Mostrar mensagens com a etiqueta esperança. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta esperança. Mostrar todas as mensagens

01/01/2016

BRINDO A UM ANO DE CONSCIÊNCIA HUMANA!


BRINDO A UM ANO DE CONSCIÊNCIA HUMANA!
A todas as minhas amigas...a todos os meus amigos atiro palavras ao tempo, angustiado pela desumanidade das relações humanas, entre famílias, entre grupos, comunidades e estados...penso MÁTRIA...exorto a consciência feminina para que se faça luz...a luz diáfana do amor...do humanismo...para que 2016 nos faça pensar um novo sistema de organização da vida...que 2016 nos iniba de ter medo...o medo de perder privilégios...o medo de não ter...ter...ter...que 2016 nos permita a veleidade de sermos mais humanos...intransigentes para com a desumanidade...que 2016 nos permita sermos mais racionais...usando a inteligência para nos desenvolvermos enquanto espécie livre de todos os preconceitos que as normas e as religiões, ao longo de milénios, nos impuseram como sacras...
jrg
dedico-vos estas palavras que alinhei em jeito de poema:

estalam foguetes
gritos e vivas
apodrecem nas sarjetas
os restos de iguarias
escorrem regatos de champanhe
apertam-se os corpos
beijam-se as faces os lábios
aquecem promessas
rogam-se desejos de mudança
enfim os sorrisos
rasgam de esperança
os rostos sombrios
que vagueiam na noite à procura
dum tempo novo..
jrg

04/12/2015

AS LÁGRIMA E OS RISOS SARCÁSTICOS DOS VAMPIROS NÃO CALAM A ESPERANÇA DOS ESFORÇADOS POR JUSTIÇA!!! TAMBÉM AS AVES DE RAPINA ENCOLHERAM AS GARRAS!!! * ESTÁ UM DIA FRIO...PRIMAVERIL!

AS LÁGRIMA E OS RISOS SARCÁSTICOS DOS VAMPIROS
NÃO CALAM A ESPERANÇA DOS ESFORÇADOS POR JUSTIÇA!!!
TAMBÉM AS AVES DE RAPINA ENCOLHERAM AS GARRAS!!!
*

ESTÁ UM DIA FRIO...PRIMAVERIL!
*
há hoje no rio
uma doce calmaria
a maré vaza
deixa mais areia varrida p'lo frio
as aves cultivam harmonia
de quando em vez batem a asa
*
patos mergulhões
gaivotas pombos maçaricos
alvéolas e pardais
não trocam ouro nem milhões
são todos naturalmente ricos
sem fronteiras nem preconceitos infernais
*
não fora ser Outono
e seria talvez tempo de Primavera
aves doces destemidas
agora que venceram medo e sono
e que afastaram a quimera
das aves de rapina mais temidas
*
ao longe um vampiro
ainda ri e chora em desespero
outros rasgam a postura
antes cívica prepotente em bom retiro
grasnam ódio sem tempero
espumam impotência em raiva pura
*
há hoje no rio
uma doce e confiante calmaria
corre uma brisa d'esperança
as pessoas sorriem de novo luzem de brio
andam mulheres em nova correria
e em cada mãe renasce uma criança
jrg

