A MOOD'YS...
A Mood'ys está na ordem do dia...ao que dizem, é a segunda maior agência financeira...de "notação" financeira...
Enviaram-se e-mails de protesto...organizam-se manifestações de desagravo..convoca-se a "geração à rasca"...as brigadas absurdas do reumático...numa tentativa de criar um facto que gere a emoção para o acontecimento da rotura com as "lamechices" do social...da coisa pública... que emblemaram o anterior executivo...
E no entanto, a Mood'ys que conta na sua carteira de clientes com gente "ilustre"e
instituições Portuguesas "prestigiadas", como a Região Autónoma da
Madeira...limita-se a emitir opinião pública, como todos nós, quando olhamos e
criticamos os nossos vizinhos, no sentido de os certificar ,segundo os nossos próprios valores...ou a nossa veia intriguista que condena ou exalta segundo as nossas convicções do momento, pelo seu comportamento nas rotinas diárias...
O volume das compras..a qualidade...as aparências de fausto...a vaidade...o carro
novo, a casa, a mobília..se os filhos andam nos colégios particulares da moda..as
férias fora...a casa de campo ou de praia...avaliamos a sua credibilidade pela
aparência...não sabemos quem são...quanto ganham...a conta bancária...a
característica humana que faz deles seres solidários, fiáveis...ou absolutamente
indiferentes à tragédia alheia...
Invejamos ou desprezamos, pela nossa avaliação subjectiva, socorremos com um empréstimo ocasional se validarmos a confiança...até alinharíamos num investimento de lucros fáceis, se uma tal pessoa nos sugerisse...mas se virmos os nossos vizinhos cortar nas despesas de evidência mais exposta...o carro desleixado...um policia que perguntou onde mora fulano...as compras no super mercado, parcas e de inferior qualidade...banana do Equador em vez da Madeira..chispe em vez de bife da vazia...os filhos de olhar triste...a mulher sem pinturas...desconfiamos...retraímos o cumprimento efusivo...mal dizemos a desgraça que ali vai...se nos pedissem dinheiro, dizíamos não...não posso...e não sabemos nada!...
A Mood'ys não sei o que é...quem são...apenas que lidam com alta finança...comem dinheiro...lavam-se em dinheiro...são os Tio Patinhas da era moderna...reinventaram a usura com o apadrinhamento de mentes, talvez criminosas, como tudo o que lida com a avareza do dinheiro...obedecem a critérios de ordem financeira...instigam à subida e quebra de juros, de acordo com a estratégia do momento...sobem para vender...descem para comprar...minaram as economias...arrasaram as competências que os desmascararam...corromperam pela ilusão do lucro garantido os "patriotas" de todos os países...onde os mais frágeis se aprestam a sucumbir por que não encontram saídas...estão convencidos que alteraram irreversivelmente o curso da humanidade...
Só há uma forma de os acalmar...na óptica do liberalismo absoluto que vigora em Portugal...é dando-lhes razão...se a taxa sobre o 13º mês não é suficiente...corta-se o mês total...é pouco? institui-se o salário máximo nacional que não deve ultrapassar o mínimo, já consagrado como justo pelo cardeal Policarpo de Lisboa...não chega?...elimina-se o subsídio de reinserção social...e o de desemprego...privatiza-se os serviços de saúde e montam-se hospitais de campanha com o apoio da AMI... proíbe-se a grande distribuição de importar frutas e legumes e de os rotular como nacionais..."está na hora de mudar..."
autor: jrg
Blog de intervenção e reflexão e alguma literatura, numa salada que pretendo harmoniosa e saudável.
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09/07/2011
A MOOD'YS...OS AGIOTAS INTERNOS E OS EXTERNOS!...
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29/04/2011
"GERAÇÃO RASCA..." ENRASCADO..."GERAÇÃO À RASCA..." DESENRASCANÇO...
"RASCA...ENRASCADO...À RASCA...DESENRASCANÇO...
Hoje quero pensar sobre a palavra "Rasca" usada pelas pessoas menos instruídas e, por simpatia,
adoptada pelas restantes em situações menos formais, para definir, basicamente, duas situações de
alguma aflição pessoal ou colectiva...
Diz-se: estar à rasca ou enrascado...
- Eh pá!...estou à "rasca" para cagar!...ou mijar!...
