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09/11/2010

PENSAMENTOS EM QUADRADINHOS - I

A antena 1 que é fortemente financiada pelo dinheiro de cada Português...os  que pagam electricidade, num mundo complexo de problemas que afecta a população Portuguesa, não encontrou motivos de maior interesse, ontem 08 do 11 de 2010, para o programa antena aberta, que o jogo Porto Benfica...talvez e só porque o Benfica foi goleado...ou porque o Benfica tem a dimensão de um lobie...assim vai o país..."...de carrinho..."

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Estamos salvos...os gurus da nossa economia...que ainda há pouco acusavam a China de violadora dos mais elementares direitos humanos...aplaudem a eventual aquisição, por este país, da nossa dívida pública(de Portugal)...considerando que o dinheiro não tem cor...também vendo a minha!!!!...

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Criaram a ilusão de independência...dos estados Nação...das pessoas individualmente...e eu pergunto:

_o que seria da vaidade sem uma multidão de invejosos?....
_o que seria do homem rico sem a humildade dos pobres que o ajudam a continuar rico?
_o que seria duma Nação sem a subserviência aos mais fortes...

A independência é uma alegoria que permite aos independentistas arregimentar seguidores...em nome duma fantasia....

Querer ser independente é uma aberração da natureza...ela própria é uma interdependência de todos os elementos...

é preciso voltar ao principio...às origens...para entender em prol de quem e de quê se produziu todo o acontecimento...porque há o acontecer induzido e o acaso que acontece natural...

no primeiro caso devemos dar atenção a quem serve de facto a mensagem pressionante do eminente acontecer ...em nome de que poder...e resistir...para que não se torne acontecimento...

no segundo temos de saber conviver...entender o nosso posicionamento cósmico e proteger-mo-nos ...

18/09/2008

BRASIL - BRASILEIROS - A RECONQUISTA

Brasil. A grande colónia que virou maldição.Era tanta a riqueza e a extensão de território que se julgou que Deus tinha premiado a aventura de um povo pequeno e louco. com um reino Paradísico e infinitamente rico.
Um dia, alguém descobriu que o Brasil perdeu os Portugueses de si próprios. Reduzindo-os a esta incessante procura de uma identidade vencedora que se esvaziou de nós desde que o ouro fácil, os diamantes e o frutuoso comércio de escravos, tudo tão fácil de obter, se estancou lá de onde vinha, para servir uma outra classe de vampiros, gananciosa de poder e que vinha conspirando na sombra contra o envio da riqueza para os madraços de Lisboa.
O Brasil continuou, durante muitos anos, a ser a porta de escape dos que, fracassados nas suas terras, se metiam ao caminho, valendo de tudo para lá chegar: cartas de chamada, clandestinamente a bordo de navios mercantes, como marinheiros ou moços de fretes, e já então através de máfias suficientemente organizadas.
Com o advento da Democracia Portuguesa e o crescimento económico que a adesão Europeia vinha proporcionando, a realidade alterou-se e virou sonho de efeitos controversos.
Os Brasileiros procuraram sair do Brasil em massa, asfixiados por uma inflação galopante, e seduzidos pelos relatos de compatriotas mais ousados que mandavam noticias do novo Eldorado: Portugal. É que se não desse certo aqui, sempre tinham a porta aberta para a E.Europa, onde a riqueza da economia se mostrava consistente e imparável.
Márcia, vivia no estado de Goiás e tinha um pequeno salão de cabeleireira, casada com Flávio, mulher bonita, alegre e plena de vida, não via como mudar o seu Flávio, madraço, vivendo ás sua custas e quando a coisa apertava, virando-se para os pais, pedindo ajuda que sempre vinha.
Um dia, desafiado por amigos e pela irmã a viver em Londres, meteu-se à aventura da nova Europa. Veio só, Márcia e os filhos ficaram a aguardar que ele se instalasse.
Chegado a Paris não o deixaram seguir para Londres. Ficou desorientado sem saber o que fazer. Falou ao telefone com Márcia, falou com mamãe, falou consigo próprio, ouviu os amigos na mesma situação e resolveu seguir para Portugal.
Arranjou trabalho pesado, foi aldrabado, humilhado na sua condição de noviço, mas foi aprendendo. Mudando de trabalho, aprendendo artes e manhas. Inscreveu-se num curso de canalizador e montou uma pequena empresa com outro brasileiro. Legalizou-se e mandou vir Márcia e os filhos.
Márcia chegou e viu em que se transformara seu Flávio. Um homem dinâmico e com objectivos. Um trabalhador exemplar. Os filhos inscritos na escola, Márcia arranjou trabalho numa pastelaria onde já havia outros Brasileiros. E foram alimentando o sonho de voltar a Goiás com um pedacinho mais de dinheiro para recomeçar vida nova na sua terra natal.
Os filhos cresceram, Rubinho, o mais velho já está tirando um curso de informática e elegeu a sua nova Pátria para fazer carreira, Taís, na idade púbere, só pensa em voltar, seus amigos, suas amigas e todo um mundo inventado que deixou há já três longos anos.
O Cruzeiro valorizou face ao Euro e as condições de poupança não são as mesmas agora que eram a quando da vinda. Mas o sonho está lá, como que a justificar a continuidade da descoberta.
Celsinho também tem um sonho, voltar e ajudar sua família, construir uma casa nova, casar com sua noiva que ainda o espera.
Os Brasileiros e as Brasileiras instalaram-se para ficar, como todos os emigrantes, eles ocupam hoje uma faixa considerável em muitos aspectos da vida Portuguesa e estão a mudar Portugal.
São médicos, enfermeiras, cabeleireiras, trabalhadores dos serviços, administradores de empresas, atletas de alta competição, pastores evangélicos...
As cores das suas vestes, a sua alegria contagiante, o seu positivismo face à adversidade, entraram no coração e nos hábitos de um povo que era triste, que sempre foi triste, e que abraçou, desde as telenovelas, uma nova relação de proximidade com a sonoridade da voz e a ternura dos modos. Os brasileiros são hoje uma mais valia para os Portugueses.
Relembro a enfermeira, linda, morena e linda que me falava, cantante:
_Está doendo? Estou sendo mázinha, mas é para seu bem?
E o meu sorriso que aceita a pica sem um ai.

