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21/09/2011

VENDE-SE ILHA COM BARBECUE E JARDIM..NA ILHA ATLÂNTICA DO BANANAL...


imagem pública tirada da net
*

VENDE-SE ILHA COM BARBECUE E JARDIM

NA ILHA ATLÂNTICA DO BANANAL



A ilha é luxuriante

Fácil acesso mulheres carentes

Os vizinhos são manhosos

Protegem um qualquer tratante

Que manipule estas gentes

Com festejos de propulsão ruidosos



A ilha tem barbecue

Onde se espeta a mista grelhada

De Coelhos a Socráticos

Alimentado a Cavacos sem recuo

Servidos em esplanada

Pão de caco e sorrisos lunáticos



A ilha tem um Jardim

Entre outros deste avassalados

Espaçoso amplo Dantesco

Cores vinícolas carregadas de carmin

deleite dos enamorados

Em orgias sexuais de pendor picaresco



Vende-se por motivos óbvios

De onde avulta o custo da manutenção

O preço base é o do passivo

Sujeito à corrigenda isenta dos pacóvios

Que nela afundaram alma e coração

Por um sentimento afectivo



A ilha tem apêndices de sonho ilhotas

tem uma floresta de Laurissilva

Tem montes gelados prados vales profundos

Tem Elites convulsivas de agiotas

Tem pessoas indignadas da mentira à deriva

Mas é bela e merce outros mundos



Vende-se com todo o recheio

Salvaguardando a liberdade de partir

Acresce o mar o areal cinzento

O clima tropical os túneis que são o veio

Por onde passa o lucro a dividir

E tem um génio de luz opaca pardacento



A ilha é uma fragrância de odores sexuais

De poderes curativos milagrosos

Quem a comprar só tem um jeito d’a limpar

Isolamento dos vírus transversais

Contendo a praga dos elencos tenebrosos

Que a invadiram e não deixam respirar



Vende-se urgente ilha no bananal

Chamam-lhe a ilha governada sem vergonha

Por um príncipe sem decoro picaresco

Motivo à vista por demência absoluta colossal

E o perigo pandémico da peçonha

Que ali se instalou por compadrio e parentesco



Autor: Alberto Prados Verdes

20/09/2011

RES (PUBLICA) DO BANANAL ...

foto portugalfotografiaaerea.blogspot.com

*
RES (PUBLICA) DO BANANAL

«««//»»»

