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04/12/2015

AS LÁGRIMA E OS RISOS SARCÁSTICOS DOS VAMPIROS NÃO CALAM A ESPERANÇA DOS ESFORÇADOS POR JUSTIÇA!!! TAMBÉM AS AVES DE RAPINA ENCOLHERAM AS GARRAS!!! * ESTÁ UM DIA FRIO...PRIMAVERIL!

AS LÁGRIMA E OS RISOS SARCÁSTICOS DOS VAMPIROS
NÃO CALAM A ESPERANÇA DOS ESFORÇADOS POR JUSTIÇA!!!
TAMBÉM AS AVES DE RAPINA ENCOLHERAM AS GARRAS!!!
*

ESTÁ UM DIA FRIO...PRIMAVERIL!
*
há hoje no rio
uma doce calmaria
a maré vaza
deixa mais areia varrida p'lo frio
as aves cultivam harmonia
de quando em vez batem a asa
*
patos mergulhões
gaivotas pombos maçaricos
alvéolas e pardais
não trocam ouro nem milhões
são todos naturalmente ricos
sem fronteiras nem preconceitos infernais
*
não fora ser Outono
e seria talvez tempo de Primavera
aves doces destemidas
agora que venceram medo e sono
e que afastaram a quimera
das aves de rapina mais temidas
*
ao longe um vampiro
ainda ri e chora em desespero
outros rasgam a postura
antes cívica prepotente em bom retiro
grasnam ódio sem tempero
espumam impotência em raiva pura
*
há hoje no rio
uma doce e confiante calmaria
corre uma brisa d'esperança
as pessoas sorriem de novo luzem de brio
andam mulheres em nova correria
e em cada mãe renasce uma criança
jrg

21/04/2012

A IDEIA ESCOLA DA FONTINHA!...




A IDEIA ESCOLA 
DA FONTINHA
***
e se de repente
um grito
tocasse em tanta gente
e uma escola se forrasse de granito
*
um bastião
da liberdade de pensar
o bater dum coração
na alma dum povo a germinar
*
e se de repente
um caudilho
perante a ideia irreverente
acendesse da revolta o rastilho
*
reinvento Camões
para que reescreva a epopeia
não a ultramarina de ladrões
mas esta que liberta o sangue que ferve na veia
*
e se de repente
a genuína estirpe Lusitana
confrontasse o honorável presidente
com a realidade suburbana

há uma palavra escrita
na escola do bairro da Fontinha
IDEIA como quem grita
não temos medo nem dinheiro somos prainha

aonde o mar rebenta
e nos purifica
da tentação de ser poder onde a lei assenta
não queremos nada vosso mas a escola fica!!!

autor: jrg

02/04/2012

NA LUCIDEZ DA LOUCURA...



foto pública tirada da net

**

NA LUCIDEZ  DA LOUCURA

**

enquanto eu me sentir

lucidamente louco

e questionar à treva o movimento

contrário ao nascer do sol no devir

enquanto eu ao pensar descobrir um pouco

da irracionalidade que divide o pensamento

devo em nome da verdade existir

**

porque vêm de longe e já tão perto

os rumores que libertam a vida em cativeiro

florescem mil grupos em movimento

não como antes os soldados dentro dum aperto

mas um povo esclarecido em seu direito

a impor que se transforme falácia em pensamento

e se trace com amor o rumo certo

**

há uma luz que fere o meu olhar

não ao fundo dum túnel mas em céu aberto

vem vindo do feminino mensageira

traz novas da memória vento mágico a soprar

enquanto assim me sinto tão liberto

de a rever na escuridão que pressinto passageira

louco na minha lucidez de a rimar


autor: jrg

01/04/2012

QUEM LÁ VEM...



foto pública tirada da net


*

QUEM LÁ VEM..