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É o que me proponho. Escrever sobre vidas anónimas que valem as luzes da ribalta ou a fixação histórica e que traduzem a essência de um povo. Primeiro de uma família. Primeiro ainda, ou antes de tudo, a essência de um homem, de uma mulher.
Escreverei por encomenda, preços de acordo com extensão e pesquisa de documentação. Mas com a paixão que o percurso proposto me suscitar.
Aguardo a vossa proposta. É uma oferta bonita de Natal ou Aniversário.

J.R.G.

15/08/2008

MEMÓRIAS DA GUERRA - RAFA

Tinha um andar indolente e não era do clima quente e húmido. Era um andar provocatório, desleixado, da sua própria índole e tinha o hábito de puxar as orelhas daqueles que tinha mais confiança, não intimidade, confiança de falar, pouco, mas de falar.
A especialidade dele era Cripto, o que fazia da sua figura, um anátema de perdição, por tudo o que nele era enigma, os olhos sempre sorridentes, sagazes a perscrutarem semblantes, movimentos de lábios, gestos, e o indiciavam como um bufo ao serviço dos interesses.
As conversas mais politizadas cessavam , passavam a banalidades, à sua aparição, sarcasticamente sorridente. Rafa, o cripto. O que fazia as ligações do comando do aquartelamento, com o comando territorial. Só ele sabia as horas de saída em patrulha simples ou em missão de combate. As operações com grande movimento de tropas.
Rafa era mais importante que o capitão e não granjeava amigos.
Mas Rafa subsistia apenas. Como a grande parte deles, Rafa fora recrutado, arrancado a uma carreira promissora, à continuidade dos estudos que o levariam à formação em Psicologia, a sua paixão desde a adolescência.
É verdade que os observava, atento ao pormenor de um esgar, os gestos distraídos, que são os mais verdadeiros de uma pessoa. Uma palavra vaga, pitoresca, ou picaresca, ou séria e profunda mas aleatória, saída do vácuo da memória .
Amava cada um deles, uns mais que outros, questão de empatia, se superficialidade ou de profundidade, mas amava-os como pessoas genuínas, cobaias únicas reunidas num laboratório imenso e soltas.
Quando saíam para uma operação que só ele sabia podia ser fatal para alguns. Levantava-se à hora. E fica a vê-los, a galhofarem uns com os outros para afastarem o medo, de cada um de si. Os rostos apagados de outros, em período de concentração, de oração ou encomenda da alma. Ficava escondido, na penumbra da aurora que lá vinha. Os olhos toldados por lágrimas atrevidas que não podiam ser vistas. Um homem não chora. Um cripto é um homem que se quer frio, independente de emoções. Como se fosse possível...
Admirava Manuel António em especial. O seu ar aparentemente sereno, sorumbático por vezes, ou quando o via expectante, olhando a Lua num recanto da noite, poético, pensante de vá lá saber-se o quê...E como gostaria de o interpelar, discutir com ele nuances da politica, ensejos da alma, perspectivas do homem, os insondáveis segredos da mente que se deixam escapar em momentos de êxtase do ser, desapercebidos do consciente.
Manuel António parecia-lhe uma figura ímpar de humanidade. Acompanhava os indígenas em tarefas pesadas, dançava com as crianças na alegria das cantigas ao som do batuque do pilão, falava-lhes da metafísica de ser povo, o ar incrédulo e estranho dos jovens...
A importância de se assumirem como pessoas em evolução. Não que a evolução fosse uma meta, uma imposição de ser homem pleno, mas porque no estádio em que se encontravam eram uma presa fácil dos oportunismos encapotados de civilizacionais.
Rafa observava estas prédicas, de longe, mas suficientemente perto para perceber que os indígenas o ouviam por respeito, que achavam piada ao ênfase que punha nas palavras. Os olhos brilhantes de emoção.
Rafa admirava Manuel António pela sua camaradagem com os outros, da Companhia, o seu sentido do dever de instruir, de clarear ideias preconcebidas , de desfazer equívocos sobre o direito de soberania, o dever de lealdade. E nós, onde ficamos nós nas obrigações e nos deveres? Era um grito frequente de Manuel António, no meio da parada, sem medo.
Ter o homem como fim. A entreajuda o repartir do pão e da palavra. O entendimento do todo, do papel de cada um para o todo, da partícula ínfima de cada um, do seu corpo, do seu espírito, para o seu todo de si que iria reforçar o todo total, o todo absoluto.
Rafa sabia que não o devia interpelar nestes momentos de ousadia espiritual. O mais certo seria que debandasse, que se furtasse ao diálogo com ele, Rafa, o Cripto, conotado de bufo.
Ganhava mais observando-o de longe, medindo-lhe os gestos, os suspiros de ânsia ou enfado. As mãos inquietas que procuram posição sobre o tronco velho de uma árvore.
E era tudo o que lhe afluía à memória, neste instante único que há muito desejava, o convívio anual, ao vê-lo a rir-se despreocupado com outros companheiros, tantos anos passados, vividos em ausências.
_Rafa!...
_Manuel António!...
Um abraço emotivo , um beijo em cada uma das faces, o selo antigo da amizade profunda.
Falar dos percursos, andanças, vivências, tragédias e amores felizes.
_Sempre pensei que me consideravas um bufo.
Os olhos nos olhos, límpidos, por entre o nublado das emoções.
_Mas não, Rafa, os teus olhos eram leais. Se nos tornássemos íntimos, daria nas vistas, seríamos conotados como traidores.
Riram-se ambos num reforçado abraço, com palmadas amplas e fortes de Rafa nas costas de Manuel António.
_Sabes, Manuel António, ainda tenho um sonho que quero realizar.
_Sonhar até ao infinito do ser que vamos sendo. E que é?...
Rafa inquieta-se, agita o corpo, as mãos saracoteiam no ar leve da meia manhã, os olhos chispam raios de luz, uma luz de tipo novo.
_Reunir fundos, já tenho algum, saber a morada de todos e visitá-los, um a um, para saber se têm fome, qualquer tipo de fome...
_Rafa!!!...