quando Zarco  Perestrelo e Vaz Teixeira
acharam na sua rota náutica
sobressaindo do mar altivo justo penedo
as ilhas desérticas da Madeira
ali vaticinaram no futuro a boa prática
tecendo em densa teia o enredo
que viria a dar  autónoma bandalheira
**
a origem já então omissa... dos povoadores
envolta em bruma não se conhece
nem porque trocaram a lavoura por turismo
havia escravos prisioneiros e tutores
a navegar à bolina na mercê que amanhece
amálgama promiscua do iluminismo
de onde surgiram os maiorais e os doutores
**
à ilha então chamada de pérola preciosa
aportaram vorazes oportunistas
numa mixórdia de interesses incontinentes
não chegava parecer maravilhosa
na exuberância dos recortes paisagistas
podiam ser d'insularidade utentes
criando um feudo autónomo de forma graciosa
**
não se conhece perdoem se os houve ou há
figuras de vulto da Lusitana cultura
nadas e criadas na surreal e vã autonomia
Herberto viveu fora dos genes era Judá
a ilha é tão brilhante que ofusca a partitura
nem no jardim floresce a flor da poesia
rola a bola o insulto jogados à mesa do Xá
**
mas tem uma livraria a fundação esperança
tida como das maiores do mundo
habilmente gerida de modo a lucro repartir
não por quem nela trabalha e afiança
serve os interesses laico-religiosos do feudo
poupa impostos vê os ganhos a subir
ali humilham os cultos até dói a uma criança
**
livros presos por alfinetes em cordas d'estendal
nos espaços palacianos displicentes
cruzam-se linhas nas salas e escadas nichos 
capas amarrotadas Pessoa Sthendal
a mesma megalomania dos luxos nascentes
Camões a um canto roído de bichos
Torga Cesário Eça Antero o Hino Nacional
**
de pérola natural resta-lhe a zona franca baluarte
do turismo finança e indústria de betão
é demasiado luxo para um país pobre endividado
a beleza desvirtuada nem mima a arte
nem há humanidade de gente com bom coração
mulheres tristes suspiram por namorado
seja do continente ou de uma qualquer outra parte
**
a ilha foi achada não custou vida a ninguém
teve custos foi pelo povo prendada
em suor privação usos costumes pitorescos
tanto mar mal se avista quem a tem
perdem-se os anos por um Jardim arrendada
gastos dívidas lucros principescos
mixórdia de sentimentos que a alta finança tem
**
caiu o pano a Jardim se pano ainda havia
é Zé do Telhado o mito continental
sacou aos ricos patronos até que empobrecidos
pediram contas à enclítica parceria
são bananas pá terá dito a Sócrates sobre a despesa brutal
agora paguem a factura e os juros já vencidos
que vou dançar o bailinho para outra freguesia
**
não colhe o preconceito de unidade nacional
nem um povo nem o outro o reconhecem
e ao mundo global só interessa a dinheirama
privatize-se a terra e o título RES-PUBLICA DO BANANAL
são gente que à sombra d'alguém crescem
enfeudados ao Jardim que lhes mitiga a derrama
que sonega com astúcia ao erário nacional
**
EPÍLOGO
*
na fábula só a ilha é verdadeira
tudo o resto é fantasia
de uma mente cansada e insana
que vê dotes de rameira
nas brumas de oculta maresia
onde a maldade humana
se branqueia na luxúria prazenteira
*
autor: jrg

17/09/2011

DA INSURREIÇÃO DAS PALAVRAS...


