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20/11/2017

O MITO E A REALIDADE

  1. foto tirada da net
    *

  2. O MITO E A REALIDADE
    *
    vejo o homem condenado
    viver acima abaixo eternamente
    por ter talvez desafiado...
    o absurdo da ganância poluente
    *
    todos os dias na rotina
    de ganhar ao tempo abundância
    cai levanta cava e mina
    existência d'absurda militância
    *
    ingénuo quem acredita
    ser primeiro que a pedra fixa
    só amor liberta a dita
    a inveja e o ódio apenas lixa
    *
    vejo o homem moderno
    ultrapassar tudo e todos a pé
    de carro ou no governo
    da sua vida absurda à falsa fé
    *
    encosta acima elevada
    à função de pedra a filosofal
    a vida escorre ligada
    a Sísifo e seu mito ancestral
    *
    homem cativo da ideia
    de ser mais apto e poderoso
    escraviza tece a teia
    de si próprio mais ambicioso
    *
    desço encosta devagar
    não tenho nem quero riqueza
    não me deixo mais testar
    nem ser cobaia sempre presa
    *
    meu grito de liberdade
    leva o vento ao mundo inteiro
    nem mais um tirano na humanidade
    homem livre sem bens ou dinheiro
    recupera toda sua dignidade
    elege amor por parceiro
  3. jrg

19/02/2017

INDIGNANTE PRESSÁGIO!...

INDIGNANTE PRESSÁGIO
*
a classe dirigente
em portugal
seja político ou empresário
é lamentavelmente
gente habituada ao lodaçal
onde medra o usurário
*
partilham a mesma opinião
a mesma clientela
o povo a pensar que é poder
devotado à escravidão
a crédito com cravo na lapela
devedor até morrer.
*
se os povos acreditassem
que o ouro é a razão
motivo de toda a discórdia
não prestavam vassalagem
ao mentiroso ao ladrão
que vivem na sua mixórdia
*
urge pôr fim à vil servidão
somos todos humanidade
todos por igual sobreviventes
mais justa organização
é precisa repondo a igualdade
na terra às suas gentes
*
pôr fim ao arsenal de guerra
instituir a livre migração
sem religiões nem fronteiras
há abundância na terra
pessoas livres de bom coração
para melhores sementeiras
*
instituiremos a ordem do amor
quem não ama não pode pagar
comer nem afectos vestimenta
porque só amar produz calor
seremos de paixão terra e mar
não haverá inveja ciumenta
*
se desistirmos de a bem viver
pressinto que haverá tragédia
guerras ditaduras medíocres
a vida na terra acabará por morrer
não sem antes padecer de miséria
na noite sangrenta dos horrores
*
por isso quero cantar esperança
em profundo pensamento
preparem consciência para a mãe
é ela a criadora da criança
a que demontra mais entedimento
para organizar a vida bem
*
por isso quero expressar o amor
que une toda a humanidade
não vamos transigir neste conceito
agarrem minha mão com fervor
quando o terror cair na nossa cidade
façamos da alma um parapeito
jrg

14/11/2015

A VIDA NÃO É UM JOGO




imagem tirada da net
*
A VIDA NÃO É UM JOGO


***

o planeta terra

não é um vasto campo de futebol

nem a vida é um jogo

sequer a humanidade um joguete

dos idolatras da riqueza
das luxuriantes paixões da intriga
nem são moeda de troca
com a dignidade a fome ou a desgraça
*
ponto final à militância
dos que fomentam a desigualdade
o planeta terra é nosso
e fértil é a natureza feminina a mãe
que a todos acolhe
no seio da sua infinita sabedoria
basta de violência
e da massificação de claques hostis
*
a humanidade somos todos
sem a divisão da língua e da classe
fica vedada a usurpação
do todo para para serviço da ganância
fica vedada a guerra
é abolido o conceito que gera cobiça
o planeta terra é um paraíso
que ninguém tem o direito de vedar
*
o nacionalismo o clubismo o patriotismo
colocaram uns contra outros
que lamentável imagem de humanismo
ocuparam selvaticamente
destruíram elementos preciosos de culturas
dividiram famílias e tribos
esventraram a terra e o mar
querem dominar o todo pela asfixia do poder
*
por mim basta dou as mãos à vida pura
tenho pão na mesa à tua espera
e agasalho que baste carinho e ternura
preservei a água cristalina
tenho a barriga cheia tanto de poemas
a marinar em rimas de amor
vem amiga amigo pastorear ideias e sentidos
sem líderes que prometem ilusões.