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Podia ser o inicio de uma história de vida romanceada, a envolver negócios, empresas de estilo familiar que ainda são o sustentáculo do país. E a tragédia que os apanha desprevenidos e vai condicionar toda a estrutura familiar futura. Ou o êxito de empreendimentos pessoais, conquistados e construídos a pulso.
É o que me proponho. Escrever sobre vidas anónimas que valem as luzes da ribalta ou a fixação histórica e que traduzem a essência de um povo. Primeiro de uma família. Primeiro ainda, ou antes de tudo, a essência de um homem, de uma mulher.
Escreverei por encomenda, preços de acordo com extensão e pesquisa de documentação. Mas com a paixão que o percurso proposto me suscitar.
Aguardo a vossa proposta.

J.R.G.

06/08/2008

POESIA ERRÁTICA III

o limite diáfano

Movo-me nos bastidores da poesia,
e coro se de leve a escuto.
Mas o pão de cada dia
à noite está consumido,
e a alvorada seguinte
banha as suas escórias.
Palco só o da minha morte,
se no leito!,
com seu asseio sem derrame...
O lado para que durmo
é um limite diáfano:
aí os versos espigam.
Isso me basta. Acordo
antes que a seara amadureça
e na extensão pairem,
de Van Gogh, os corvos.
Sebastiâo Alba

06/04/2008

VIOLENCIA INFANTIL!!!!!

Há dias, num infantário, jardim de infância, na vila onde eu moro, assisti à luta de um menino de 4 anos com a sua educadora.
O menino debatia-se, perante a sua própria impotência, e gritava o mais alto que lho permitiam os seu pulmões ainda viçosos.
-Larga a minha mão! Larga a mão! e chorava.
Indiferente, insensível ao choro, quase o arrastando, a educadora lá ia dizendo.
-Tens que vir! Tens que vir!.
-E o menino, debatendo-se ( não, não vi pontapés), fincando os pés, resistindo.
-Larga a minha mão!
Juro que é verdade. Eu vi!
Não uso telemóvel com câmara. Mas, por um momento pensei chamar a policia e ser testemunha do ataque violenta dum menino à sua educadora. Que pais? Que País. Aonde vamos parar.
Mas não. Pus-me a pensar. É pura coincidência!