07/05/2013

A insurreição das PALAVRAS...- CONVITE




TRAFARIA OU O MITO
DA ESPERANÇA MORTA
*
a vila pasma moribunda
de silêncio frente a Lisboa adormecida
um barco de pesca atraca sem ruído
no cais da lota enquanto o país se afunda
grita a gaivota alerta à vida
na mansidão do Tejo ouço um vagido
é a esperança que minh’alma ronda
*
é tempo de incendiarmos as palavras
inflamá-las de coragem e amor
e atirá-las sobre os vermes que avançam
incólumes sobre a terra que lavras
pela planície humana apavorada uma flor
que ao soprar dos ventos ranjam
as portas que na tua alma de combate abras
*
cheira a pólvora seca
fulminante ou rastilhos de uma revolta
explodem palavras obscenas
na vila onde um vagabundo disseca
a vida que parou à sua volta
caras vermelhas de indignação serenas
pela sordidez do poder à
*é preciso salvar a esperança
vítima de minorias absolutas obscuras
dada à praia ainda em agonia
se for preciso convoquemos uma criança
ou mulheres livres de roupas escuras
para comandar a força da nossa cobardia
a vila treme a ver se Lisboa avança
*
e é todo um clamor a norte a sul
de mães e filhos saídas do silêncio a acordar
fecharam escolas asilos e tavernas
a estrada tomou da luz a cor do céu azul
fábricas escritórios bancos a encerrar
porque a esperança é o que faz andar as pernas
é a alma de viver fora do casul (o)
*
marcham bombeiros e polícias à paisana
chegam à vila dos passos os rumores
das vozes saem cânticos de esperança a renascer
Lisboa a fervilhar de emoção abana
é um país que se agiganta sem medos nem temores
por uma vez a verdade sem mentira vai vencer
num volte face sobre a loucura agreste e desumana
*
quem disse que a esperança morreu
ou que o silêncio a mataria por demência
não viu que havia gente a pensar
nem o ventre da mulher onde ela renasceu
só havia nas crianças essa consciência
quando sorriam sobre a tristeza dum povo a definhar
Vitória! em Portugal a Primavera amanheceu!
*
autor: joão raimundo gonçalves
(poema inserido no livro: A insurreição das PALAVRAS"

20/04/2013

A SALVAÇÃO DUM PAÍS



***
A SALVAÇÃO DUM PAÍS
**
o meu país definha
em cada dia do tempo que passa
e ninguém parece ver
um país cercado d'erva daninha
voraz erva tão devassa
que não deixa meu país crescer
*
o meu país não acorda
do sobressalto nem do pesadelo
levado pelo vento à deriva
miga pão e bebe vinho faz açorda
abarca a mentira com desvelo
marca passo à espera da maré viva
*
o meu país está num beco
cuja saída se encontra obstruída
é uma ilha que o mar afunda
sem alma nem esperança um poço seco
à espera da ajuda desvalida
dos poderes insanos onde o ódio abunda
*
o meu país precisa
do ar purificador dum tempo de paz
perene de valores humanos
duma ideia que se torne na mente concisa
ou no coração tanto me faz
desde que livre do arbítrio dos tiranos
*
no meu país de gente boa
é preciso que a palavra esperança
reconstitua orgulho e alegria
de Caminha a Faro passando por Lisboa
encher a alma de confiança
varrendo o lixo do poder em confraria
*
no meu país há quem cante
que almas mortas ou somente moribundas
resvalam da coragem com desânimo
não ganhamos esta guerra senão avante
de peito aberto às barafundas
que ultrajam um povo nobre e magnânimo
*
no meu país há uma rota
ouço tambores que rufam rumo à vitória
assim acreditem os do povo maduro
armados do saber que é hoje a nova frota
a tirania é estúpida sem memória
cerremos fileiras em torno do pensamento puro

autor: jrg

28/02/2013

POR UM NOVO HUMANISMO...A MÁTRIA!



foto pública tirada da net
***
Um grupo de cidadãs e cidadãos, perante a destruição do sistema de organização política  em vigor nas sociedades de Civilização Ocidental, reuniram-se em assembleia e elaboraram um documento de princípios, com o fim de acautelarem as suas vidas que estão a ser destruídas dia após dias por um governo composto de mentes criminosas...
A comunidade em construção, a que chamamos Matriarcado, poderia situar-se numa vila, numa cidade ou num país, mas teria como base da sua estrutura gente de corpo e alma humanizada...pessoas mesmo, conscientes e de consciência...
...
PREÂMBULO
Libertar o povo da ditadura financeira, da opressão dos conceitos expressos como valores absolutos, da hegemonia do paradigma masculino, face à falência do sistema político actual, representa uma transformação revolucionária e o início de uma viragem histórica, civilizacional, da sociedade humana.

O poder e a organização política que o sustenta, está posto em causa pela sua própria evidência destrutiva...não tem credibilidade e é palco de trágicas comédias diárias que o paralisam e tornam patética cada tentativa de se valorizar.