jrg

23/06/2015

ATENÇÃO REFORMADOS / ALERTA PENSIONISTAS


foto www.jornaldoalgarve.pt

ATENÇÃO REFORMADOS
ALERTA PENSIONISTAS
*
não lhes basta
que nos sintamos humilhados
perseguem-nos
pelo terror da falência do sistema
pela escassez de fundos
que diariamente delapidam em seu proveito
e estão todos de acordo
o que difere é a forma de aterrorizar
como é possível
permitir que estes energúmenos
com a profissão de políticos
joguem as nossas vidas a pataco?
como é possível 
que haja alguém a acreditar
nesta gente indignante
*
na verdade o tempo parou à nossa porta
o velho humanismo
da igualdade fraternidade e liberdade
que sustentava
os pressupostos duma democracia social
faliu e não deixou herança
pondo em causa a crença num estado de direito
amigos e companheiros
reformados pensionistas gente de valores
estamos nas mãos
dos piores bandidos que a tecnologia gerou
autómatos ocados de pensamento
frutos da nossa ingenuidade congénita
o tempo é de mudança
se nada fizermos cairemos na mendicidade
*
e se o tempo é de mudança
é preciso mudar a orientação do género
usando a força da indignação
e colocando a mãe na frente do tempo que aí vem
pensar humanidade
deixar a terra respirar humanidade
abolir a intriga
a inveja  a luxúria a ganância de falsa riqueza
abolir todo o tipo de medo
pela catarse da sabedoria feminina
eleger o simples e o belo
devolver à Mátria o que a Pátria usurpou
olhando à nossa volta
a desolação da terra sem amor
sufocada pelo ódio
*
jrg/SamuelDabó


A "RAÇA" PORTUGUÊS
ou o gene vira-casacas  e colaboracionista 
de oportunistas Conios e Calaicos
*
admirados?
que raça é esta de ser Português
a governar-se há séculos
do desgoverno de reis e republicanos?

da raça autóctone Lusitânia
resta uma minoria de gente embasbacada
a ver o movimento da maré humana
que sobe e desce na concórdia em comandita
consoante o vento sopra

os reis eram oriundos 
de  famílias estrangeiras avassaladas ao papa
enquanto os da república
são da mesma estirpe dos que exterminaram
os melhores dos lusitanos
agora prestam vassalagem ao poder financeiro

discordo dos que pensam
que o Português é guerreiro pacífico e descobridor
diria que é mesquinho de inveja
intriguista malévolo oportunista e manipulador
que na conquista se perdeu
e hoje espreita a desdita à esquina dos traidores

que raça é esta de ser
Português em Braga em Faro e no resto do mundo?
sendo apenas Lusitano onde não medra
o desejo de ter na ambição mais olhos que barriga
ai de quem lhes toque no sonho
desta minoria de silêncio decapitada à traição

dizem que tem um sistema único 
no ADN que apura a consistência da espécie
o HLA no cromossoma seis
e a alma dividida entre um deus e  um diabo
aplaude a inquisição por um lado
e grita morra a quem defenda o seu contrário

só me resta esperar
que os meus netos ouçam o toque a reunir
vindo do interior da Lusitânia
que cansada de assistir ao desvario dum tal terror
imponha a lei da raça ou da razão pura
sobre a mestiçagem Calaica dos traidores
SamuelDabó/jrg