*

quem lá vem

delicada bela feminina

é deusa ou poetisa

traz nas palavras segredos de mãe

nos versos a cor que insemina

a paixão do amor que a vida suaviza

*

quem lá vem

agitando os olhos na lonjura

passos leves meu encanto

envolta nos aromas que a rosa tem

fulgor de luz que ela apura

nas cores de fantasia do seu manto

*

quem lá vem

e me sorri com lábios de esperança

traz no poema a formosura

que as palavras exalam mais além

alegres no tempo que avança

a cada passo em sua alma com ternura

*

quem lá vem

tem um sabor a mar e natureza

o toque subtil que arrepia

este meu sentir na alma ao ser refém

de tão exuberante beleza

que me traz em salva d'ouro a poesia

*

quem lá vem

é mulher livre corajosa

com um sexto sentido agudizante

crente na força que provém

da sua infinitude humana e virtuosa

criadora de vida humanizante

*

quem lá vem

rebentos de amizade úbere a florir

é a primavera do amor

sementes de liberdade alma d'alguém

que não teme abrir os lábios e sorrir

como pétala orvalhada de flor

*

quem lá vem

rebelde destemida em construção

é da alma feminina o mito

que remove montanhas e traz também

um mundo novo à sua dimensão

que eu daqui saúdo porque sendo dela acredito

*

jrg

06/03/2012

CATARSE...


foto pública tirada da net
*
CATARSE
**
vejo os abutres
os caça euros dólares e royalties
constituídos em grupos de opinião
que condensam palavras
torrentes de avulsas ideias programadas
que espalham aos ventos
do alto de suas cátedras virtuais
a bem de quem melhor lhes paga o verbo
para que as propostas sejam
condensadas
livres do pensamento objectivo
oblíquas oblongas rombas
aptas a serem interiorizadas no medo
dos inocentes

por comentaristas sociólogos oportunistas

medo de perderem o pão as "certezas"
do incerto caminhar
levado a conta gotas para dar tempo
a quem tem o poder de atinar
o saque mais eficaz à miudezas

e penso
porque  me recuso a não pensar

o porquê desta sociedade do conhecimento
nascida da tecnologia
dirigida por argutos puritanos
de sábios economistas obscuros estrategas
apressada normalizada 
por leis ambiciosas arrogantes prepotentes
ao arrepio da sabedoria
avessa à racionalidade do entendimento
se deixa resvalar para o abismo
do mesmo modo cego absurdo e confiante
que os encarcerados de Auschwitz

"levantai-vos hoje de novo..."
ou pela primeira vez
pelo esplendor da alma humana
contra o Troikismo
e a prepotência desumanizada
vencer! vencer!...

jrg
(pária...apátrida...cidadão da MÁTRIA em construção)

02/03/2012

AS SETE PRAGAS DA HUMANIDADE...SOBRE PORTUGAL E GRÉCIA...

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*
AS SETE PRAGAS DA HUMANIDADE
SOBRE PORTUGAL  E GRÉCIA...
***
1 - engrossa o volume dos desempregados...
2 - os velhos morrem aos milhares, de solidão, frio, fome e indignação...
(que são doenças não contabilizáveis...)
3 - o medo espalha desespero entre os que ainda têm trabalho...
4 - disparam as falências individuais e colectivas...
5 - cresce o desrespeito pela condição humana e os direitos 
universalmente reconhecidos e consagrados...
6 - as condições climáticas estão em constante e contraditória mutação...
7- o poder oligárquico, encapotadamente discricionário
queima os últimos cartuxos, face à emergente revolta dos povos atraídos
pelo conhecimento e a sabedoria
***
jrg
É neste clima à beira da insustentabilidade que ganha valor a ideia duma revolução humanista que altere os dados viciados, desde a origem, por este sistema de organização patriarcal das sociedades humana... os povos exigem uma clarificação da sua existência...livres ou escravos?...liberdade ou submissão ao medo?...dignidade ou humilhação?...pais tiranos ou mães equilibradas?...ódio ou amor?...
proponho que se aprofunde a ideia de MÁTRIA...nos arquivos que ainda existem...na memória que guarda a sensatez e as virtualidades, dum período longo da existência humana...por um novo HUMANISMO...
autor: jrg
(pária...apátrida...cidadão da MÁTRIA em construção...)

18/02/2012

QUE VIVA A GRÉCIA !!!...





