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14/11/2015

TODO O ACTO DE GUERRA É IGUALMENTE UM ACTO DE TERRORISMO!...


imagem pública tirada da net
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TODO O ACTO DE GUERRA É IGUALMENTE UM ACTO DE TERRORISMO
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Tive o meu primeiro contacto com o conceito de terror quando em 1967 desembarquei 
em Bissau feito guerreiro das forças de Cristo e do Capital e quando mais tarde 
aprendi que eu era tido como um terrorista para os que combatiam do lado de lá deste 
conceito do bem e do mal...
*
Todo o Acto de guerra é igualmente um acto de terrorismo..não queiram saber, quem 
ainda não sabe, o que é estar sujeito às estratégias e tácticas militares...

Aprendi quando ouvia o som terrífico das armadilhas, algures disseminadas em pontos 
estratégicos nas picadas por onde os outros terroristas iriam passar...

Aprendi quando tive conhecimento das atrocidades cometidas pelos valentes 
navegadores/descobridores do Reino de Portugal sobre as populações autóctones...

Aprendi quando um Major mandou lançar ogivas de obus sobre uma aldeia do outro 
lado da fronteira da Guiné Bissau e se riu quando chegaram as notícias que tinham morto 
mulheres,crianças e velhos...

Aprendi quando um governo mandou confiscar dois meses de salário a pessoas de 
idade avançada que já não tinham a possibilidade de dizer não, nem de lutar contra tal 
acto de terror...

Aprendi quando uma mina traiçoeira, um engenho de guerra potente e destruidor, 
rebentou por comando à distância e me vi lançado pelo ar...saí ileso mas sofri com os 
gritos lancinantes do motorista que pedia auxílio porque queria ver o seu filho!...e de 
nada lhe valeu porque a sua vida, para o Major, não valia a despesa dum helicóptero 
de evacuação...

Aprendi quando alguém na América mandou que se lançasse sobre Hiroxima e 
Nagasaki bombas atómicas...

Aprendi quando, emboscado à beira duma picada, os meus colegas guerreiros 
dispararam sobre vultos que passavam e quando fomos ver era tão só uma mulher, crivada de balas, das nossa balas sobre quem uma criança chorava, clamando por uma outra razão para morrer.

Aprendi com a Inquisição em Portugal, com a PIDE em Portugal, com a PaF em Portugal...

Aprendi com a invasão do Iraque, com as mentiras, os subornos à nossa inteligência...

Aprendi com os atentados Palestinianos em Israel e com as respostas Israelitas em jeito de genocídio...

Aprendi com os atentados no chamado mundo civilizado, tal como antes..."nós somos humanidade os outros são uma gente estranha e conflituosa, fundamentalistas do terror..."

Sei que não aprendi tudo, mas do que sei posso exigir que terminem todos os actos de guerra...que se peça desculpa mutuamente pelas atrocidades cometidas e que uma nova era de desapego à ganância...de aversão ao ódio e à pertença se faça sentir no pensamento e no coração humano...

É o tempo da mãe...de todas as mães de todas as línguas ou gestos de comunicação...é tempo de desafiarmos o amor para que ele nos invada e nos conduza à paz e ao desenvolvimento da espécie...rumo à felicidade e ao prazer de viver...

Eu penso MÁTRIA e digo não a toda a espécie de guerra ou guerrilha...digo não ao Terror, seja ele qual for..vindo do chamado estado Islâmico ou do auto proclamado governo fantasma de Portugal...
SamuelDabó/jrg

02/03/2013

NÃO ME CORTAM MAIS NADA!



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NÃO ME CORTAM MAIS NADA
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se me cortam as guias
ao pensamento
se me levam o tempo expedito
o que me resta são dias
famintos de ideias em movimento
em que eu acredito
*
se me cortam a esperança
de sonhar
se me levam presa a liberdade
o que me resta de criança
fica imerso do outro lado do mar
a asfixiar-me d'ansiedade
*
se me cortam a alma corrente
ao corpo ancião
se me levam cedo o amanhecer
o que me resta não mente
são horas desertas em depressão
o inverso e reverso do ser
*
se me cortam a dignidade
de viver em paz
se me levam humilhada a memória
o que me resta de humildade
é embrulhar-me de tristeza tanto faz
ser ou não ser parte da história
*
se me cortam a alegria
de aprender
se me levam a vontade indómita
o que me resta é poesia
armar-me de palavras para vencer
o que ninguém mais acredita
*
se me cortam a consciência
resvalo no abismo
se me levam a razão da dignitude
o que me resta é a decência
embrulho e atiro tudo ao fatalismo
sou pessoa alguém me ajude
*
se me cortam rente as pernas
para não mais andar
se me levam do corpo o movimento
o que me resta é apenas
abrir brechas no poder e respirar
pelo fim do meu tormento

autor:jrg

11/08/2012

A IDEIA DE MÁTRIA OU MATRIARCADO ESTÁ EM CIMA DA MESA!!!



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A IDEIA DE MÁTRIA OU MATRIARCADO ESTÁ EM CIMA DA MESA!!!
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hoje já não há naciona
lismos...nem pátrias...o exercício da governação é um acto de pirataria sobre os povos ainda ingénuos, consubstanciada numa associação criminosa que se chama Estado! ...nos países em vias de desenvolvimento, como Portugal, instalou-se um feudo, denominado neo-liberal...eu diria, repito, uma associação criminosa, ao serviço de interesses obscuros...ao serviço dum absolutismo financeiro...ao serviço duma ideia de cisão evolucionista em que o Humanismo cede lugar ao Despotismo "Democrático"...exercendo o seu consulado discricionáriamente, sem respeito pelos mais elementares direitos humanos e de cidadania e em harmoniosa aliança com os demais poderes hierárquicos...(Presidência, Assembleia da República e Tribunal Constitucional)...

É preciso criar um mote de união ( A HUMANIDADE, O PLANETA, O AMOR)...um dique de esperança que evite a desagregação da dignidade humana nesta comunidade de pessoas onde vivemos...e expandi-lo pelo mundo dos outros, também eles às portas da agonia dos valores essenciais à boa convivência humana...dar as mãos...trocar as palavras...juntar as emoções...redimensionar o pensamento...auscultando a memória do inconsciente...por um novo Humanismo, a que não é alheio o florescer duma nova dimensão Planetária: o Feminino...a ideia de MÁTRIA, ou matriarcado, está em cima da mesa...ao alcance de qualquer um...
O novo Humanismo tem uma visão feminina da vida...não faz mais sentido esta barbárie em que vivemos...
jrg