15/05/2015



ATENÇÃO REFORMADOS
ALERTA PENSIONISTAS
*
não lhes basta
que nos sintamos humilhados
perseguem-nos
pelo terror da falência do sistema
pela escassez de fundos
que diariamente delapidam em seu proveito
e estão todos de acordo
o que difere é a forma de aterrorizar
como é possível
permitir que estes energúmenos
com a profissão de políticos
joguem as nossas vidas a pataco?
como é possível 
que haja alguém a acreditar
nesta gente indignante
*
na verdade o tempo parou à nossa porta
o velho humanismo
da igualdade fraternidade e liberdade
que sustentava
os pressupostos duma democracia social
faliu e não deixou herança
pondo em causa a crença num estado de direito
amigos e companheiros
reformados pensionistas gente de valores
estamos nas mãos
dos piores bandidos que a tecnologia gerou
autómatos ocados de pensamento
frutos da nossa ingenuidade congénita
o tempo é de mudança
se nada fizermos cairemos na mendicidade
*
e se o tempo é de mudança
é preciso mudar a orientação do género
usando a força da indignação
e colocando a mãe na frente do tempo que aí vem
pensar humanidade
deixar a terra respirar humanidade
abolir a intriga
a inveja  a luxúria a ganância de falsa riqueza
abolir todo o tipo de medo
pela catarse da sabedoria feminina
eleger o simples e o belo
devolver à Mátria o que a Pátria usurpou
olhando à nossa volta
a desolação da terra sem amor
sufocada pelo ódio
*
jrg/SamuelDabó

28/01/2014

LANÇAMENTO DO LIVRO O DESASSOSSEGO DA MEMÓRIA - ALTERAÇÃO DO LOCAL



LANÇAMENTO DO LIVRO: O DESASSOSSEGO DA MEMÓRIA - ALTERAÇÃO DO LOCAL -

O EVENTO REALIZA-SE NO HOTEL FONTE CRUZ
Avª da Liberdade, 138-142 - Lisboa

espero por vós para partilharmos sorrisos
saudações do jrg/SamuelDabó

26/01/2014

LANÇAMENTO DO LIVRO: "O DESASSOSSEGO DA MEMÓRIA"


NOVO LOCAL: HOTEL FONTE CRUZ
Avª da Liberdade,138-142-LISBOA


Sinopse da obra

O livro, “O Desassossego da Memória”, procura ir
ao encontro da memória do homem enquanto espécie
natural não massificada pelas religiões e pelo fatalismo
da liderança dos poderes compulsivamente emergentes:
militares, económicos e financeiros, em busca do homem
real, consubstanciado na sua animalidade e na alma
feminina.
É um livro contra os preconceitos e que considera 
a sexualidade como um motor de libertação do 
inconsciente profundo… uma sexualidade atenta aos 
instintos perversos sem desrespeitar a animalidade de 
que somos possuídos… mas contendo-a nos limites da 
consciência em que cada um se movimenta… 
É a mulher que comanda as emoções.
Porque a memória é o factor principal do desassossego
de viver aqui se procura evidenciar o papel da
mulher em todo o desenvolvimento humano e o obscu-
rantismo a que foi votado o seu pensamento ao longo de
milénios.
A história do romance vive-se num ambiente de
demência política e cultural com a transformação do
mundo em decadência e à procura dos alicerces para um
novo Humanismo.
O autor convida-vos ao salutar exercício de pensar,
simplificando o raciocínio em toda a sua amplitude…
SAMUELDABÓ/jrg

17/01/2014

CONVITE - LANÇAMENTO DO LIVRO: "O DESASSOSSEGO DA MEMÓRIA"




Sinopse da obra

O livro, “O Desassossego da Memória”, procura ir
ao encontro da memória do homem enquanto espécie
natural não massificada pelas religiões e pelo fatalismo
da liderança dos poderes compulsivamente emergentes:
militares, económicos e financeiros, em busca do homem
real, consubstanciado na sua animalidade e na alma
feminina.
É um livro contra os preconceitos e que considera 
a sexualidade como um motor de libertação do 
inconsciente profundo… uma sexualidade atenta aos 
instintos perversos sem desrespeitar a animalidade de 
que somos possuídos… mas contendo-a nos limites da 
consciência em que cada um se movimenta… 
É a mulher que comanda as emoções.
Porque a memória é o factor principal do desassossego
de viver aqui se procura evidenciar o papel da
mulher em todo o desenvolvimento humano e o obscu-
rantismo a que foi votado o seu pensamento ao longo de
milénios.
A história do romance vive-se num ambiente de
demência política e cultural com a transformação do
mundo em decadência e à procura dos alicerces para um
novo Humanismo.
O autor convida-vos ao salutar exercício de pensar,
simplificando o raciocínio em toda a sua amplitude…
SAMUELDABÓ/jrg