- Eh pá!...estou à rasca para pagar uma conta !...ou...sem dinheiro para comer!...
- Eh pá!...estou à rasca para cumprir um prazo que dei!...ou... um compromisso de honra!...
Sendo uma característica bem vincada no povo Lusitano-Português, estar enrascado e desenrascar-se,
nem sempre pelos métodos mais civilizados...o desenrascanço, medido pelo adágio popular: "um
homem enrascado é pior que uma mulher bêbada.." é, ainda hoje, um motivo do nosso orgulho
nacional..."eu desenrasco-me!...
E diz-se: é rasca...não tem qualidade...pode deixar-nos enrascados...
Rasca, neste segundo conceito, é algo, pessoa ou coisa, de má qualidade, sem préstimo nem garantia
de nos bastar os propósitos...
Considerar, no que concerne às pessoas, uma geração "Rasca" e ou à "Rasca" e fazer destas
conotações "ex-libris" geracionais, é, no meu entender, uma evidência da perda de valores, e do
avolumar de mediocridade que vem moldando os grupos elitistas dos diversos sectores de actividade
humana, em Portugal e por todo o mundo, desde há algumas décadas, a que a dinamização das
sucessivas crises que vêm afectando a harmonia da humanidade, não é alheia...
Na realidade, a geração que se denominou "Rasca" é tão só vitima duma sociedade emergente que,
destituída de ideais, tendo descoberto o absurdo e enterrado as divindades, galvanizada pelo
desabrochar das tecnologias de acesso ao conhecimento e absorvida pela ânsia do ter, gerada pela
sociedade da abastança, se esqueceu do ser pessoa...e valeu tudo...A chamada geração "rasca" é,
sobretudo, vitima da traficância das drogas alucinantes que vieram ao encontro de colmatar as
brechas deixadas sem resposta... ter a todo o custo..se não consegues..esquece...droga-te...quem não
tem é "rasca"...quem não consegue ter é "enrascado..."por um lado, políticos, empresários,
eclesiásticos de parceria com pessoas de índole humana duvidosa, enriqueceram destruindo os
melhores dessa juventude enfraquecida pela dúvida e rodeada de bens materiais que a projectavam
para uma vida intensa e sem sentido...por outro, a escola aberta, as leis que proibiam o consumo, para
fomentar o tráfico, a indiferença pelos mais frágeis, a condenação pública dos jovens e suas famílias,
por não terem sabido contrariar as leis da nova selva...deixaram, talvez por conveniência própria, que
se perdesse aquela que poderia ter sido uma geração de ouro em toda a humanidade...
A sociedade da abastança tem os dias contados porque assente em pressupostos desumanos, cavando
o fosso entre os que cada vez mais têm e os que cada vez menos têm, tendencialmente afastada dos
problemas sociais e da solidariedade se transformou numa sociedade sem amor...virada para o lucro
financeiro...onde os bens produzidos não contam...o que conta é a administração, por mentes
criminosas, dum mundo global, regido por princípios precários, insalubre, e sem dimensão
humana...mentes criminosas, alertadas pela provável escassez dos recursos naturais e convencida que
pode comprar até um novo planeta...numa outra Galáxia...
É dentro deste contexto de falência técnica da sociedade de consumo que surge um novo epíteto para
designar uma geração: "à Rasca..." não me lixem...enquanto que a denominada geração "Rasca..." foi
induzida a não pensar...a deixar-se ir no "tásse bem..." para não confrontar a perda de valores com a
ausência de novos valores...a esta nova auto-denominada geração " à Rasca..." tiraram-lhe o tapete
das oportunidades...estava tudo ao seu alcance e já não está...agora é uma chatice...é preciso
pensar...pensar...pensar...retomar as memórias...mergulhar no inconsciente individual e
colectivo...tomar consciência que já não há pátrias ditas independentes...não houve...desde
sempre...mas parecia...eleger a mulher como a criadora absoluta da criatura humana...e partilhar com
ela, conferindo-lhe a direcção, as regras do novo humanismo que adeja sobre as nossas insuficiências...
autor: jrg
Hoje quero pensar sobre a palavra "Rasca" usada pelas pessoas menos instruídas e, por simpatia,
adoptada pelas restantes em situações menos formais, para definir, basicamente, duas situações de
alguma aflição pessoal ou colectiva...
