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22/12/2011

NATAL POR LOTES DE POVO...


imagem pública tirada da net
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NATAL POR LOTES DE POVO...
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quanto de natal ainda nos resta
neste glaciar de gente que nos afunda
num mar de fogo das palavras que  resistem
quanta mentira mora nesta festa
recheio d'hipocrisia que nos circunda
dentro dum mundo de ladrões que coexistem

um cometa guiou-me até à tela
vejo gaspar o mago mimando a cena
do lider laico que expulsa vermes excedentes
onde a negro o fundo me revela
esta miserável gente que nos governa
rumo ao abismo do não sermos conscientes

tolhidos na surpresa os idosos
aura do poente fora de prazo insólito 
vêem saqueado sem apelo seu parco espólio
enquanto lhes pregam ruidosos
sermões de equidade ao roubo público
em nome de um estado do direito perdulário

eles bem esgrimem argumentos
masturbações frustradas da oratória
aplaudidas de pé por medíocres salafrários
bênçãos de sábios e unguentos
criminosos assumidos nesta história
que partilham entre si honras e honorários 

o mar cresce na revolta a dor
as aves procuram poiso espavoridas
as crianças de rua suspendem o andamento
se faz sentido que falte amor 
quando celebram austeras medidas
em lotes de povo avesso a todo pensamento 

sou reformado ou pensionista
acreditei de boa fé na avara fidúcia
que amealhou investiu e programou o crédito
onde já rejubila o prestamista
fora da lei na pilhagem com argúcia
uma matilha de agiotas a subverter o mérito

não há futuro para um tal país
que repudia seus velhos e os maltrata
que os reduz a lixo sem préstimo irreciclável
não pode o povo loteado na raíz
ser orgulhoso de alma justa na sucata
refém passivo desta súcia de si tão execrável

autor: jrg

01/12/2011

CARTA/APELO, AO PRESIDENTE DA REPÚBLICA DE PORTUGAL !


Excelentíssimo Senhor Presidente da República Portuguesa

Acreditando que Vossa Excelência é o último garante da Constituição da República Portuguesa, em nome dos direitos liberdades e garantias, nela consagrados, e no seguimento das suas preocupações, publicamente manifestadas, sobre a equidade e justeza das medidas então já anunciadas para este orçamento de estado, agora aprovado, venho apelar à sua consciência humana, para que exerça o seu poder de Veto, sobre as medidas prepotentes e discricionárias no corte de salários a uma franja da população Portuguesa, nomeadamente no que toca à supressão dos rendimentos dos reformados de carreira contributiva prolongada, no último estádio da existência, que confiaram na honra,
bom nome e respeito pelo direito, do estado Português.
com humildade e esperança

joão raimundo gonçalves
reformado