O movimento Matriarcal, tem o objectivo de restituir aos cidadãos os direitos e liberdades fundamentais, consignados no ADN da espécie humana. No exercício destes direitos e liberdades, cidadãs e cidadãos livres do povo, propõem-se elaborar uma Constituição que corresponda às aspirações comuns à alma humana, sem subserviências de qualquer espécie, nem prepotências de género, de âmbito político partidário, de condição social ou de religião, procurando devolver às pessoas, a confiança, a alma e a esperança confiscadas.

O movimento Matriarcal afirma a ideia de o povo se organizar de forma autónoma, não-alinhada, neutral, no respeito pela sua cultura , como parte integrante da alma humana Universal, com o propósito de garantir os direitos fundamentais dos cidadãos, de estabelecer os princípios basilares duma democracia participativa, de assegurar o primado de comunidade de Direito Matriarcal e de abrir caminho para uma sociedade humanista, humanizante e humanitária, no respeito da vontade do povo, tendo em vista a construção de um lugar mais livre, mais justo e mais fraterno, onde amar seja o verbo e não o complemento arbitrário das conveniências individuais ou de grupo.
***
Hoje já não há nacionalismos...nem pátrias...o exercício da governação é um acto de pirataria sobre os povos ainda ingénuos, consubstanciada numa associação criminosa que se chama Estado! Nos países em vias de desenvolvimento, como Portugal, instalou-se um feudo, denominado neo-liberal...eu diria, repito, uma associação criminosa, ao serviço de interesses obscuros...ao serviço dum absolutismo financeiro...ao serviço duma ideia de cisão evolucionista em que o Humanismo cede lugar ao Despotismo "Democrático"...exercendo o seu consulado discricionáriamente, sem respeito pelos mais elementares direitos humanos e de cidadania e em harmoniosa aliança com os demais poderes hierárquicos...(Presidência, Assembleia da República e Tribunal Constitucional)...a cisão era inevitável…declaramos que somos capazes de governar as nossas vidas.

***
É preciso criar um mote de união ( A HUMANIDADE, O PLANETA, O AMOR)...um dique de esperança que evite a desagregação da dignidade humana nesta comunidade de pessoas onde vivemos...e expandi-lo pelo mundo dos outros, também eles às portas da agonia dos valores essenciais à boa convivência humana...dar as mãos...trocar as palavras...juntar as emoções...redimensionar o pensamento...auscultando a memória do inconsciente...por um novo Humanismo, a que não é alheio o florescer duma nova dimensão Planetária: o Feminino...a ideia de MÁTRIA, ou matriarcado, está em cima da mesa...e ao alcance de qualquer povo, ou comunidade que decida sufragá-lo livremente...
O novo Humanismo tem uma visão feminina da vida...porque não faz mais sentido esta barbárie em que vivemos...é neste pressuposto que vos apresentamos à discussão, o enunciado que se segue, linhas gerais de princípio, com vista à organização social, cultural, económica e política da nossa comunidade...


autor: jrg
nota: texto extraído dum romance em construção...jrg

13/01/2013

DISSESTE-ME...



