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22/01/2012

Ó DA GUARDA...AGARRA QUE É LADRÃO...

foto pública tirada da net
valmirjuntocomvocê.blogspot.com
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Ó DA GUARDA...
AGARRA QUE É LADRÃO ...

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socorro ó senhor guarda
que estou a ser roubado
por um ladrão sem farda
que me acha deserdado
*
socorro que me roubaram
à má fé por lei coberto
o roubo que perpetraram
é digno dum tipo esperto
*
socorro ó senhor polícia
prenda-me esse ladrão
sem respeito pela fidúcia
que me merecia a Nação
*
socorro que me sacaram
a rirem de mim sarcásticos
feito lixo me atiraram
aos medos mais mediáticos
*
socorro ó senhor soldado
defenda-me deste atropelo
dum ladrão acobardado
não custa nada vencê-lo
*
socorro que me traíram
o que paguei era a prazo
quero o que me subtraíram
chamo à ordem quem deu azo
*
socorro ó meritíssimo juiz
apelo à sua douta sentença
a lei é clara e bem que diz
condena roubo em presença
*
socorro que formam quadrilha
de associação criminosa
se um mima logo outro pilha
todos em gestão danosa
*
socorro ó gente do tribunal
não podem votar a rapina
se saque é inconstitucional
mudem minha triste sina
*
socorro mulheres de Portugal
armem filhos cavaleiros
de palavras corajosos e burnal
corram com os filibusteiros
*
socorro ó senhores do mundo
é falso o dinheiro roubado
tem manchas de sangue profundo
não pode por lei ser trocado

autor: jrg 
(pária...apátrida...cidadão da MÁTRIA em construção...)

09/10/2011

MEU NOME É ABSTENÇÃO !...


foto pública tirada da net
***
MEU NOME È ABSTENÇÃO
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«««//»»»
*
sou candidata doravante
a todos os sufrágios
para vencer plena a solidão
trago a força do amor 
na alma humana 
sou imune a corruptos e a contágios
que desbaratam sem apuro 
a riqueza da nação
trago a esperança intacta

a minha equipa 
se eu como espero ganhar
é composta de brancos e nulos
além de mim e de outros tão imensos 
votos não contados
que vogam sem destino 
por além mar
os indignados os indiferentes 
que se perderam em medos sufragados

sou candidata a ministro
primeiro dum governo
que a ampla maioria suporte
declaro que não possuo nem quero 
rendimentos da usura
apenas os gastos de viver e os do oficio
não faço promessas nem tolero 
do carácter o ar sinistro
a palavra de ordem é esperança 

meu nome é  abstenção
sem preconceitos
ninguém me insulta ou provoca
gratuitamente
sei os meus direitos vou a votos
digo não a todos os lamentos
subscrevo o fim dos vícios
o fim das mordomias
da corrupção dos usurários

comigo na primazia
instituirei o tráfico do absurdo
na proliferação do amor
sem armas nem drogas nem influências nocivas
anularei as dividas sociais
e as soberanas catastróficas
abolirei o ouro como moeda de troca
os bens privados 
que geram e promovem a inveja

somos um só mundo
à volta da esfera que adeja no universo
onde a partilha justa
foi sendo malevolamente viciada
é falso que tenhamos todos 
entre barreiras as mesmas oportunidades
uns fundaram o sistema
os outros partem de trás com a cartilha sobre a mesa
soletrada nos corredores do medo

trago no ventre os princípios
rasgo os compromissos com os abutres
se alguém ainda que seja comandante
diz que não tenho mais direitos
é por despeito e ignorância
que o direito assiste a quem suporta
a arbitrariedade deste jogo
onde quem perde ganha por suspeita
do outro estar fora de jogo

sou a abstenção sonhadora
hoje dou a cara
convoco a assembleia dos devotos
porque o tempo urge
sou mais de quatro milhões aqui agora
mas não peso nada
ainda que me temam se me alevanto
se saio à rua de enxurrada
vamos a votos a ver quem ganha

autor:jrg

02/10/2011

CANSADO DE VER... CEGUEI...



