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15/10/2011

CONTRA O TERROR FINANCEIRO...A GLOBALIZAÇÃO DOS POVOS INDIGNADOS


imagem pública tirada da net
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O que nos trouxe a este limiar de mendicidade, além dum conjunto ancestral  de aventuras que alimentaram o sonho de sermos gente, foi, num passado recente, a vergonhosa campanha contra um homem só (José Sócrates) que resistiu à calúnia e à insidia personalizada, enquanto não lhe puxaram o tapete...que apesar da pressão do terrorismo financeiro internacional, defendeu, até ao impossível, a ideia de humanismo que marca o seu pensamento...a ganância de poder, para poderem implementar as medidas abjectas que se preparam para nos aplicar, levou a que se intoxicasse a opinião pública, num desvario de impropérios e desprestigio das pessoas envolvidas, que levou a uma subida galopante de juros sobre a divida pública e ao desacreditar das instituições que nos governam...este caos que se avizinha serve os interesses dos especuladores...dos iluminados que capitalizam lucros sobre a miserabilidade dum povo carismado de mansidão e desmobilizado ante a carência de bens e estímulos à prossecução da sua grandeza entre os demais...
Hoje, 15 de Outubro de 2011, também em Portugal, há várias manifestações públicas de indignação global...a ideia generalizada é a de que nos estão a asfixiar...por nós, pelos nossos filhos, pelos netos, pela humanidade que subsiste sob condições indignas a uma espécie que se auto-proclama detentora da verdade inter-planetária...inundem as ruas de afectos...de indignação...de resistência à rapina que de corte em corte nos reduzirá à mera condição de sobreviventes mecanizados...
Eu digo não...ao terror que este governo, a mando dos interesses do obscurantismo financeiro, faz abater sobre o povo Português...
Eu digo não...a ser arrastado nesta torrente...
Espero por vós!
jrg

na maré
que a lua influencia
de enchente
há um rumor em contra pé
que resiste à atrofia
emergente

autor: jrg

08/03/2011

EU CANTO DA MULHER A ALMA !!!

tela de Nuti

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inventaram para o ser mulher

um dia apenas seu e internacional

onde todo pensamento quer

branquear sua humilhação ancestral



por entre o gargalhar de risos

e promessas impúdicas de esperança

oferecem-te rosas lirios narcisos

à espera de ganhar-te a confiança



entre discurso dotado d'oratória

mimos e promessas emoção

nos olhos pode ler-se a moratória

que traduz do mito a ilusão



passada a efeméride as lágrimas

voltam a sulcar a pele macia

as mulheres já não são obras primas

regressam à condição de utopia



eu canto a liberdade natural

a que todo o ser vivo tem o direito

seja homem mulher ou animal

todos devem dela ter real proveito



eu canto a grandeza feminina

no meu fascínio do belo a evidência

de ser a criadora não divina

da alma que viceja a consciência



eu canto da mulher grande coragem

de ser a mãe de toda a criatura

tantas vezes vencida na voragem

e sempre renascida de ternura



jrg

10/03/2010

MULHER LIVRE

foto tirada da net


Como é possível no mundo haver

Olhos belos tanta tristeza

Apenas por ser uma mulher

E tida por de maior fraqueza



Quando vejo os olhos dela

Que rutilam sorridentes

Senhora de saberes tão bela

Lanço gritos estridentes



É mãe mulher amante

E livre no pensamento e ser

Não há homem por mais tratante

Que não lhe deva viver



Quando vejo os olhos dela

Entre estrelas cintilantes

De natureza tão bela

Seus perfumes fascinantes



Que vileza cobardia nela bater

Violentá-la no eu na mente

Todo o homem que se ri do seu sofrer

É um aborto gorado má semente



Quando vejo os olhos dela

Doces lânguidos meigos de ternura

Mal posso imaginar que sendo bela

Seja vítima de maus tratos de tortura



Que lentidão para reconhecer

Sua dinâmica e força superior

Quanto tempo pode durar para viver

Na era da mulher plena a seu favor



Quando vejo os olhos dela,

Na luz do sorriso, radiantes

Exorto a criadora pura e bela

A aproximar os mundos tão distantes



Que absurdo este legislar

Sobre direitos absolutos naturais

Nada pode impedir uma mulher de dar

Educação e sentido aos homens colossais



Quando vejo os olhos dela

Azuis ou verdes pretos castanhos

Ou de outras cores que a fazem bela

Incito-a a libertar-se de medos estranhos



Que toda a mulher se permita a ousadia

De ser o rosto sonhado da justiça

Não só cantada em versos de dúctil poesia

Mas tida em conta como mais valia ética



Quando vejo os olhos dela

Febris de amor ou sofrimento

Fico suspenso de saber se de tão bela

É agora chegado o seu momento



autor: JRG