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*
QUE VIVA A GRÉCIA...
*
a Grécia já está a arder
ouve-se o estrondo da rebentação
não das ondas na maresia
nem foguetes d'alegria ao alvorecer
bombas que ferem o coração
revoltado contra tanta hipocrisia
humilhado por loucos de poder
*
dizem são de anarquistas
das franjas violentas da indignação
"o povo é manso solidário"
com os abutres e com os carteiristas
Atenas arde triste humilhação
ante a violência do novo calendário
tragicomédia de oportunistas
*
eles bem sabem que os povos
têm alma geradora da força colectiva
se o maestro os abrilhanta
sem mácula no rigor velhos e novos
cresce o ânimo na perspectiva
se lhes despojam a alma não adianta
sobre o caos nem mel nem favos
*
Grécia berço da civilização
no Olimpo os deuses afinam estratégias
terra mítica bela e graciosa
vítima da ganância usura de estimação
mal gerida...será? ou blasfémias
de quem a retalhou por vingança mafiosa
ergue-te ó de Atenas meu irmão
*
Afrodite convoca seus filhos
adejando sobre Atenas em todo seu poder
expulsa da Grécia os traidores
proclama os velhos deuses a ciência novos trilhos
explode em amor e alegria de viver
convida o mundo inteiro a livrar-se dos terrores
mãe mulher amante livre dos atilhos
*
que viva a Grécia plena de sabedoria
sobre os escombros dos sofistas arrogantes
impregnados de falsas quimeras
que se erga o povo inteiro de seu nome poesia
sobre os pesadelos gritantes
orgulhoso dos seus mitos doutras eras
da riqueza do ser sobre a fantasia
*
um novo humanismo renascerá 
das cinzas do mítico vil endividamento
não deixaremos cair os Gregos
mais cedo que tarde a razão vencerá
porque mais rico que o ouro é o pensamento
livre de financeiros "estrategos"
que ao raiar da nova luz o mundo abraçará
*
autor: jrg
(pária...apátrida..cidadão da MÁTRIA em construção)

07/02/2012

PÁTRIA...? OU... MÁTRIA...? EIS A QUESTÃO QUE SE LEVANTA...


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*
PÁTRIA...? OU...MÁTRIA...? EIS A QUESTÃO QUE SE LEVANTA


**
lemos relemos poemas
romances contos crónicas ensaios
extractos de burilada história
armazenamos as palavras e sistemas
que trituramos nos neurónios
a fazermos emergir rasgos da memória
que nos soltem das algemas
*
aprendemos a soletrar
caracteres alinhados como convém
sem questionar o significado
a significação ou o significante modular
que atribuímos à palavra mãe
e torna-mo-nos num rebanho tresmalhado
sem arte nem engenho para amar
*
usamos a dialéctica
o sofisma a retórica a metáfora a metafísica
e outros atributos ultra-racionais
adulteramos o sentido racional da ética
criamos deuses de dimensão atípica
esquecemos as origens os valores universais
manipulados pela gerência mediática
*
acreditamos na demagogia
tudo tão belo assim pintado de fresco
à medida dos nossos interesses
não importa saber quanto é de fantasia
ou aparato de teor picaresco
o que temos é medo que nos cortem benesses
para aumentar a sua mais valia
*
fazemos revoluções de bancada
acirramos nos outros a tragédia da indignação
convocamos a protesto os perturbados
porque há sempre alguém que dá e leva porrada
que sejam outros nós somos pacificação
não entendemos se ao convocar somos convocados
ou se somos matéria humana reservada
*
em todos os tempos as gerações
se misturaram prós e contra a mudança
verteram sangue inflamaram
a ideia o pensamento a troca d'emoções
na senda evolutiva da esperança
que derrota a ingenuidade dos que acreditaram
ser possível vencer sem corte nas tradições
*
como pode alguém
sentir-se confiante e justiçado
a salvo de quem rouba a montante
não levantar a voz a quem saqueia pai e mãe
temente que seja ele o mais roubado
como se não fosse esse o princípio dominante
da arte de rapina imposta pela lei
*
levantai-vos cidadãos do mundo
é tanta a incerteza de sobreviver ao naufrágio
melhor que esperar em agonia
é ocupar o espaço em movimento profundo
desmascarar a sordidez deste presságio
que afronta a dignidade e a esvazia
que manieta a alma e leva o barco ao fundo
*
porque há alternativas ao bloqueio
da alma e dos acessos ao puro pensamento
sistemas mais simples de proximidade
sem o embuste faustoso que criou fútil anseio
com a sabedoria do conhecimento
por um novo humanismo numa nova cidade
saudemos a era nova sem rodeio
*

autor: jrg
(pária...apátrida...cidadão da MÁTRIA em construção...)

04/02/2012

MÃE, MÁTRIA, MULHER...