La Promenade-Claude Monet
**
DISSESTE-ME...
***

disseste-me
que em Março era Primavera
e faltava tanto tempo
contei os dias que pareciam anos
e eram apenas dias
mas tantas as palavras e os actos
que torturavam minha alma
que temia não ter tempo de alcançá-la
mitigado na afronta
que o poder dos deuses me infligia
*
disseste-me
que uma nuvem de esperança
um novo humanismo
vestido com a sabedoria feminina
aniquilaria os tiranos
com um toque cósmico de consciência
olhei o céu segui
a rota dos ventos e correntes de marés
e eram negras as nuvens 
no silêncio compacto do meu grito
*
disseste-me
não desistas nunca de sonhar
sem dizer que sonhaste
não vá o papão acordar e taxar os teus sonhos
ergue um muro de coragem
à volta das oníricas instantes imagens
aperta mãos cinge corações
agita pensamentos almas profecias
onde houver gente a dormir
ateia fogos de revolta que fertilizem liberdade
*
disseste-me
que em Março renascia a Primavera
sublime de encanto paz amor
envolta num sol resplandecente de luz
rompendo a treva o pesadelo
mas tarda estou descompensado em agonia
faminto de decência e de justiça
carente dos valores que dão sentido à vida
apetece-me não ser desta espécie
emigrar a alma deixando o corpo apodrecer
*
disseste-me
não partas precisamos de ti à mesa
onde celebraremos a vitória
envenenámos o sangue que eles nos beberam
não tarda suplicarão a sua morte
vomitarão a nossa dignidade que engoliram
asfixiados na mentira
precisamos de ti no banquete à despedida
na toca das feras desavindas
põe a mesa dispersa o pão e a água
*
disseste-me
bem te ouvi amiga vigorosas as palavras
mas eu já estava amortalhado
amanhã seria já tarde porque era ontem o tempo
da orgia sangrenta à liberdade
abriste um hiato na treva que então me levava
átomos de luz catársicos
porque eu era os demais desesperados
eu era o desperdício
pela bandidagem de governo descarnado
*
disseste-me
levanta-te a Primavera está à tua espera
refulge no acordar da madrugada
tantas amigas em volta me encarnando
era delas o pensamento novo
lusas gregas d'itália francesas e espanholas
eslavas hindus americanas chinocas
árabes oceânicas numa tela gigantesca a adejar
acreditei de novo agora com sentido
era de África o som que ouvia vindo do passado


autor: jrg

07/09/2012

TRAFARIA ou o MITO DA ESPERANÇA MORTA


imagem pública tirada da net
«««//»»»
TRAFARIA ou o 
MITO DA ESPERANÇA MORTA
***
a vila pasma moribunda
de silêncio frente a Lisboa adormecida
um barco de pesca atraca sem ruído
no cais da lota enquanto o país se afunda
grita a gaivota alerta à vida
na mansidão do Tejo ouço um vagido
é a esperança que minh'alma ronda
*
é tempo de incendiarmos as palavras
inflamá-las de coragem e amor
e atirá-las sobre os vermes que avançam
incólumes sobre a terra que lavras
pela planície humana apavorada uma flor
que ao soprar dos ventos ranjam
as portas que na tua alma de combate abras
*
cheira a pólvora seca
fulminante ou rastilhos de uma revolta
explodem palavras obscenas
na vila onde um vagabundo disseca
a vida que parou à sua volta
caras vermelhas de indignação serenas
pela sordidez do poder à solta
*
é preciso salvar a esperança
vitima de minorias absolutas obscuras
dada à praia ainda em agonia
se for preciso convoquemos uma criança
ou mulheres livres de roupas escuras
para comandar a força da nossa cobardia
a vila treme a ver se Lisboa avança
*
e é todo um clamor a norte a sul
de mães e filhos saídas do silêncio a acordar
fecharam escolas asilos e tavernas
a estrada tomou da luz a cor do céu azul
fábricas escritórios bancos a encerrar
porque a esperança é o que faz andar as pernas
é a alma de viver fora do casul (o)
*
marcham bombeiros e polícias à paisana
chegam à vila dos passos os rumores
das vozes saem cânticos de esperança a renascer
Lisboa a fervilhar de emoção abana
é um país que se agiganta sem medos nem temores
por uma vez a verdade sem mentira vai vencer
num volte face sobre a loucura agreste e desumana
*
quem disse que a esperança morreu
ou que o silêncio a mataria por demência
não viu que havia gente a pensar
nem o ventre da mulher onde ela renasceu
só havia nas crianças essa consciência
quando sorriam sobre a tristeza dum povo a definhar
Vitória! em Portugal a Primavera amanheceu!

autor: jrg

28/08/2012

HAVIA UM PESADELO DENTRO DO SONHO!