24/08/2013

A ARTE DA LINGUAGEM POÉTICA

meu sonho de ser poeta
*
A ARTE DA LINGUAGEM POÉTICA

**

o poema é
uma partícula de poesia
em construção
se tiver rima que sustente a fé
ergue-se na fantasia
de ser um monumento à abstracção
*
o verso é
o arcaboiço in do poema
na sua evolução
que marca o ritmo à melodia em rodapé
na sílaba sem algema
recheado pelo vigor da emoção
*
a poesia é
a palavra emotiva em movimento
num toque cristalino
corrente de fonemas vindos do sopé
numa espiral de tempo
que se alimenta do belo e do feminino
*
a lírica a tragédia
a farsa o drama a ode e o soneto
a sílaba tónica e a poética
a musa encanto do poeta à vezes arredia
a pena feita dum graveto
conjugando o verbo e o sujeito à ética
*
a arte maior de dizer
marcando o som e o tom da circunstância
a expressão do corpo a sinalética
que há em cada verso inverso ao poder
que abomina a fragrância
exalada pela rima que foge à sua métrica
*
eis o que sinto sendo
a expressão de comunicar tão sem segredo
o enigma da alma humana
racionalizando a emoção escrevo dizendo
que a poesia não tem medo
se fala com verdade à mente insana
*
falar d'amor sensualidade
da insurreição da alma em pensamento
do belo que há na natureza
cantando o homem e a mulher sem idade
dentro dum meio em linchamento
cuidando de salvar o que exista de beleza
*
que ninguém diga "não sabia"
da morte do amor às mãos tirânicas
sendo a morte irreversível
amar é tudo o que o poema diz à poesia
mesmo que sejam lunáticas
as rimas que amam até o impossível
*
o que é ser poetisa
ou se quiserem no limite do tempo ser poeta
um superego ou fanatismo
cheirando a mar e vento ou simples brisa
que a palavra embala ou inquieta
se não for a força que nos tira do abismo
*
há forma mais bela de morrer
que embrulhado em pétalas de pura poesia
há! é honrar a arte de pensar
e estar na frente de combate que é dizer
pintando de verdade a fantasia
dos que não querem ver o mundo a definhar
**
jrg

07/05/2013

A insurreição das PALAVRAS...- CONVITE




TRAFARIA OU O MITO
DA ESPERANÇA MORTA
*
a vila pasma moribunda
de silêncio frente a Lisboa adormecida
um barco de pesca atraca sem ruído
no cais da lota enquanto o país se afunda
grita a gaivota alerta à vida
na mansidão do Tejo ouço um vagido
é a esperança que minh’alma ronda
*
é tempo de incendiarmos as palavras
inflamá-las de coragem e amor
e atirá-las sobre os vermes que avançam
incólumes sobre a terra que lavras
pela planície humana apavorada uma flor
que ao soprar dos ventos ranjam
as portas que na tua alma de combate abras
*
cheira a pólvora seca
fulminante ou rastilhos de uma revolta
explodem palavras obscenas
na vila onde um vagabundo disseca
a vida que parou à sua volta
caras vermelhas de indignação serenas
pela sordidez do poder à
*é preciso salvar a esperança
vítima de minorias absolutas obscuras
dada à praia ainda em agonia
se for preciso convoquemos uma criança
ou mulheres livres de roupas escuras
para comandar a força da nossa cobardia
a vila treme a ver se Lisboa avança
*
e é todo um clamor a norte a sul
de mães e filhos saídas do silêncio a acordar
fecharam escolas asilos e tavernas
a estrada tomou da luz a cor do céu azul
fábricas escritórios bancos a encerrar
porque a esperança é o que faz andar as pernas
é a alma de viver fora do casul (o)
*
marcham bombeiros e polícias à paisana
chegam à vila dos passos os rumores
das vozes saem cânticos de esperança a renascer
Lisboa a fervilhar de emoção abana
é um país que se agiganta sem medos nem temores
por uma vez a verdade sem mentira vai vencer
num volte face sobre a loucura agreste e desumana
*
quem disse que a esperança morreu
ou que o silêncio a mataria por demência
não viu que havia gente a pensar
nem o ventre da mulher onde ela renasceu
só havia nas crianças essa consciência
quando sorriam sobre a tristeza dum povo a definhar
Vitória! em Portugal a Primavera amanheceu!
*
autor: joão raimundo gonçalves
(poema inserido no livro: A insurreição das PALAVRAS"