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***
MÃE, MÁTRIA, MULHER...
*
se eu fosse tão corajoso
como o vagabundo
meus pés pela cidade vagueassem
sem rasto nem olhar medroso
alvo da cobiça que me trouxe ao mundo
e antes que o frio meus pés gretassem
achasse o homem que perdi saudoso
*
se eu fosse verdadeiro de verdade
como o traficante
pensasse apenas no meu umbigo
sem emoção ou dignidade
caminhasse furtivo de alma aviltante
sem efeito d'amor nem causa d'amigo
indiferente à dor da realidade
*
penso na fórmula assaz patética
para derrubar um sistema criminoso
armado até aos dentes
não tendo eu mais que a sinalética
da ideia e do amor garboso
ágeis de emoção mas incipientes
ante a propulsão cosmética
*
se eu fosse deus ou deusa da magia
em meus versos poderosos
e proclamasse com dons de oratória
o fim da vergonhosa agonia
em que os ricos detentores servis danosos
mergulham esta gente à vexatória
de perder por exclusão sua cidadania
*
ah se eu fosse uma mulher
força maior de alma e pensamento
geradora de toda a criatura
e confiasse na dimensão do meu ser
armada de mãe por juramento
criaria em união a feminina partitura
capaz de arrasar este anoitecer
***
autor: jrg 
(pária...apátrida...cidadão da MÁTRIA em construção...)

14/01/2012

LIXO...LIXO...LIXO...



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*
LIXO...LIXO...LIXO...
***
clubes secretos
mercados
agências de notação
usura financeira
governos
presidentes
comentadores de encomenda
tipos convencidos
esfomeados
ante o manjar de carniça
a tentarem a chance 
de vender
a ideia de um outro já vencida
*
queimaram a terra
derrubaram as árvores
mataram
homens mulheres
e outros animais
crias crianças
inquinaram os mares
chafurdados em sexo
proliferam
entre a alma do mundo
sem solução que emende
o seu erro fatal
vão a pique vão ao fundo
*
poluíram os ventos
inventaram o mal humanitário
criaram deuses
culpados
absurdos 
corruptos
confessos
mártires
inocentes
irresponsáveis
hipócritas
conceitos dúbios
que hoje rompem as amarras
*
rasgaram a esperança
adúlteros
violentaram mulheres
maltrataram os velhos
violaram crianças
com palavras
sexo e fantasias
fantabulásticas orgias
naufrágios
de sonhos vontades
enganos mentiras
da vã e inglória cobiça
varridos a lixo
*
quem é esta gente
tão importante
sábios sem conhecimento
seguidores de bitola
venerados
prepotentes pedantes
projectos adiados
dum outro tempo
jurássicos
escolhidos a dedo
para decadenciar
fazer ruir
a alma dos povos
*
irritados os deuses
mandaram seleccionar o lixo
mímico
patético
anedótico
sarcástico
purulento
hediondo
corrosivo
bombástico
vergonhoso
revolução impiedosa
sem heróis vítimas do heroísmo
*
eles não sabem da emoção
que é amar e ser mãe
amizade profunda
que se alevanta
enérgica e determinada
que toca a alma
com magia de força e de vontade
ser inteira mulher
a limpar a limpar a limpar
desde mais acima
e aos cantos onde escondidos
dejectos invasivos
se reciclam em faustos e luxos
*
autor: jrg

27/12/2011

LISBOA SITIADA...