foto pública tirada da net

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CANSADO DE VER CEGUEI
*
cansado de ver naufragar
meu barquinho de papel
criei um outro de lata
mais forte na força do mar
feri dedos rasguei pele
em meu barquinho pirata
e fui na vida a sonhar
tracei rotas de sal e mel
subi a vida em cascata

cansado de ver morrer
em cada sonho sonhado
uma ideia a alvorar
criei um sonho p'ra ser
na alma inquietado
sem ter sempre que acordar
no mesmo amanhecer
onde a palavra coitado
não deixa a coragem medrar

cansado de ver certezas
pelo conhecimento anuladas
em sábios enfatuados
criei em mim as defesas
na consciência formadas
fiz da história meus cuidados
juntei as minhas fraquezas
de não saber desfraldadas
sem mitos premeditados

cansado de ver ignorância
em muito conceito endeusado
pais que maltratam filhos
mães submissas vitimas da jactância
criminosos soltos por juiz de estado
homem justo metido em sarilhos
criei com a natureza em consonância
um pacto do absurdo aprimorado
que solta os nós de todos os atilhos

cansado de ver sempre na guerra
motivo de força maior
da mais simples controvérsia
criei no cimo da serra
uma plataforma de amor
que arrasta sorrindo a fantasia
e toda a maldade que encerra
o mundo ao meu redor
náufrago dum mar de maresia

cansado de ver entender
por interesse da pasmaceira
a paz que adeja sobre os mortos
criei fogos para arder
a sombra que grassa rasteira
que oculta da alma os corpos
sujos podres do poder
em que a moralidade inteira
afunda os sonhos utópicos

cansado de ver ceguei
procuro algures a caverna
de Viriato ou d'álguém
onde os sonhos que criei
acordem na paz eterna
já órfãos de pai e de mãe
nem fujo nem seguirei
afronto a quem me governa
e de lá vos gritarei

não embarquem nesta aventura
o barco nem fundo tem
remar sempre também cansa
nem a ideia se apura
no lixo que fede de além
acordem na alma a esperança
abominem da usura
de que o pensamento é refém

não fujam confrontem o medo
unam as linhas globais
que indignam o conformismo
subam os rios em segredo
arrasem as mentiras fatais
clamem por um novo humanismo
que emerge do mar tecendo
regras novas de paridades iguais
transpondo o sórdido abismo

a fanfarra toca o hino à alegria
cego é o que ver não quer
nesta encenação de evidência mímica
num tropel de vampiros à revelia
que nos corta a vontade de vencer
um sinal da força anímica
como o verso no poema gera a poesia
num sorriso de criança a correr
sobre a lixeira de natureza atípica

cansado de ter de inventar
mais robusto de ousar em mar agitado
meu barquinho frágil de papel
criei na vastidão da alma o cogitar
que irrompe do silêncio amordaçado
antes que o mundo expluda ou o sangue gele
na voraz tentativa de matar
a coragem do homem acossado
que responde com a fúria que há nele

autor: jrg


21/09/2011

VENDE-SE ILHA COM BARBECUE E JARDIM..NA ILHA ATLÂNTICA DO BANANAL...


imagem pública tirada da net
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VENDE-SE ILHA COM BARBECUE E JARDIM

NA ILHA ATLÂNTICA DO BANANAL



A ilha é luxuriante

Fácil acesso mulheres carentes

Os vizinhos são manhosos

Protegem um qualquer tratante

Que manipule estas gentes

Com festejos de propulsão ruidosos



A ilha tem barbecue

Onde se espeta a mista grelhada

De Coelhos a Socráticos

Alimentado a Cavacos sem recuo

Servidos em esplanada

Pão de caco e sorrisos lunáticos



A ilha tem um Jardim

Entre outros deste avassalados

Espaçoso amplo Dantesco

Cores vinícolas carregadas de carmin

deleite dos enamorados

Em orgias sexuais de pendor picaresco



Vende-se por motivos óbvios

De onde avulta o custo da manutenção

O preço base é o do passivo

Sujeito à corrigenda isenta dos pacóvios

Que nela afundaram alma e coração

Por um sentimento afectivo



A ilha tem apêndices de sonho ilhotas

tem uma floresta de Laurissilva

Tem montes gelados prados vales profundos

Tem Elites convulsivas de agiotas

Tem pessoas indignadas da mentira à deriva

Mas é bela e merce outros mundos



Vende-se com todo o recheio

Salvaguardando a liberdade de partir

Acresce o mar o areal cinzento

O clima tropical os túneis que são o veio

Por onde passa o lucro a dividir

E tem um génio de luz opaca pardacento



A ilha é uma fragrância de odores sexuais

De poderes curativos milagrosos

Quem a comprar só tem um jeito d’a limpar

Isolamento dos vírus transversais

Contendo a praga dos elencos tenebrosos

Que a invadiram e não deixam respirar



Vende-se urgente ilha no bananal

Chamam-lhe a ilha governada sem vergonha

Por um príncipe sem decoro picaresco

Motivo à vista por demência absoluta colossal

E o perigo pandémico da peçonha

Que ali se instalou por compadrio e parentesco



Autor: Alberto Prados Verdes

10/09/2011

TERRORISMO !...