25/04/2013

DI-TA-DU-RA



**
DI-TA-DU-RA

**

uma ditadura
é o quê?
obscurantismo violência
é uma cercadura
sem como nem porquê
de livre arbítrio em evidência
*
um ditador
é o quê?
um corpo sem alma volante
desprovido de amor
que usa palavras que não lê
sobranceiro à ideia pedante
*
a democracia 
é o quê?
a representativa é um embuste
dispendiosa vazia
tem da liberdade uma ideia cliché
e funciona por ajuste
*
um democrata
é o quê?
representa a oligarquia
que come com talher de prata
pode até ser no limite um Pinochet
feito de pura magia
*
a vida Universal
é o quê?
uma manifestação de amor
partilha solidária
direitos e deveres sem falsa mercê
respeito por tudo em seu redor
*
a democracia pura
o que é?
se for o dever de todos participarem
na construção da vida com ternura
se for cada cidadão bater o pé
quando  a sua dignidade ultrajarem
*
a democracia pura
só pode ser
a organização da vida com valores
feita por todos à altura
da dimensão do homem e conhecer
o limite dos horrores
*
um político
o que é?
um manipulador de sentimentos
um criminoso atípico
que onera por demência o pobre Zé
e lhe atribui fins obsoletos
*
um matriarcado
o que é?
um sistema como outro filosófico
por via uterina ligado
que não trata pessoas a ponta-pé
não é grotesco nem anedótico
*
as pessoas gente
o que são?
são uma parte do Universo vivo
que organizada vive contente
sem cobiça prepotente ou tentação
de tornar o outro cativo

jrg

20/04/2013

A SALVAÇÃO DUM PAÍS



***
A SALVAÇÃO DUM PAÍS
**
o meu país definha
em cada dia do tempo que passa
e ninguém parece ver
um país cercado d'erva daninha
voraz erva tão devassa
que não deixa meu país crescer
*
o meu país não acorda
do sobressalto nem do pesadelo
levado pelo vento à deriva
miga pão e bebe vinho faz açorda
abarca a mentira com desvelo
marca passo à espera da maré viva
*
o meu país está num beco
cuja saída se encontra obstruída
é uma ilha que o mar afunda
sem alma nem esperança um poço seco
à espera da ajuda desvalida
dos poderes insanos onde o ódio abunda
*
o meu país precisa
do ar purificador dum tempo de paz
perene de valores humanos
duma ideia que se torne na mente concisa
ou no coração tanto me faz
desde que livre do arbítrio dos tiranos
*
no meu país de gente boa
é preciso que a palavra esperança
reconstitua orgulho e alegria
de Caminha a Faro passando por Lisboa
encher a alma de confiança
varrendo o lixo do poder em confraria
*
no meu país há quem cante
que almas mortas ou somente moribundas
resvalam da coragem com desânimo
não ganhamos esta guerra senão avante
de peito aberto às barafundas
que ultrajam um povo nobre e magnânimo
*
no meu país há uma rota
ouço tambores que rufam rumo à vitória
assim acreditem os do povo maduro
armados do saber que é hoje a nova frota
a tirania é estúpida sem memória
cerremos fileiras em torno do pensamento puro

autor: jrg

17/03/2013

ESCRAVIDÃO AO DINHEIRO !


foto pública tirada da net
*
ESCRAVIDÃO AO DINHEIRO
**
Olhem para aquele banqueiro
vagabundo sem pátria
que na vil sordidez se aguenta
cativo esbanja dinheiro
vendido à ganância que diária
suga o sangue pardacenta
*
olhem para aquele ser político
ciência da mistificação
não manda mais que acredita
no poder do vício etílico
que o dinheiro inebria a razão
escravo que escraviza a dita
*
olhem para aquele usurário
ganancioso de lucro
vegetal sem vida aferrolhado
da vida tão perdulário
que soma à cobiça o sepulcro
onde guarda o bem roubado
*
olhem para aquele comentador
tem o dom da oratória
com o qual a razão tenta iludir
rendido a dinheiro sem cor
vende a alma por uma história
dum pais preste a ruir
*
olhem para aquele empreendedor
ávido por ser o primeiro
a escravizar o homem ao produto
não faz nada por amor
vende sonhos que cativa por dinheiro
seu único salvo-conduto
*
olhem bem para aquele militar
garboso no seu uniforme
garante das leis da constituição
escravizado para lutar
defendendo quem lhe paga o pré em nome
duma ideia vaga de nação
*
olhem bem a massa dos indignados
cães raivosos na disputa do osso
distraídos lançam culpas aos do lado
desunidos para melhor roubados
da falsa liberdade que lhes cava o fosso
e os atira ao norte já confiscado
*
olhem para aquelas crianças sorrindo
de África Ásia ou Oceania
das Américas mas também do Europeu
não querem dinheiro nem pão desavindo
um pouco de paz e de poesia
desfrutar da vida que alguém lhes deu
*
olhem p'ra aquela bela mulher
concebeu gerou criou
carinhosa a humana criatura
não quer dinheiro quer ser
do amor alguém que alcançou
viver a vida em ternura
*
olhem bem para quê tanta riqueza
há quem morra de fome
há quem morra a rebentar de fartura
há mais lobos no homem que na natureza
por uma única vez escrevam o nome
de quem vos ama e de quem vos tortura
***
autor: joão raimundo gonçalves (jrg)