foto pública tirada da net

*
LISBOA SITIADA...
*
imagino Lisboa sitiada a transbordar
da alma cheia de país
vêm de sul Algarve da raia e Alentejo
do interior e rés ao mar
da beira à revelia do tempo douto juiz
amontoados em cortejo
**
não pagam nem coimas nem portagens
vêm a pé ou de carroça
de bicicleta à vez da alma indignados
no desacerto das miragens
trazem olhos de esperança que destroça
o medo incutido aos deserdados
**
sob escolta agressiva de carros de combate
o olhar firme lábios cerrados
vêm pedir contas ao mundo escalavrado
que os tem como gado para abate
galgam caminhos por estradas e montados
povo guerreiro do amor achado
**
Lisboa transborda de corações a arder
também do norte e emigração
um sussurro de vozes suores e cansaços
de gente maior que afronta o poder
agitando a chama incendeia a revolução
contra o cinismo dos devassos
**
e de repente sobre um silêncio extasiante
irrompe uma voz num cântico
sob uma sinfonia poderosa de encantamento
vem do lado do rio ou a montante
deste mar de gente que se levanta autentico
livre de ser seu o alto pensamento
**
"erguidos os povos
sob a falência dos desígnios
de absurdos nacionalismos
com que nos encheram
consciências
carregaram de ódios
vinganças morticínios 
e nos dividiram em lotes de subserviência
a uma ordem invertida
em nome de falsas 
segurança justiça partilha
*
e outra e outra tantas outras tantas
*
levaremos de vencida
a ganância a hipocrisia o medo
a inveja e o poderio avaro
dos que manipulam a riqueza
e construiremos um mundo
novo sustentado
de realidade transparente
muralhado de amor
solto de preconceitos e segredos
onde a alma humana 
seja um todo da natureza
*
figuras magníficas exuberantes do belo
*
de pé companheiras
porque são femininos os tempos novos
alerta companheiros
o tempo dos guerreiros já findou
tudo o que é supérfluo
que nos foi incutido por malícia
no luzir da decadência
a especulação do corpo da mulher
a violência sobre as crianças
a terra queimada
a extinção de espécies derradeiras"
*
erguidas como deusas sobre o mar de gente
*
eram vozes poderosas galopantes
de tenores barítonos
e sopranos em mágico movimento
surgindo como por encanto
envolvidos na música e por ela arrebatados
devolvendo a energia aos sitiantes
*
"de pé erguendo a era nova da mudança
sobre os fragmentos dispersos
do poder servil prepotente patético
vitima voraz da sua ambição
o que trazemos de novo é o humanismo
na sua real e pura dimensão
onde cada ser vivo tem um papel importante
abolidas todas as guerras
e o direito de expansão da vil riqueza
o que trazemos é a liberdade
inteira de viver a paz o amor a fraternidade"
*
suspenso dum Zepelim o maestro exultava d'alegria
*
e o mar de gente numa maresia de silêncio
tocada pelo eco da memória
pôs-se lentamente em convulsivo movimento
tomou por asfixia decrépito e néscio
o poder da mentira recolhido em falaciosa oratória
implantou  audaz o pensamento
**
Lisboa perante tanto país em fúria capitulou
sem honra sem dignidade ou nobreza
pediram clemência os facínoras mal-feitores
à ópera que a todos empolgou
e logo ali em manifesto sim se aboliu tristeza
porque a era nova é dos amores
*
autor:jrg

14/12/2011

MATRIARCA...


foto de Paula Pereira
*
MATRIARCA...
*
um halo de luz num céu sombrio
de sonhos rosa vestida
o ventre de vida estremecendo
mãe mulher de alto brio
que recusa pelo caos ser vencida
levanta o véu tecendo
teias de amor sobre o sangue frio
*
desliza pelo silêncio adejando
toca todo o ser mulher
acorda a coragem inconsciente
de onde ágil perturbando
a ordem patriarcal  já a fenecer
ergue vitoriosa sua mente
atrai à mudança o povo brando
*
vem doce tão bela no seu esplendor
ornada a humildes saberes
chama que abriga a alma feminina
na firme armadura do amor
com que exibe e planta seus poderes
usurpados ainda era menina
por quem viu nela a força d'além dor
*
convoca as adúlteras as prostitutas
que a ordem pátria profanou
as descrentes submissas à violência
vítimas das medidas astutas
que o homem vil para elas inventou
subleva da mãe a consciência
convoca púberes as mulheres adultas
*
já o sol no alvor da fria madrugada
aviva sonho e pensamento
ferindo de morte o pesadelo agonizante
quem lá vem não usa espada
nem aterroriza pela lei o valimento
é mãe que cuida eternamente
e espalha amor da alma pura adocicada
*
quem lá vem é MÁTRIA mulher inteira
luz de justiça e de esperança
liberta das vis amarras mercantilistas
adúlteras da alma pioneira
rasga as convenções semeia confiança
onde jazem as mentes elitistas
ela constrói uma nova era a derradeira
*
autor: jrg

21/11/2011

PROJECTO DE CONSTITUIÇÃO DA COMUNIDADE MATRIARCAL...cont.



