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03/01/2012

MÁTRIA...em construção plena...



foto 
publica tirada da net
*
MÁTRIA
*


vestida ainda de princesa
misterioso olhar tão bela na fantasia
tal de encanto e formosura
a sentir-se bem de dentro dela para fora
exuberante de sua beleza
o sorriso expressivo de exaltante alegria
tanto de inocente tão pura
menina airosa a nascer da nova aurora
*
MÁTRIA
*
fogem do país os capitais
enquanto os farsantes falam d'esperança
a entreter os que acreditam
ingénuos à deriva no centro do furacão
a darem tempo aos serviçais
p'ra que se sirvam do que fica da mudança
espectros sem pudor edificam
um monturo que os cobre em plena deserção
*
MÁTRIA
*
simplesmente uma mulher
lado tão maior da amplitude humana
resplandecente de virtude
reparte o pão a justiça o carinho amor
valida o empenho de saber
desfaz o mito que a fragiliza e a abana
alma altiva nova d'atitude
plena a sua força confiante o seu vigor
*
MÁTRIA
*
presidentes governantes
juízes banqueiros partidários patriotas
subversivos defensores
dos conceitos de múltiplas interpretações
adúlteros maus amantes
desesperados vendidos à gula dos agiotas
deixam um rasto d'actores
medíocres sem fôlego frígidos de emoções
*
MÁTRIA
*
majestosa geradora boa mãe
como fénix renascida exubera toda a criação
somos menos mas os melhores
fecharemos com muralhas d'aço as fronteiras
abdicamos o que a riqueza tem
excessos de falsos prazeres inveja pura ilusão
vida simples e ricas brincadeiras
abolimos o oiro a soberba invertemos valores
*
autor: jrg  
*
(pária..apátrida...cidadão da MÁTRIA em construção...)

18/12/2011

MENSAGEM DE NATAL !...



foto de : Photobucket
*

MENSAGEM DE NATAL !...

*
natal era
a refeição de carne
os doces os presentes
a magia
de haver um deus igual a mim
*
natal era
rapar os tachos de iguarias
estrear roupa e
bota nova o banho
colher sorrisos de fraternidade
*
natal era
sonhar em cada sobressalto
da madrugada
espreitar o sapatinho à chaminé
a ver se o sonho me acordava
*
natal era 
a matança galinácea
a família a tribo à braseira
as conversas solidárias
à luz dos candeeiros a petróleo
*
natal era
já então a hipocrisia do amor
o beijo comprometido
os brindes a troca dos interesses
dum povo orgulhoso de si só
***
natal passou a ser
um dia virginal de vasto amor
dois dias de descanso
o negócio dos afectos com deus a morrer
vitima do conhecimento
*
o natal passou a ser
a tradição saudosa dos avós
o alimentar de ilusões
nas crianças bajuladas de atenção
famintas de afectos
*
o natal passou a ser
as férias a festa orgásmica fugaz
o ser natal pelas crianças
a exibição de mais ter que parecer
a sentir os outros por rivais
*
o natal passou a ser
o dia de partilhar a solidão
de olhar o outro sem ver nele o estranho
mas atento ao ser demais
de perder na festa o valimento
*
natal passou a ser
dia de boa disposição obrigatória
oferecem flores livros aromas
sobem os juros e mais valias agiotas
dum povo global de euforia
***
natal hoje é
o volte face com deus fora de cena
se não fossem as crianças
intoxicadas pelo fluxo da propaganda
a mesa menos farta de alegria
*
natal hoje é
na ostentação o brilho da tristeza
o medo a perda da ilusão
a exaltar o ânimo do homem como meio
vencido pela técnica e a usura
*
natal hoje é
um compasso de espera na esperança
a dar um tempo à revolta
de toda a fera quando aprisionada
que até a natureza espanta
*
natal hoje é
dia mítico de memória recente
que já não vale a pena de todo engalanar
carente de humanidade
dia festivo dos abutres da rapina
*
natal hoje é
uma festa sem emoção nem tréguas marginal
à beira de total incumprimento
onde o beijo o abraço o sorriso
são manjar de esperança do novo renascimento

*
felizes os pobres de "amor" infectados
será deles o reino do novo humanismo

autor: jrg

22/10/2011

SALVADORES DA PÁTRIA...


imagem pública tirada da net
*
SALVADORES DA PÁTRIA
«««//»»»
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é um vómito 
de escárnio
obsceno
o daqueles senhores
tão delicados
de palavras frias
insolentes

é duro dramático
mas que podemos fazer
que importa
se somos nós amigos nossos 
ou contrários
temos de roubar a todos
vós
por mais que sejam indignados

é um vómito
tão degradante
de delinquentes
aquelas figuras arregimentadas
olhares de aço
sorrisos tétricos
ameaçadores

são ingénuos figurantes
baralham dados
viciam jogo ateiam fogos
a nós que já vimos outros iguais
caçados como ratos
nas próprias armadilhas que tecem
acobardados

é um vómito
asco nojo repugnância
de mentes odiosas
cujas palavras
olhares
lábios conspurcam
a humana virtude

transmitem por omissão
a mensagem do larápio
ou se deixam roubar
ou morrem
não há como vos pagar o pão
podem gritar
porque somos nós os herdeiros da nação