imagens públicas tiradas da net

**
HAVIA UM PESADELO DENTRO DO SONHO
OU A CARAVELA PORTUGUESA É UMA FATALIDADE!
A MEDUSA AZUL...
***
esta noite tive um sonho filosoficamente agitado
estava sozinho na beira do areal
mar mexido e manso a água morna quase quente
senti-me de súbito amedrontado
davam à praia tanta alforreca caravela portugal
e havia as crianças minha gente
e a barraca de campo onde tínhamos acampado
mas eu estava sozinho desmiolado
*
vi victor gaspar revirando cada uma a eurospada
o coelho apalermado d'olhos fechados
a ver se havia de surpresa escudos ouro roubado
o relvas olhando a desprevenida criançada
com o portas enterrando patriotas naufragados
dei a mão às crianças fiz-me alado
saltei das alforrecas caravela subi p'la alvorada
*
mas era falsa a luz ou foco que o dia anunciava
a duna derretia o menino fugiu
deixei a menina a rogo atrás da duna acachapada
corri por entre a massa informe trovejava
o menino estava à mercê do gaspar que lhe rugiu
e já o relvas preparava o golpe da chapada
lancei as alforrecas caravela a ver s'os apanhava
*
juro que não sabia as caravelas serem venenosas
vi-os cair apavorados sem pátria nem ouro
contorcendo-se na massa gelatinosa e do veneno
o macedo da saúde aterrado das medusas
portas de cócoras agarrado ao coelho sorvedouro
branco a guiar em contra mão sem governo
o macedo das policias a chamar as mais briosas
*
o gaspar fez-se ao mar por toda caravela urticado
levando pela gravata o coelho bugs bun
o álvaro esse coitado rumou a terras de espanha
o soares solidário ficou na praia esticado
eu de menino ao colo adejando sobre mare nostrum
vi a paula e a cristas clamando coisa estranha
caravelas portuguesas medusas de azul metalizado
*
mexi-me esfreguei olhos sobre o sonho amanhecido
senti o corpo suado o coração a bater
será que é de verdade que os portugueses alvoraram
ou foi um sonho passado pelo sono acontecido
abri a televisão o rádio as janelas para ficar a saber
o país estava parado nem as aves me contaram
a novidade sonhada foi pesadelo senão fazia sentido

autor: jrg

28/04/2012

LIBELO ACUSATÓRIO CONTRA A INÉRCIA !...


imagem pública tirada da net
***
LIBELO ACUSATÓRIO
CONTRA A INÉRCIA...

*
quando acordo
vou à janela do mundo
digo bom dia sol
bem-vindos ao silêncio do absurdo
digo aos que penso vivos
formigas insectos aves humanos
perscruto o horizonte
sem limites nos milénios da memória
sinto palavras de ditos
arrepiam-me hipócritas sangram-me
o coração e a alma
*
nem ideias nem mitos
o vento fresco ainda húmido
ervas daninhas
retardando em crescimento o pescador
que lança as redes
rumo ao norte de onde o vento
acode ao lavrador 
que semeia sementes de frutos
formigas que traçam 
labirintos confusos arejados profundos
cães vadios tristes moribundos
*
melros ao desafio
trocam mensagens espalham segredos
pessoas desalentadas
entre os gritos que os chamam à contenda
oportunistas sem vergonha
que lhes sugam miolos e sangue ainda vivo
e os exortam a orgulhar-se
o orgulho ou pré-conceito de sofrer solitário
ou o orgulho de lutar e vencer
de ser pessoa livre dignificante dignificada
eis o dilema entre o medo e a coragem
*
plantar a IDEIA
ocupando a inércia infértil que acomoda
plantar a revolta resistindo
à cobardia indultada pela consciência
plantar inteligência
onde tantas vezes medra a estupidez
plantar de novo todas as pessoas
para que brotem aptas a entender o raciocínio
imunes à ideia mediática
que mistura o ardor do ódio a idolátrica
com a doçura do amor
*
assim me acordo
a recolher mensagens cósmicas do amanhecer
a recusar que as pessoas se definhem
espeto alfinetes de alerta num coração de magia
na esperança do vento
no rumorejar das águas da maré rio acima
nas nuvens nos melros andorinhas
na transmissão colectiva do pensamento
acordem! as trevas mentem
escondem o furacão o maremoto o abalo tremendo
o nosso orgulho é vencer o medo!!!
*
acuso a pressão exercida sobre a consciência
acuso a manipulação do medo
acuso a chantagem exercida sobre os humildes
acuso a imunidade pública dos corruptos
acuso a mentira a hipocrisia a incompetência
acuso a manipulação dos instintos
acuso a conspiração que indignou a alma humana
acuso a organização criminosa a arrogância
acuso o desprezo pela identidade individual e colectiva
acuso a violência física e psicológica
acuso a traição aos princípios básicos do humanismo



autor: jrg

24/03/2012

DEUSA... MÃE..MULHER...À TUA ESPERA...