TERRORISMO !

a palavra terrorismo não me sai da memória...

eram terroristas os cruzados que sob a égide de um deus maior, espalharam a mortandade contra os ditos infiéis de menor idade, destruiram testemunhos, anexaram gente e lugares à sua causa de expansão maciça, pelo saque e mordomias vitalícias...

 eram, são terroristas os homens que na África colonial Portuguesa exigiam a retirada dos ocupantes de há 500 anos, que os dominaram pela força do Cristo e a das armas...,que os escravizaram e às sua famílias ou afins..., que os incitaram no ódio feroz de uns contra os outros..., que os domesticaram, suprimindo os direitos básicos de humanidade e os emboscaram na sua própria terra...que violentaram as suas mulheres...as suas crianças...em nome de desígnios civilizacionais do absurdo...

eram, são terroristas os Americanos que despejaram as bombas atómicas sobre as populações indefesas de Hiroshima e Nagasaki, em nome de princípios hegemónicos expansionistas...que espalharam Napalm sobre pessoas na Indochina, no Vietnam, no Camboja...que produziram efeitos colaterais maciços, no Afeganistão e no Iraque, e expandiram o medo sobre os detractores da sua política hegemónica...

eram, são terroristas os Alemães que suprimiram milhões de pessoas, apenas por serem diferentes e ostentarem valores que o seu nacionalismo não comportava...que condenam os povos da Europa subsidiária, ao vexame de serem tidos como incapazes, vitimas das leis de mercado que eles próprios criam e alteram, segundo as suas conveniências de momento 

eram, são terroristas os Israelitas que por cada rocket lançado pelos Palestinianos, invadiam, destruíam habitações e matavam milhares de pessoas, em nome da defesa do seu território , usurpado por meios de engenharia político-jurídica e sob o beneplácito das potências 
ocidentais...criando um clima de ódio e contestação sobre o seu próprio povo...

eram terroristas os "coronéis" da vasta Nação Brasileira, que subornavam senadores, tratavam os seus escravos a chicote, devastaram a 
 floresta Amazónica, contratavam jagunços para impor a sua lei da força bruta, sob os cânones dos representantes do Cristianismo...os que criaram o império das favelas...e a sordidez dos negócios obscuros entre a lei e o sub-mundo dos narco-traficantes...

eram, são terroristas os que maltrataram crianças, abusaram da sua inocência, os recalcaram no surgimento da sua plenitude existencial, pela força da sua ignorância, face ao que somos, quem somos e o que fazemos aqui...na inconsciência da sua efémera passagem pelo estado de vida...

eram, são terroristas , os homens ciosos da sua masculinidade, que violentaram mulheres, as humilharam, as condenaram à submissão contra natura do casamento, as aviltaram na sua qualidade de mulheres, amantes, mães, segundo os seus padrões, conceitos e pre-conceitos, que visavam a preservação do seu domínio machista, ante a evidência da sua própria fragilidade, num mundo desconhecido em movimento...

são terroristas os especuladores financeiros, agiotas legais do mundo inteiro, que exercem uma ditadura feroz sobre os povos financeiramente dependentes, que se deixaram deslumbrar pela sua magnificência da abastança, e que ao pressentirem o limiar de uma nova era que se anuncia, baseada no conhecimento profundo dos elementos nocivos e da simplicidade que deve nortear a evolução da humanidade...ensaiam uma manobra desesperada para conter as chamas do fogo que alastra sob o manto da sua fantasia ...

as sociedades humanas, as ditas mais evoluídas, mantém intactos os instintos de barbárie que ao longo da história da humanidade sempre 
eclodiram quando são confrontadas com as suas insuficiências natas ou degenerativas...cada pessoa é um potencial troglodita..dêem-lhe poder...achem-lhe graça ao picaresco das suas atitudes...mas também os elementos dum governo moderno...e dos grupos de interesses que lhes dão a cobertura mediática e circunstante à sua actuação, tantas vezes de terror, quando exercitam, sobre a população "menor" que avaliza pelo voto as promessas de justiça e evolução do bem estar, as medidas que afligem e condenam à insegurança psíquica, aqueles que são o objecto da sua própria existência... 

o terrorismo, sendo uma sequência de mentes doentias, só se combate pela inteligência, pela erradicação da pobreza, pela desmistificação do estado como hoje o entendemos, pelo aprofundar do conhecimento, pelo exercitar da memória profunda, pelo uso da nossa consciência face à sensaboria dos doutamente iluminados... 

se eu fosse cão, latia espavorido, ante a eminência da mudança profunda...
se eu fosse gato, assanhava-me, ante a turbulência gerada pela ganância...
se eu fosse galo, cantava, ao despertar da consciência da nova alvorada...

autor: jrg