foto pública tirada da net
*
DA INSURREIÇÃO DAS PALAVRAS
«««//»»»
Portugal do tuga desenrascado
anoitece lentamente mais empobrecido
sob a indignação silenciosa dos protestos
como Sísifo pela pedra atropelado
sempre que sonha o paraíso apetecido
eis um retrato para memória dos meus netos
*
o presidente sem glória já sumiu
sentindo o povo estranhamente adormecido
ou estará algures surpreso sitiado
o certo é que nunca mais ninguém ouviu
o seu discurso de politico vencido
entre apelos à história do país endividado
*
o Jardim num desvario apopléctico
posto a nu seu império oculto e despesista
vocifera culpado ao continente
depois amplia o seu discurso tão patético
ataca o mundo financeiro de golpista
e estende mãos a Lisboa antes prepotente
*
há quem veja na mímica Gasparina
uma piada lúdica de estocada
onde outros vêem tão só a insolência
de corte em corte leva o povo à lamparina
ao silêncio da rua apacatada
às voltas no tempo que resta à insolvência
*
na cultura há um apagão colossal
já era escassa de há muito a riqueza criativa
o silêncio indicia novo obscurantismo
não há arte sem engenho nem este opera sem arte
saltimbancos criadores da vida activa
à rua em legitima defesa contra o feudalismo
que corrompe a alma e atinge o baluarte
deste país apagado que se chama Portugal
*
já sabíamos que a salada mista Macedónia
dá saúde e faz crescer renda estatal
a técnica é aumentar o saque para descer
digna dum barão da Patagónia
que vem para matar na cegueira este mal
que retarda a evidência de morrer
*
na economia do seu pedestal Alvarenga
cresce em valimento a paralela
promovida que foi a taxa de exportação
escasseia a frescura solarenga
o que sobra está podre ou nos arrepela
a alma nobre e pura da nação
*
vinha de Mota com a crise solidário
reinventou o atestado ou titulo de pobreza
cortou em toda a linha a tutoria
do estado social despesista e libertário
que cada um construa sua riqueza
deixando o estado recolher a mais valia
*
sobre Cristas de ondas maremóticas
propunha revolver a terra além da mole urbana
mas já não há cavadores de enxada
nem ceifeiras suarentas trigueiras bucólicas
a técnica custa dinheiro verdade insana
nem há alma Portuguesa de tal sorte apaixonada
*
prudente a cortar Relvas no jardim sombreado
sem achas na fogueira que o agitem
num parlamento atulhado em passos perdidos
não há brilho no porte já acomodado
nem os opositores sensatos tal lho permitem
que volte aos insultos antes desmedidos
*
de Cruz bem no alto alevantada
no sinuoso caminho que promove o julgamento
não se vislumbra faúlha de mudança
nem se pode ser intrusa na corporação inquinada
lá vai ministra por um momento
talvez num sonho adormecido de criança
*
ainda ferve na memória célebre o prior do Crato
não tão sábio como este catedrático
apanha a maré baixa dos doutos contestatários
sem descolar da mesa onde está o prato
mantém reduz aumenta sobre o pendor teórico
do ensino que na prática ofende os usuários
*
à coca das polícias anda atarefado o Miguelito
tão verborreico na liderança parlamentar
os outros deixaram as corporações num pântano
e ele sem dinheiro que valha expedito
a prometer que vale mais um ano a gatinhar
do que cair mais à frente sem tutano
*
sem defesa camaleão entre amarelo e Branco
dispara sobre os antes salafrários
de falas mansas numa pasta de intocáveis
cava trincheira na aba dum barranco
de onde avista rasteiro os movimentos contrários
capazes de inverter as ideias mais fiáveis
*
o que ele queria mesmo era espreitar às Portas
viajar à borla pelos continentes
longe dos apertos nas feiras demagógicas
actor de enredos entre linhas tortas
longe dos apelos populares mais pungentes
que usou como bandeiras platónicas
*
no reduto do medo Passos avisa os carbonários
que no feudo é ele só que incendeia
por mais que sejam sem vergonha acirrados
se lhes vão ao património aos salários
ressalvados os direitos "mínimos" dá cadeia
se forem além dos protestos animados
*
o clero divertido alinha na perseverança
bate palmas salva a deus
acha justa por justiça a rapinagem
"se não foste tu foi o teu pai" é a hora da vingança
drogados imbecis republicanos ateus
sem hóstia nem pílula nem dinheiro para portagem
*
perante uma tal prova de esforço
viciada tão torpe e sempre no mesmo sentido
ergo a voz de palavras insurrectas
às almas às almas convoco em alvoroço
acudam ao povo que o adormecem mentindo
à espera que resistam nas formas mais directas


autor: jrg

17/05/2011

GALERIA DE POLITICOS...- VII - UMA LEITURA NOS OLHOS E NOS LÀBIOS...ALBERTO JOÃO JARDIM!


 Alberto João Jardim…ILHA PORTUGUESA DA MADEIRA

***
que olhos podem ser sendo tão pequeninos
se não for para da alma se ocultarem
os anseios de rapina que transparecem felinos
neste olhar provocante a saltitarem
 *
que lábios onde se acoitam os charutos grados
podem nos olhos ser a expressão
o que vejo é alguém que se limita a eliminar os verdes prados
contra tudo e contra todos sendo o mais poderoso da nação
 *
os olhos denotam as manhas da raposa
a crueldade das águias sobre as vitimas indefesas
os lábios ganham uma forma estranha acintosa
sobre a pressão dos charutos  às avessas
*
sendo esta imagem um mimo expresso de arrogância
os olhos mortiços parecem querer dizer
sou o que resta do império uma vitima da ganância
não me venham com tretas façam o que eu quiser
 *
vejam bem estes olhos rendidos à soberba onde marina
a ideia de deus impune porque omnipotente
o anel estendido no convite ao beija mão de gente gran-fina
os lábios a sorver do vício de que não se sente
 *
estes lábios estes olhos não são usurpadores
apenas se movem num ambiente absurdo e permissivo
ante os olhares incrédulos de outros ditadores
são olhos que cativam à ignorância um pendor festivo
 *
e dizem mais penso quando assim os vejo
rodeados pela corte dos lábios obscenamente enfunados
dizem que sendo deus morto alimentam o desejo
de extraditar a Ilha para onde vivam deuses endinheirados

autor: jrg