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18/12/2011

MENSAGEM DE NATAL !...



foto de : Photobucket
*

MENSAGEM DE NATAL !...

*
natal era
a refeição de carne
os doces os presentes
a magia
de haver um deus igual a mim
*
natal era
rapar os tachos de iguarias
estrear roupa e
bota nova o banho
colher sorrisos de fraternidade
*
natal era
sonhar em cada sobressalto
da madrugada
espreitar o sapatinho à chaminé
a ver se o sonho me acordava
*
natal era 
a matança galinácea
a família a tribo à braseira
as conversas solidárias
à luz dos candeeiros a petróleo
*
natal era
já então a hipocrisia do amor
o beijo comprometido
os brindes a troca dos interesses
dum povo orgulhoso de si só
***
natal passou a ser
um dia virginal de vasto amor
dois dias de descanso
o negócio dos afectos com deus a morrer
vitima do conhecimento
*
o natal passou a ser
a tradição saudosa dos avós
o alimentar de ilusões
nas crianças bajuladas de atenção
famintas de afectos
*
o natal passou a ser
as férias a festa orgásmica fugaz
o ser natal pelas crianças
a exibição de mais ter que parecer
a sentir os outros por rivais
*
o natal passou a ser
o dia de partilhar a solidão
de olhar o outro sem ver nele o estranho
mas atento ao ser demais
de perder na festa o valimento
*
natal passou a ser
dia de boa disposição obrigatória
oferecem flores livros aromas
sobem os juros e mais valias agiotas
dum povo global de euforia
***
natal hoje é
o volte face com deus fora de cena
se não fossem as crianças
intoxicadas pelo fluxo da propaganda
a mesa menos farta de alegria
*
natal hoje é
na ostentação o brilho da tristeza
o medo a perda da ilusão
a exaltar o ânimo do homem como meio
vencido pela técnica e a usura
*
natal hoje é
um compasso de espera na esperança
a dar um tempo à revolta
de toda a fera quando aprisionada
que até a natureza espanta
*
natal hoje é
dia mítico de memória recente
que já não vale a pena de todo engalanar
carente de humanidade
dia festivo dos abutres da rapina
*
natal hoje é
uma festa sem emoção nem tréguas marginal
à beira de total incumprimento
onde o beijo o abraço o sorriso
são manjar de esperança do novo renascimento

*
felizes os pobres de "amor" infectados
será deles o reino do novo humanismo

autor: jrg

15/10/2011

CONTRA O TERROR FINANCEIRO...A GLOBALIZAÇÃO DOS POVOS INDIGNADOS


imagem pública tirada da net
«««//»»»
**

O que nos trouxe a este limiar de mendicidade, além dum conjunto ancestral  de aventuras que alimentaram o sonho de sermos gente, foi, num passado recente, a vergonhosa campanha contra um homem só (José Sócrates) que resistiu à calúnia e à insidia personalizada, enquanto não lhe puxaram o tapete...que apesar da pressão do terrorismo financeiro internacional, defendeu, até ao impossível, a ideia de humanismo que marca o seu pensamento...a ganância de poder, para poderem implementar as medidas abjectas que se preparam para nos aplicar, levou a que se intoxicasse a opinião pública, num desvario de impropérios e desprestigio das pessoas envolvidas, que levou a uma subida galopante de juros sobre a divida pública e ao desacreditar das instituições que nos governam...este caos que se avizinha serve os interesses dos especuladores...dos iluminados que capitalizam lucros sobre a miserabilidade dum povo carismado de mansidão e desmobilizado ante a carência de bens e estímulos à prossecução da sua grandeza entre os demais...
Hoje, 15 de Outubro de 2011, também em Portugal, há várias manifestações públicas de indignação global...a ideia generalizada é a de que nos estão a asfixiar...por nós, pelos nossos filhos, pelos netos, pela humanidade que subsiste sob condições indignas a uma espécie que se auto-proclama detentora da verdade inter-planetária...inundem as ruas de afectos...de indignação...de resistência à rapina que de corte em corte nos reduzirá à mera condição de sobreviventes mecanizados...
Eu digo não...ao terror que este governo, a mando dos interesses do obscurantismo financeiro, faz abater sobre o povo Português...
Eu digo não...a ser arrastado nesta torrente...
Espero por vós!
jrg

na maré
que a lua influencia
de enchente
há um rumor em contra pé
que resiste à atrofia
emergente

autor: jrg

15/09/2011

MÃE ABSOLUTA



MÃE ABSOLUTA
***
pela noite de breu
uma mãe armada de coragem
caminha no desassosego
à procura do filho que a droga venceu
tão menino ainda de passagem
mal a vida lhe mostrara seu apego
«/»
pela noite calada
vergada pela angústia vencia o medo
no silêncio da mata
onde uma geração jazia drogada
a mãe solitária envolta em segredo
na madrugada de seu filho à cata
«/»
pela noite sem estrelas
só a alma no instinto de mãe a guiava
por entre arbustos e silvados
o ouvido atento não fossem balelas
os sons que o coração palpitava
vindos tão de dentro roucos abafados
«/»
pela noite de esperança
uma mulher que de amor se iluminava
na escuridão que adensa o mistério
como pode alguém enriquecer da vida duma criança
sem ter a resposta perguntava
ansiosa de entender qual o critério
«/»
pela noite de vozes o murmúrio
o cheiro húmido da terra em putrefacção
um grito saído expontâneo
filhooo! era dele o arfar o augúrio
o encontro dos genes em contra-mão
no calor do frio subcutâneo
«/»
pela noite de coração sangrando
a mulher de corpo franzino e de alma gigante
abraçou a cria desconexada no vício
dos afectos agora dispersos se confrontando
és de mim e eu tua única amante
dizia na dor de o ver tão magro em silêncio
«/»
pela noite já a estrela d'alva se fazia
os pés tocando o chão orvalhado com firmeza
doravante tantas vezes repetida
pelos antros onde a droga adregava a fantasia
mãe eximia rumo ao norte sua fortaleza
mãe sem fim nem tempo até levar a morte de vencida
***
autor: jrg