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23/08/2019

AMAZÓNIA

foto pública tirada da net
do evento público Vigília Pela Amazónia
*
 AMAZÓNIA
*

é o pulmão do mundo
aquele que ainda respirava

uma catarse da humanidade

seu povo está moribundo

fauna e flora fumegava

crime adúltero à liberdade

*
deitaram-lhe fogo
reduzindo o verde exuberante
a uma mancha desértica
vítima da ganância troféu dum jogo
a Amazónia arde agonizante
perante a inércia impotente e patética
*
juntos podemos salvar a Amazónia
se cada um for de si a consciência
pela Paz pelo amor Pela Humanidade
salvar a floresta humana da agonia
e dos criminosos que a usam à experiência
é tempo de Ser responsabilidade
*
Amazónia é a Mãe
de toda a humana natureza
é preciso gritar alto
para impedir que seja terra de ninguém
como podem matar tanta beleza
estamos juntos eu não falto
*
jrg

jrg

26/10/2011

CHOVE...


imagem pública tirada da net
*
CHOVE!
*
pudera esta chuva já tardia
que fertiliza e renova a natureza
operar na mente humana
corrigindo a tenebrosa fantasia
de mergulhar nossa tristeza
no abismo de que a mentira se ufana

pudera esta chuva à revelia
dos conceitos servis por anedóticos
arrastar na lama da corrente
impelida pela nossa portentosa rebeldia
agentes da desgraça patrióticos
salvadores de pátrias vazias de gente

pudera esta chuva cósmica
fertilizar a alma da indignação
corrigindo a trajectória
da dinâmica que se manifesta harmónica
onde falta a humana ambição
de inverter os desígnios da história

pudera esta chuva úbere
e o cheiro a húmus que dela se eleva agreste
penetrar as mentes que ultrajam
os que procuram no amor quem os lidere
uma mulher uma criança que se preste
a ser maior que os torcionários que nos esmagam

pudera esta chuva ser alegria
tocada de sudoeste pela dança do vento forte
agigantar as ondas do mar revolto
que acordassem os povos da endémica apatia
entregues a mudanças sem norte

pudera esta chuva ser um vómito
que nos acordasse deste pesadelo colossal
como lava saída dum vulcão
inundasse de loucura o pensamento atónito
ante tanta cobardia sepulcral
que nos tolhe o movimento sem acção

pudera esta chuva ser a dinâmica
que acelera o motor e põe em marcha a consciência
à procura de respostas radicais
que confrontem a sordidez da orgia messiânica
arrasadora dos valores da nossa essência
e se erguessem luz e fogo em auroras boreais

autor: jrg

08/03/2011

EU CANTO DA MULHER A ALMA !!!

tela de Nuti

***
inventaram para o ser mulher

um dia apenas seu e internacional

onde todo pensamento quer

branquear sua humilhação ancestral



por entre o gargalhar de risos

e promessas impúdicas de esperança

oferecem-te rosas lirios narcisos

à espera de ganhar-te a confiança



entre discurso dotado d'oratória

mimos e promessas emoção

nos olhos pode ler-se a moratória

que traduz do mito a ilusão



passada a efeméride as lágrimas

voltam a sulcar a pele macia

as mulheres já não são obras primas

regressam à condição de utopia



eu canto a liberdade natural

a que todo o ser vivo tem o direito

seja homem mulher ou animal

todos devem dela ter real proveito



eu canto a grandeza feminina

no meu fascínio do belo a evidência

de ser a criadora não divina

da alma que viceja a consciência



eu canto da mulher grande coragem

de ser a mãe de toda a criatura

tantas vezes vencida na voragem

e sempre renascida de ternura



jrg

27/02/2011

EXORTAÇÃO À MULHER !!!...



foto tirada da net

***
há no vento que sopra uma canção

que me toca a alma e aquieta

as batidas arritmicas do coração

o fogo perverso de ser poeta



há na chuva que no pensar nidifica

ensopa no tempo atormentado

apaga o fogo da emoção e amplifica

o sonho que tarda ser achado



há no fogo teu olhar deslumbrante

sinais da chuva e do vento

por onde escorre este amor amante

à cata do quarto elemento



há na terra som de luz da natureza

cheiro a húmus dela ensopada

sabores exaltantes de tua sã beleza

flor canção no vento achada



o vento sopra brando ou ruge forte

encanta a floresta doce melodia

agita o arvoredo molda a sul ou norte

e se desfaz em brisa pela poesia



a chuva fustiga telhas do telhado

e rostos serenamente tristes

avulta nela o ser belo apaixonado

onde ousas ser ou se resistes



o fogo é pavoroso à solta nos excita

aquece a mente a alma fria

se é de amor e na libido se espevita

o mundo gira o corpo rodopia



a terra é o elemento mais poderoso

gravita em volta duma estrela

sofre danos regurgita bem gostoso

Fénix renascida linda e bela



o homem mal dotado para resistir

inventou a graça do amor

em vento fogo e água amalgamado

na terra onde grassava a dor



a mulher ressurgiu nesta aventura

para travar o caos que aí vem

durante anos foi vitima da conjura

do homem que rejeita sua mãe



autor: jrg

12/02/2011

NA PRAÇA T A H R I R A VITÓRIA DO AMOR





   foto tirada da net

caem pétalas de flores sobre a multidão faminta de amor...
e do seu néctar...Absinto...Lótus...Jasmim...
as abelhas fabricarão o mel da esperança...
jrg