foto pública tirada da net
*
DEUSA...MÃE...MULHER...À TUA ESPERA
não é um culto ou religião é a esperança Terra
*
um gato mia na madrugada
um cão solta latidos lúgrubes
morcegos esvoaçam agitados sob os telhados
não há pontos luminosos no céu
a noite é cinza de nuvens condensadas
os meus pés tocam o chão de negro
toco em vultos de arbustos entre árvores fantásticas
rumores de pássaros inquietados
África geme no silêncio da sua inquietude
"civilizada" a retalhos desnutrida
de comida de água e de valores humanizantes
sopra o vento de sudoeste
sôfrego de varrer a absurda calmaria
a Ásia emerge das profundezas
contraditada contraditória imersa em obscuros desígnios
vai chover... raios de luz... trovões...
penso na América...na Europa...em plena sintonia
sob o declínio inevitável da abastança
caminho sem rumo na rota cósmica da esperança
tropeço em preconceitos decadentes
falsos pudores abandonados à ética insolvente
o piar do mocho arrepia-me
ou será uma coruja agoirenta ou o chiar do vento
Oceania porque me interpelas de tão longe?
um rato morto dissecado por um vai e vem de formigas
a chuva forte faz um ruído estranho
na folhagem no asfalto no oleado que me cobre
toca-me fria e húmida de silêncio
quebrado no chapinhar pausado dos meus passos
quantos terão sobrevivido?
crucifixos amuletos restos de religiões obsoletas
resquícios de certezas na enxurrada
há quanto tempo caminho na procura da esperança?
dizem-me os sonhos que se refugiou algures
que importa não haverá mais dias meses nem anos
tão só dia e noite sol e lua...estrelas...
e não apenas eu ou nós caminhando a par do tempo
que se regenera em pousio a fermentar
*
quando de súbito um facho de luz intensa na escuridão
me dá a ver da rota recta a dimensão
vultos femininos almas e corpos em passos gigantescos
quero gritar mas não ouço mais que o vento
Ana...Rita...Marta...Maria...Joana...Sofia...Edite...Conceição...
sufoco a memória dói-me o pensamento
Paula...Marisa...Raquel...Rosa..Isabel...Luísa...Leonor...
nem me adiante correr por mais que o faça ou grite não alcanço
mas saber que não vou só dá novo alento
hei-de chegar à meta nova de que almejo a projecção
*
autor: jrg
(pária...apátrida...cidadão da MÁTRIA em construção...)

06/03/2012

CATARSE...


foto pública tirada da net
*
CATARSE
**
vejo os abutres
os caça euros dólares e royalties
constituídos em grupos de opinião
que condensam palavras
torrentes de avulsas ideias programadas
que espalham aos ventos
do alto de suas cátedras virtuais
a bem de quem melhor lhes paga o verbo
para que as propostas sejam
condensadas
livres do pensamento objectivo
oblíquas oblongas rombas
aptas a serem interiorizadas no medo
dos inocentes

por comentaristas sociólogos oportunistas

medo de perderem o pão as "certezas"
do incerto caminhar
levado a conta gotas para dar tempo
a quem tem o poder de atinar
o saque mais eficaz à miudezas

e penso
porque  me recuso a não pensar

o porquê desta sociedade do conhecimento
nascida da tecnologia
dirigida por argutos puritanos
de sábios economistas obscuros estrategas
apressada normalizada 
por leis ambiciosas arrogantes prepotentes
ao arrepio da sabedoria
avessa à racionalidade do entendimento
se deixa resvalar para o abismo
do mesmo modo cego absurdo e confiante
que os encarcerados de Auschwitz