02/03/2013

NÃO ME CORTAM MAIS NADA!



::
NÃO ME CORTAM MAIS NADA
:::
se me cortam as guias
ao pensamento
se me levam o tempo expedito
o que me resta são dias
famintos de ideias em movimento
em que eu acredito
*
se me cortam a esperança
de sonhar
se me levam presa a liberdade
o que me resta de criança
fica imerso do outro lado do mar
a asfixiar-me d'ansiedade
*
se me cortam a alma corrente
ao corpo ancião
se me levam cedo o amanhecer
o que me resta não mente
são horas desertas em depressão
o inverso e reverso do ser
*
se me cortam a dignidade
de viver em paz
se me levam humilhada a memória
o que me resta de humildade
é embrulhar-me de tristeza tanto faz
ser ou não ser parte da história
*
se me cortam a alegria
de aprender
se me levam a vontade indómita
o que me resta é poesia
armar-me de palavras para vencer
o que ninguém mais acredita
*
se me cortam a consciência
resvalo no abismo
se me levam a razão da dignitude
o que me resta é a decência
embrulho e atiro tudo ao fatalismo
sou pessoa alguém me ajude
*
se me cortam rente as pernas
para não mais andar
se me levam do corpo o movimento
o que me resta é apenas
abrir brechas no poder e respirar
pelo fim do meu tormento

autor:jrg

28/02/2013

POR UM NOVO HUMANISMO...A MÁTRIA!



foto pública tirada da net
***
Um grupo de cidadãs e cidadãos, perante a destruição do sistema de organização política  em vigor nas sociedades de Civilização Ocidental, reuniram-se em assembleia e elaboraram um documento de princípios, com o fim de acautelarem as suas vidas que estão a ser destruídas dia após dias por um governo composto de mentes criminosas...
A comunidade em construção, a que chamamos Matriarcado, poderia situar-se numa vila, numa cidade ou num país, mas teria como base da sua estrutura gente de corpo e alma humanizada...pessoas mesmo, conscientes e de consciência...
...
PREÂMBULO
Libertar o povo da ditadura financeira, da opressão dos conceitos expressos como valores absolutos, da hegemonia do paradigma masculino, face à falência do sistema político actual, representa uma transformação revolucionária e o início de uma viragem histórica, civilizacional, da sociedade humana.

O poder e a organização política que o sustenta, está posto em causa pela sua própria evidência destrutiva...não tem credibilidade e é palco de trágicas comédias diárias que o paralisam e tornam patética cada tentativa de se valorizar.

O movimento Matriarcal, tem o objectivo de restituir aos cidadãos os direitos e liberdades fundamentais, consignados no ADN da espécie humana. No exercício destes direitos e liberdades, cidadãs e cidadãos livres do povo, propõem-se elaborar uma Constituição que corresponda às aspirações comuns à alma humana, sem subserviências de qualquer espécie, nem prepotências de género, de âmbito político partidário, de condição social ou de religião, procurando devolver às pessoas, a confiança, a alma e a esperança confiscadas.

