESCOLA 
DA FONTINHA
***
e se de repente
um grito
tocasse em tanta gente
e uma escola se forrasse de granito
*
um bastião
da liberdade de pensar
o bater dum coração
na alma dum povo a germinar
*
e se de repente
um caudilho
perante a ideia irreverente
acendesse da revolta o rastilho
*
reinvento Camões
para que reescreva a epopeia
não a ultramarina de ladrões
mas esta que liberta o sangue que ferve na veia
*
e se de repente
a genuína estirpe Lusitana
confrontasse o honorável presidente
com a realidade suburbana

há uma palavra escrita
na escola do bairro da Fontinha
IDEIA como quem grita
não temos medo nem dinheiro somos prainha

aonde o mar rebenta
e nos purifica
da tentação de ser poder onde a lei assenta
não queremos nada vosso mas a escola fica!!!

autor: jrg

18/04/2012

BRANQUEAMENTO DO GOLPE DE ESTADO INSTITUCIONAL...


BRANQUEAMENTO DO GOLPE DE ESTADO INSTITUCIONAL...

Os mais altos governantes de Portugal apressaram-se a condenar,veementemente,o golpe militar na Guiné-Bissau...
A chamada União Europeia, condena e ameaça com represálias, se não for reposta a "legalidade "do "estado de direito" na Guiné-Bissau...
Todos procuram esconder ou branquear que em Portugal está em curso um golpe de estado constitucional que suprime da alma humana os Portugueses...
- não se pode roubar da conta dos pensionistas de longa duração, uma parte da sua poupança compulsiva...e ficar impune!
- não se pode cortar salários aos seus colaboradores directos...e ficar impune!
- não se pode cortar o acesso à saúde dos Portugueses, por meio de aumentos desmedidos das taxas penalizadoras...e ficar impune!
- não se pode jogar um povo como trunfo ou penhor...e ficar impune!

-A consciência viva dos Portugueses exige do mundo, uma condenação expressa deste golpe de estado institucional que está a corromper a alma Portuguesa, e exige a reposição do chamado estado de direito!
-A consciência viva dos Portugueses exige do mundo,o julgamento em tribunal penal internacional, dos crimes perpetrados por este governo que hoje se governa em Portugal, contra a dignidade humana dos Portugueses!
-A consciência viva dos Portugueses exige: BASTA de mediocridade!

autor: jrg