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...continuação...
Artigo 6.º
(Estado unitário)
1. A MÁTRIA é unitária e respeita na sua organização e funcionamento o regime autonómico das comunidades locais e da descentralização democrática da Administração Pública.
Artigo 7.º
(Relações internacionais)
1. A MÁTRIA rege-se nas relações internacionais pelos princípios da independência do seu regime matriarcal, do respeito dos direitos do homem, do respeito dos direitos da criança, dos direitos dos povos, da igualdade entre os Estados, da solução pacífica dos conflitos internacionais, da não ingerência nos assuntos internos dos outros Estados e da cooperação com todos os outros povos para o desenvolvimento e o progresso da humanidade.
2. A MÁTRIA preconiza a abolição do imperialismo, do colonialismo, de todas as formas de ditadura, incluindo a financeira, e todas as formas de domínio nas relações entre os povos, bem como o desarmamento geral, simultâneo e controlado, a dissolução dos blocos político-militares e o estabelecimento de um sistema de segurança colectiva, com vista à criação de uma ordem internacional capaz de assegurar a paz e a justiça nas relações entre os povos.
3. A MÁTRIA reconhece o direito dos povos à autodeterminação e independência e ao desenvolvimento, bem como o direito à insurreição, ao direito de ligitima defesa contra todas as formas de opressão.
4. A MÁTRIA mantém laços privilegiados de amizade e cooperação com os países de organização Matriarcal.
5. A MÁTRIA empenha-se no reforço da identidade Matriarcal e no fortalecimento da acção das comunidades Matriarcais a favor da democracia, da paz, do progresso económico e da justiça nas relações entre os povos.
6. A MÁTRIA pode, em condições de reciprocidade, com respeito pelos princípios fundamentais do Estado de direito Matriarcal democrático e tendo em vista a realização da coesão económica, social e territorial, de um espaço de liberdade, segurança e justiça e a definição e execução de uma política externa, de segurança e de defesa comuns, convencionar o exercício, em comum, em cooperação ou delegando noutras instituições do mundo reconhecidas pela sua identidade humanista, os poderes necessários à construção e aprofundamento da união MÁTRIA internacional.
7. A MÁTRIA pode, tendo em vista a realização de uma justiça internacional que promova o respeito pelos direitos da pessoa humana e dos povos, aceitar a jurisdição dum Tribunal Penal Internacional.
Artigo 8.º
(Direito internacional)
1. As normas e os princípios de direito internacional geral ou comum fazem parte integrante do direito da MÁTRIA, salvo se ferirem a essência dos principípios que consubstanciam a origem e o efeito do exercício Matriarcal.
2. As normas constantes de convenções internacionais regularmente ratificadas ou aprovadas vigoram na ordem interna após a sua publicação oficial e enquanto vincularem internacionalmente a comunidade Matriarcal.
3. As normas emanadas dos órgãos competentes das organizações internacionais de que a MÁTRIA seja parte vigoram directamente na ordem interna, desde que tal se encontre estabelecido nos respectivos tratados constitutivos.
Artigo 9.º
(Tarefas fundamentais da administração MÁTRIA)
São tarefas fundamentais da administração:
a) Garantir a independência territorial e criar as condições políticas, económicas, sociais e culturais que a promovam;
b) Garantir os direitos e liberdades fundamentais e o respeito pelos princípios da MÁTRIA de direito democrático;
c) Defender a democracia directa, assegurar e incentivar a participação democrática dos cidadãos na resolução dos problemas comuns;
d) Promover o bem-estar e a qualidade de vida do povo e a igualdade real entre todos, bem como a efectivação dos direitos económicos, sociais, culturais e ambientais, mediante a transformação e modernização das estruturas económicas e sociais;
e) Proteger e valorizar o património cultural do povo , defender a natureza e o ambiente, preservar os recursos naturais,defender os direitos de todos os animais, promover a protecção ambiental e assegurar um correcto ordenamento do território;
f) Assegurar o ensino em massa e a valorização permanente, de todas as camadas da população, defender o uso e promover a difusão internacional duma língua Universal humana tendo em vista homogeneizar as diferentes culturas humanas e unir as civilizações a torno da alma huamana comum ;
h) Promover a igualdade entre mulheres e homens, sempre no respeito do princípio de que a origem da vida tem por base a alma e o corpo feminino.
Artigo 10.º
(Sufrágio universal e organizações politicas)
1. O povo exerce o poder político através do referendo, directo, secreto e periódico, para sufragar os elementos propostos para os diversos departamentos da administração e as medidas de carácter geral por ela julgadas necessárias ao desenvolvimento do bem estar estar geral
  1. as comunidades locais concorrem para a organização e para a expressão da vontade popular, no respeito pelos princípios constituintes da MÁTRIA, da unidade Matriarcal e da democracia política.
...continua...
autor:jrg