O movimento Matriarcal afirma a ideia de o povo se organizar de forma autónoma, não-alinhada, neutral, no respeito pela sua cultura , como parte integrante da alma humana Universal, com o propósito de garantir os direitos fundamentais dos cidadãos, de estabelecer os princípios basilares duma democracia participativa, de assegurar o primado de comunidade de Direito Matriarcal e de abrir caminho para uma sociedade humanista, humanizante e humanitária, no respeito da vontade do povo, tendo em vista a construção de um lugar mais livre, mais justo e mais fraterno, onde amar seja o verbo e não o complemento arbitrário das conveniências individuais ou de grupo.
***
Hoje já não há nacionalismos...nem pátrias...o exercício da governação é um acto de pirataria sobre os povos ainda ingénuos, consubstanciada numa associação criminosa que se chama Estado! Nos países em vias de desenvolvimento, como Portugal, instalou-se um feudo, denominado neo-liberal...eu diria, repito, uma associação criminosa, ao serviço de interesses obscuros...ao serviço dum absolutismo financeiro...ao serviço duma ideia de cisão evolucionista em que o Humanismo cede lugar ao Despotismo "Democrático"...exercendo o seu consulado discricionáriamente, sem respeito pelos mais elementares direitos humanos e de cidadania e em harmoniosa aliança com os demais poderes hierárquicos...(Presidência, Assembleia da República e Tribunal Constitucional)...a cisão era inevitável…declaramos que somos capazes de governar as nossas vidas.

***
É preciso criar um mote de união ( A HUMANIDADE, O PLANETA, O AMOR)...um dique de esperança que evite a desagregação da dignidade humana nesta comunidade de pessoas onde vivemos...e expandi-lo pelo mundo dos outros, também eles às portas da agonia dos valores essenciais à boa convivência humana...dar as mãos...trocar as palavras...juntar as emoções...redimensionar o pensamento...auscultando a memória do inconsciente...por um novo Humanismo, a que não é alheio o florescer duma nova dimensão Planetária: o Feminino...a ideia de MÁTRIA, ou matriarcado, está em cima da mesa...e ao alcance de qualquer povo, ou comunidade que decida sufragá-lo livremente...
O novo Humanismo tem uma visão feminina da vida...porque não faz mais sentido esta barbárie em que vivemos...é neste pressuposto que vos apresentamos à discussão, o enunciado que se segue, linhas gerais de princípio, com vista à organização social, cultural, económica e política da nossa comunidade...


autor: jrg
nota: texto extraído dum romance em construção...jrg

20/02/2013

SOMOS POVO MAIOR



*
SOMOS POVO MAIOR
**
quero dizer-vos
que ainda há esperança
se unirmos a luz
que em cada um de nós em sonho brilha
para romper o terror das trevas
se formar-mos uma cadeia de vontades
em que os elos são as nossas mãos
de gente cansada de ciclos e eras torpes
corações e almas livres
*
quero dizer-vos
que mais vale ser pastor da Lusitânia
que vitimas desta tirania
voltemos ao campo à serra aos baldios
e partilhemos as nossas almas
deixando a banditagem de mãos vazias
retornemos à vida
porque esta morte em que vivemos
assusta até a natureza
*
quero dizer-vos
que uma a uma as empresas vão fechando
e que em breve não haverá mais
um sítio onde trocar trabalho por rendimento
ninguém será poupado ao caos
que se instala a coberto do marasmo
tracemos o nosso rumo
onde houver terra ar fogo e mar
lancemos a semente
*
quero dizer-vos
que estamos mal acompanhados
mais valia orgulhosos
de nem sós nem cheios de amargura
a florir em cada vida um gosto
de braços dados com os olhos no norte
lançando alvíssaras
a cada criança que passasse
e nos sorrisse
*
quero dizer-vos
desafiando os limites das palavras
o terror veste-se de fatalidade
arrasa tudo à sua volta e vem carpir
que gastaram tudo
não há mais nada a repartir
num dilema absurdo
ou pagamos mais ou o barco vai ao fundo
choram flores sem rega
*
quero dizer-vos
porque me arrepia a evidência histórica
de ter errado ou não sabido
que ciclicamente há uma mudança estratégica
nas leis que regulam a vida
mas porque calhou no nosso tempo
não viremos as costas
enfrentemos determinados a besta da tirania
temos sabedoria para vencer
*
quero dizer-vos
que tenho esperança no meu povo
de quem sinto o sangue
nos corredores confrontado com a desgraça
sinto-lhe a força galvanizada
pela vergonha humilhante do flagelo
não tarda o seu grito ecoará
e sete vagas de mar pleno de maresia
inundarão a toca do tirano
*
jrg