***




a Lótus florescerá no mistério do novo Egipto

por entre os corpos nus ensanguentados

sendo nesta mudança o que tanto tão de súbito

iluminará de esperança os mal amados



quando os povos tomam de si a consciência

da fragilidade de quem diz ter o poder

não temem antes reforçam toda a evidência

à morte sofrimento ao medo de perder



apetece lembrar a alma da revolta Francesa

o povo sitiado na talcomuna de Paris

as sufragistas na América da brutal riqueza

a revolta mental de 68 que também fiz



por todo o mundo o povo quando se desperta

e cansa da mentira a máscara d'ilusão

avança sobre a tirania que a liberdade aperta

elege amor como força inteira da razão



foi assim Abril setenta em quatro em Portugal

na tragédia que vitimou povo em Timor

a luta dos sem terra no Brasil imenso colossal

porque os povos não vivem sem amor



fim à batota aos interesses de uns à corrupção

queremos ser na história interventores

não basta que o sangue aflua irrigue o coração

quando a mente se confunde de favores



a juventude sem rumo inundou a praça Tahrir

um mar de gente confrontou os ditadores

bem sabemos quanto do sonho fica por cumprir

mas nada será igual na tenda dos horrores



bem sabemos que o poder politico organizado

se encarrega de mascarar estas conquistas

as culpas serão só do tirano ou do antepassado

as leis serão as mesmas ainda que revistas



pelo nu deserto onde as Pirâmides majestosas

são a memória da grandeza humana

floresçam plantas e flores de cores tão viçosas

que contagiem de odores a mente insana







autor: jrg (fevº 2011)

06/02/2011

TRILOGIA DA GLOBALIZAÇÃO!!!

I

quando a loiça era areada

com a terra do chão

eis que a estrada asfaltada

nos deixa sem solução

***

é comprar máquina equipada

não custa um dinheirão

a prestações não dói quase nada

e poupas no coração

***

quando o comer era comprado

na medida da refeição

eis que o tempo ficou parado

sem hora para confecção

***

é comprar máquina de refrigerar

aumenta o espaço de lazer

não cansa uma vida por pagar

e amplia o total prazer

***

quando a roupa era bem lavada

n'água da chuva do juncal

enxuga e ao sol ser branqueada

secaram o pantanal

***

é comprar lava e seca numa só

pouco a pouco fica paga

não esfrega não apanha tanto pó

dura mais e não se estraga

***

II

quando o banho era em água aquecida

à semana que o tempo permitia

incutiram a limpeza diária apetecida

a pele tomou odores de apatia

***

é comprar apenas um clic no esquentador

num ano fica pago sem dar conta

se algo correr mal recorreremos ao fiador

mas Deus é grande compra e monta

***

quando andar a pé era exercício saudável

o piquenique o arco a peladinha

criaram a ambição de ter um automóvel

encheram cidades desta mesinha

***

é comprar está ao alcance da tua bolsa

não gasta aos cem a dinheirama

a vida são três dias que a morte acossa

mais vale abastança por derrama

***

quando ter sexo era de natureza virginal

e o casamento eterna fidelidade

incentivaram mudança mundano bacanal

sem ética ou critério de lealdade

***

é comprar amor à revelia mono parental

a fantasia a ilusão assim vendida

valem bem a submissão ao poder do capital

nesta ambição de viver desmedida

*****

III

quando a liberdade era condição humana

inventaram direitos de propriedade

para uns o todo material riqueza insana

para os demais o céu é a felicidade

***

quando a ideia de deus no mundo morreu

abalados pela fúria da multidão

enclausurados na riqueza já apodrecida

inventam usura prendem Prometeu

cessa a abastança exigem a paga da ilusão

sob pena do caos na terra vencida

***

quando no Planeta inteiro se ouve o clamor

contra insídia do poder descricionário

contra a nova escravatura eleger do amor

a real sabedoria ou era do visionário

***

quando promíscuos os cinco continentes

geridos por secretas sociedades

destruem de consenso florestas e animais

mudam fronteiras elegem tenentes

impõem regras geram tétricas calamidades

lançam desespero sobre os demais

***

é tempo do povo humano civil desobedecer

falar na hora a mesma linguagem

juntar o pensamento e de mãos dadas vencer

a letargia que ocultou sua coragem

***

por toda a parte onde a palavra se respira

um ramo de flores ou de floresta

uma miragem oceânica uma partícula de ar

pela mão de uma criança que aspira

em ser nesse mundo novo alguém que presta

e não podemos injustamente melindrar



autor: jrg