Diz-se: estar à rasca ou enrascado...
- Eh pá!...estou à "rasca" para cagar!...ou mijar!...
- Eh pá!...estou à rasca para pagar uma conta !...ou...sem dinheiro para comer!...
- Eh pá!...estou à rasca para cumprir um prazo que dei!...ou... um compromisso de honra!...
Sendo uma característica bem vincada no povo Lusitano-Português, estar enrascado e desenrascar-se,
nem sempre pelos métodos mais civilizados...o desenrascanço, medido pelo adágio popular: "um
homem enrascado é pior que uma mulher bêbada.." é, ainda hoje, um motivo do nosso orgulho
nacional..."eu desenrasco-me!...
E diz-se: é rasca...não tem qualidade...pode deixar-nos enrascados...
Rasca, neste segundo conceito, é algo, pessoa ou coisa, de má qualidade, sem préstimo nem garantia
de nos bastar os propósitos...
Considerar, no que concerne às pessoas, uma geração "Rasca" e ou à "Rasca" e fazer destas
conotações "ex-libris" geracionais, é, no meu entender, uma evidência da perda de valores, e do
avolumar de mediocridade que vem moldando os grupos elitistas dos diversos sectores de actividade
humana, em Portugal e por todo o mundo, desde há algumas décadas, a que a dinamização das
sucessivas crises que vêm afectando a harmonia da humanidade, não é alheia...
Na realidade, a geração que se denominou "Rasca" é tão só vitima duma sociedade emergente que,
destituída de ideais, tendo descoberto o absurdo e enterrado as divindades, galvanizada pelo
desabrochar das tecnologias de acesso ao conhecimento e absorvida pela ânsia do ter, gerada pela
sociedade da abastança, se esqueceu do ser pessoa...e valeu tudo...A chamada geração "rasca" é,
sobretudo, vitima da traficância das drogas alucinantes que vieram ao encontro de colmatar as
brechas deixadas sem resposta... ter a todo o custo..se não consegues..esquece...droga-te...quem não
tem é "rasca"...quem não consegue ter é "enrascado..."por um lado, políticos, empresários,
eclesiásticos de parceria com pessoas de índole humana duvidosa, enriqueceram destruindo os
melhores dessa juventude enfraquecida pela dúvida e rodeada de bens materiais que a projectavam
para uma vida intensa e sem sentido...por outro, a escola aberta, as leis que proibiam o consumo, para
fomentar o tráfico, a indiferença pelos mais frágeis, a condenação pública dos jovens e suas famílias,
por não terem sabido contrariar as leis da nova selva...deixaram, talvez por conveniência própria, que
se perdesse aquela que poderia ter sido uma geração de ouro em toda a humanidade...
A sociedade da abastança tem os dias contados porque assente em pressupostos desumanos, cavando
o fosso entre os que cada vez mais têm e os que cada vez menos têm, tendencialmente afastada dos
problemas sociais e da solidariedade se transformou numa sociedade sem amor...virada para o lucro
financeiro...onde os bens produzidos não contam...o que conta é a administração, por mentes
criminosas, dum mundo global, regido por princípios precários, insalubre, e sem dimensão
humana...mentes criminosas, alertadas pela provável escassez dos recursos naturais e convencida que
pode comprar até um novo planeta...numa outra Galáxia...
É dentro deste contexto de falência técnica da sociedade de consumo que surge um novo epíteto para
designar uma geração: "à Rasca..." não me lixem...enquanto que a denominada geração "Rasca..." foi
induzida a não pensar...a deixar-se ir no "tásse bem..." para não confrontar a perda de valores com a
ausência de novos valores...a esta nova auto-denominada geração " à Rasca..." tiraram-lhe o tapete
das oportunidades...estava tudo ao seu alcance e já não está...agora é uma chatice...é preciso
pensar...pensar...pensar...retomar as memórias...mergulhar no inconsciente individual e
colectivo...tomar consciência que já não há pátrias ditas independentes...não houve...desde
sempre...mas parecia...eleger a mulher como a criadora absoluta da criatura humana...e partilhar com
ela, conferindo-lhe a direcção, as regras do novo humanismo que adeja sobre as nossas insuficiências...
autor: jrg
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