é um vómito
de sábios ajavardados
acintosos
melhor será que partam
poupando-nos
os actos de violência
o cheiro pestífero 
do vosso sangue purulento 

não há homens
nem povos de natureza mansa
a ordem natural da vida é a ferocidade
apenas o medo
a cobardia da mentira
num falso equilíbrio instável
de silêncios suspensos

é um vómito
sobre a esperança
uma tortura permanente
na crista da arrogância 
já Kadhafi morreu
vitima da mesma ousadia
ante os povos em fúria

vêm de norte do sul
da raia do interior e litoral
enchem as ruas
de silêncio nos gritos de coragem
as crianças empunham sorrisos
as mães olhares
sobre um país de homens enfeudados

autor:jrg

imagem pública tirada da net

17/10/2011

CARTA ABERTA ÀS MENTES CRIMINOSAS...


foto publica net
...
CARTA ABERTA ÀS MENTES CRIMINOSAS...
...
Senhores do mundo...

considerando que toda a criatura foi e é gerada no ventre de uma mulher...

considerando que os conceitos de riqueza e de poder absoluto sobre todas as almas da humanidade, não evita que morram como os demais...

considerando que as medidas de segurança de que vivem rodeados, vos ocultam das maiores maravilhas deste Planeta...

considerando que, apesar das vossas certezas, nada pode impedir que morram, sem glória, como muitos dos criminosos que se julgavam imortais...

considerando que a paz do mundo está ameaçada pela tragédia da insurreição dos povos indignados...falidos...desesperados pelos seus filhos...

considerando que, dada a mediocridade daqueles que vos servem, já ninguém acredita no sucesso das vossas estratégias de domínio sobre uma parte importante da civilização Ocidental...

considerando que a ideia de deus que vos dava a omnipresente protecção, para subjugarem os povos pelo medo...morreu...

considerando que está cada vez mais a nu, apesar de alguns esforços da propaganda obscurantista, a evidência que as leis da gravitação do mundo económico e financeiro, são estimuladas sob vossa orientação e critério...

considerando que o homem falhou...e se encontra no limiar da sua própria recessão...

considerando que as crianças do mundo e os vossos filhos e netos não vos perdoarão a origem do pesadelo que virão a sentir...

considerando que, por mais criminosa, uma mente tem momentos de dúvida que ecoam de dentro da alma, talvez tocados por uma qualquer energia cósmica...

considerando que pelo facto de mandarem, não verem, não sentirem, a vossa consciência permanece imune, à insanidade dos povos em desagregação...

considerando que fostes gerados por uma mulher...o ser supremo da humanidade...

em nome do amor...do novo humanismo em construção...da MÁTRIA que se perfila na aurora do tempo,

venho dizer-vos que os povos perderam o medo que estão dispostos a vencer o que lhes apresentam como uma fatalidade sistémica...unidos em volta dum novo conceito de sociedade humana...

venho dizer-vos que cessem de imediato a pressão absurda, do ponto de vista do humanismo, que exercem, através dos vossos servis mandatários, sobre os povos que acreditaram na vossa propaganda de abundância para todos...

venho dizer-vos Basta!

autor jrg
lisboa - portugal

15/10/2011

CONTRA O TERROR FINANCEIRO...A GLOBALIZAÇÃO DOS POVOS INDIGNADOS


imagem pública tirada da net
«««//»»»
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O que nos trouxe a este limiar de mendicidade, além dum conjunto ancestral  de aventuras que alimentaram o sonho de sermos gente, foi, num passado recente, a vergonhosa campanha contra um homem só (José Sócrates) que resistiu à calúnia e à insidia personalizada, enquanto não lhe puxaram o tapete...que apesar da pressão do terrorismo financeiro internacional, defendeu, até ao impossível, a ideia de humanismo que marca o seu pensamento...a ganância de poder, para poderem implementar as medidas abjectas que se preparam para nos aplicar, levou a que se intoxicasse a opinião pública, num desvario de impropérios e desprestigio das pessoas envolvidas, que levou a uma subida galopante de juros sobre a divida pública e ao desacreditar das instituições que nos governam...este caos que se avizinha serve os interesses dos especuladores...dos iluminados que capitalizam lucros sobre a miserabilidade dum povo carismado de mansidão e desmobilizado ante a carência de bens e estímulos à prossecução da sua grandeza entre os demais...
Hoje, 15 de Outubro de 2011, também em Portugal, há várias manifestações públicas de indignação global...a ideia generalizada é a de que nos estão a asfixiar...por nós, pelos nossos filhos, pelos netos, pela humanidade que subsiste sob condições indignas a uma espécie que se auto-proclama detentora da verdade inter-planetária...inundem as ruas de afectos...de indignação...de resistência à rapina que de corte em corte nos reduzirá à mera condição de sobreviventes mecanizados...
Eu digo não...ao terror que este governo, a mando dos interesses do obscurantismo financeiro, faz abater sobre o povo Português...
Eu digo não...a ser arrastado nesta torrente...
Espero por vós!
jrg

na maré
que a lua influencia
de enchente
há um rumor em contra pé
que resiste à atrofia
emergente

autor: jrg

25/06/2011

A ALMA LIBERTINA !...