"levantai-vos hoje de novo..."
ou pela primeira vez
pelo esplendor da alma humana
contra o Troikismo
e a prepotência desumanizada
vencer! vencer!...

jrg
(pária...apátrida...cidadão da MÁTRIA em construção)

18/02/2012

QUE VIVA A GRÉCIA !!!...





fotos públicas tiradas da net
*
QUE VIVA A GRÉCIA...
*
a Grécia já está a arder
ouve-se o estrondo da rebentação
não das ondas na maresia
nem foguetes d'alegria ao alvorecer
bombas que ferem o coração
revoltado contra tanta hipocrisia
humilhado por loucos de poder
*
dizem são de anarquistas
das franjas violentas da indignação
"o povo é manso solidário"
com os abutres e com os carteiristas
Atenas arde triste humilhação
ante a violência do novo calendário
tragicomédia de oportunistas
*
eles bem sabem que os povos
têm alma geradora da força colectiva
se o maestro os abrilhanta
sem mácula no rigor velhos e novos
cresce o ânimo na perspectiva
se lhes despojam a alma não adianta
sobre o caos nem mel nem favos
*
Grécia berço da civilização
no Olimpo os deuses afinam estratégias
terra mítica bela e graciosa
vítima da ganância usura de estimação
mal gerida...será? ou blasfémias
de quem a retalhou por vingança mafiosa
ergue-te ó de Atenas meu irmão
*
Afrodite convoca seus filhos
adejando sobre Atenas em todo seu poder
expulsa da Grécia os traidores
proclama os velhos deuses a ciência novos trilhos
explode em amor e alegria de viver
convida o mundo inteiro a livrar-se dos terrores
mãe mulher amante livre dos atilhos
*
que viva a Grécia plena de sabedoria
sobre os escombros dos sofistas arrogantes
impregnados de falsas quimeras
que se erga o povo inteiro de seu nome poesia
sobre os pesadelos gritantes
orgulhoso dos seus mitos doutras eras
da riqueza do ser sobre a fantasia
*
um novo humanismo renascerá 
das cinzas do mítico vil endividamento
não deixaremos cair os Gregos
mais cedo que tarde a razão vencerá
porque mais rico que o ouro é o pensamento
livre de financeiros "estrategos"
que ao raiar da nova luz o mundo abraçará
*
autor: jrg
(pária...apátrida..cidadão da MÁTRIA em construção)

14/12/2011

MATRIARCA...


foto de Paula Pereira
*
MATRIARCA...
*
um halo de luz num céu sombrio
de sonhos rosa vestida
o ventre de vida estremecendo
mãe mulher de alto brio
que recusa pelo caos ser vencida
levanta o véu tecendo
teias de amor sobre o sangue frio
*
desliza pelo silêncio adejando
toca todo o ser mulher
acorda a coragem inconsciente
de onde ágil perturbando
a ordem patriarcal  já a fenecer
ergue vitoriosa sua mente
atrai à mudança o povo brando
*
vem doce tão bela no seu esplendor
ornada a humildes saberes
chama que abriga a alma feminina
na firme armadura do amor
com que exibe e planta seus poderes
usurpados ainda era menina
por quem viu nela a força d'além dor
*
convoca as adúlteras as prostitutas
que a ordem pátria profanou
as descrentes submissas à violência
vítimas das medidas astutas
que o homem vil para elas inventou
subleva da mãe a consciência
convoca púberes as mulheres adultas
*
já o sol no alvor da fria madrugada
aviva sonho e pensamento
ferindo de morte o pesadelo agonizante
quem lá vem não usa espada
nem aterroriza pela lei o valimento
é mãe que cuida eternamente
e espalha amor da alma pura adocicada
*
quem lá vem é MÁTRIA mulher inteira
luz de justiça e de esperança
liberta das vis amarras mercantilistas
adúlteras da alma pioneira
rasga as convenções semeia confiança
onde jazem as mentes elitistas
ela constrói uma nova era a derradeira
*
autor: jrg