A ALMA LIBERTINA!...
«««//»»»
vivo a reflectir-me em cada sonho de criança...
às vezes ainda menino...
às vezes tantas na esperança...
de ser o homem que afino...
*
vivo a entender-me em cada passo de avanço...
às vezes ainda hesitante...
às vezes tão tantas de manso...
a ser na alma humanizante...
*
vivo a procurar-me em cada tempo do avesso...
às vezes vibro pelo cheiro...
à vezes tantas desanimo confesso...
de não ser homem por inteiro...
*
vivo a desnudar-me em cada de mim à espera...
às vezes atiro pedras ao lago...
às vezes tão de tantas me descubro...
a ser na alma onde me apago...
*
vivo a perder-me em cada pensamento quieto...
às vezes descuro a inquietação...
às vezes tantas num abismo secreto...
a ser mágico mar aberto à ilusão...
*
vivo a complicar-me desbravando na solidão...
às vezes trilho caminhos ermos...
às vezes tantas numa ampla vastidão...
a ser desassossego barco sem remos...
*
vivo a enlear-me em teias de enredos à deriva...
às vezes sem medo rasgo abismos...
às vezes tão tantas enfrento a maré viva...
a ser o baluarte doutros humanismos...
*
jrg

27/02/2011

EXORTAÇÃO À MULHER !!!...



foto tirada da net

***
há no vento que sopra uma canção

que me toca a alma e aquieta

as batidas arritmicas do coração

o fogo perverso de ser poeta



há na chuva que no pensar nidifica

ensopa no tempo atormentado

apaga o fogo da emoção e amplifica

o sonho que tarda ser achado



há no fogo teu olhar deslumbrante

sinais da chuva e do vento

por onde escorre este amor amante

à cata do quarto elemento



há na terra som de luz da natureza

cheiro a húmus dela ensopada

sabores exaltantes de tua sã beleza

flor canção no vento achada



o vento sopra brando ou ruge forte

encanta a floresta doce melodia

agita o arvoredo molda a sul ou norte

e se desfaz em brisa pela poesia



a chuva fustiga telhas do telhado

e rostos serenamente tristes

avulta nela o ser belo apaixonado

onde ousas ser ou se resistes



o fogo é pavoroso à solta nos excita

aquece a mente a alma fria

se é de amor e na libido se espevita

o mundo gira o corpo rodopia



a terra é o elemento mais poderoso

gravita em volta duma estrela

sofre danos regurgita bem gostoso

Fénix renascida linda e bela



o homem mal dotado para resistir

inventou a graça do amor

em vento fogo e água amalgamado

na terra onde grassava a dor



a mulher ressurgiu nesta aventura

para travar o caos que aí vem

durante anos foi vitima da conjura

do homem que rejeita sua mãe



autor: jrg

15/08/2010

PORQUE ME PERDURA O TEU SILÊNCIO

há quanto tempo, meu amor?
murcharam flores antes viçosas
secaram plantas ervas daninhas
as águas dos rios pararam
as aves que pousavam na janela
fizeram ninhos nas ramadas
em frente onde te sonho acordada

o tempo passa ao de leve
pelo corpo há tanto adormecido
amar-te é tão ou quase a dimensão
do infinito em que adeja o pensamento
a alma o amor a angústia
onde nos somos prisioneiros
fiéis ao preconceito do ser nosso

se fossemos nada de ninguém
e nos caminhássemos suspensos
permissivos às mudanças que na mente
ateiam chamas derretem medos
espantam o alarido do silêncio
e nos percorrem todos os sentidos
em busca dos segredos que não há

aquela andorinha tão negra
demora o ninho que traz no ventre
verte sinais ou marcas dum outro vento
emite sons subtis no voo rasante
vagabunda do ar entre estações
sempre que pousa és tu meu olhar
mulher suprema de mim amante

visito os locais por onde passas os dedos
taças de cristal sorrisos oblíquos
de onde te roubo em beijos as cerejas
que teimas em prender entre os lábios doces
preso eu de em ti desde a magia de sentir
amor onde tu de em mim florescemos
erva daninha eu talvez na tua sombra

autor: JRG

27/05/2010

A M O R

foto net

por um acaso descobri a sul


a última princesa encarcerada


os olhos febris sob o céu azul


brilham de me ver ainda madrugada


***


era uma princesa linda de gente

de estranhos odores na alma imortais

viera de longe por quem não a sente

presa a correntes de forças vitais

***

solteia-a dos elos que a prendiam

levei-a comigo para junto do mar

repus-lhe o sorriso que há muito não viam

beijei-lhe os cabelos soltos ao luar


***

escutei suas lástimas de tanto viver

abracei o corpo senti a alma pura

e a linda princesa tão bela mulher

levou-me com ela envolto em ternura

***

no sonho comum que aconteceu

fez de mim vassalo da sua ventura

à luz do luar que nos adormeceu

o nosso acordar foi amor foi loucura


***
autor: JRG