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14/11/2015

TODO O ACTO DE GUERRA É IGUALMENTE UM ACTO DE TERRORISMO!...


imagem pública tirada da net
***
TODO O ACTO DE GUERRA É IGUALMENTE UM ACTO DE TERRORISMO
*
Tive o meu primeiro contacto com o conceito de terror quando em 1967 desembarquei 
em Bissau feito guerreiro das forças de Cristo e do Capital e quando mais tarde 
aprendi que eu era tido como um terrorista para os que combatiam do lado de lá deste 
conceito do bem e do mal...
*
Todo o Acto de guerra é igualmente um acto de terrorismo..não queiram saber, quem 
ainda não sabe, o que é estar sujeito às estratégias e tácticas militares...

Aprendi quando ouvia o som terrífico das armadilhas, algures disseminadas em pontos 
estratégicos nas picadas por onde os outros terroristas iriam passar...

Aprendi quando tive conhecimento das atrocidades cometidas pelos valentes 
navegadores/descobridores do Reino de Portugal sobre as populações autóctones...

Aprendi quando um Major mandou lançar ogivas de obus sobre uma aldeia do outro 
lado da fronteira da Guiné Bissau e se riu quando chegaram as notícias que tinham morto 
mulheres,crianças e velhos...

Aprendi quando um governo mandou confiscar dois meses de salário a pessoas de 
idade avançada que já não tinham a possibilidade de dizer não, nem de lutar contra tal 
acto de terror...

Aprendi quando uma mina traiçoeira, um engenho de guerra potente e destruidor, 
rebentou por comando à distância e me vi lançado pelo ar...saí ileso mas sofri com os 
gritos lancinantes do motorista que pedia auxílio porque queria ver o seu filho!...e de 
nada lhe valeu porque a sua vida, para o Major, não valia a despesa dum helicóptero 
de evacuação...

Aprendi quando alguém na América mandou que se lançasse sobre Hiroxima e 
Nagasaki bombas atómicas...

Aprendi quando, emboscado à beira duma picada, os meus colegas guerreiros 
dispararam sobre vultos que passavam e quando fomos ver era tão só uma mulher, crivada de balas, das nossa balas sobre quem uma criança chorava, clamando por uma outra razão para morrer.

Aprendi com a Inquisição em Portugal, com a PIDE em Portugal, com a PaF em Portugal...

Aprendi com a invasão do Iraque, com as mentiras, os subornos à nossa inteligência...

Aprendi com os atentados Palestinianos em Israel e com as respostas Israelitas em jeito de genocídio...

Aprendi com os atentados no chamado mundo civilizado, tal como antes..."nós somos humanidade os outros são uma gente estranha e conflituosa, fundamentalistas do terror..."

Sei que não aprendi tudo, mas do que sei posso exigir que terminem todos os actos de guerra...que se peça desculpa mutuamente pelas atrocidades cometidas e que uma nova era de desapego à ganância...de aversão ao ódio e à pertença se faça sentir no pensamento e no coração humano...

É o tempo da mãe...de todas as mães de todas as línguas ou gestos de comunicação...é tempo de desafiarmos o amor para que ele nos invada e nos conduza à paz e ao desenvolvimento da espécie...rumo à felicidade e ao prazer de viver...

Eu penso MÁTRIA e digo não a toda a espécie de guerra ou guerrilha...digo não ao Terror, seja ele qual for..vindo do chamado estado Islâmico ou do auto proclamado governo fantasma de Portugal...
SamuelDabó/jrg

22/09/2013

MINHA MÁTRIA!



 imagem tirada da net
*

MINHA MÁTRIA

não é possível na Bélgica
na Holanda ou na Suiça
que políticos criminosos
roubem sem devida réplica
protegidos pela justiça
que bafeja os invejosos
*
nem na França e Alemanha
Dinamarca ou Inglaterra
a troco de falsa esperança
se investia em peçonha
culpabilizando os sem terra
para pagar à finança
*
só mesmo um país Portugal
com sentido picaresco
onde quem tem bom olho é rei
um povo cego e frugal
arde num inferno Dantesco
com medo dos fora da lei
*
povo manso ou tão cobarde
fruto da própria mentira
que o fez orgulhoso da história
fecha os olhos e faz alarde
que em vez de avançar se retira
por ser de tão fraca memória
*
digo palavras de indignação
gravadas a sangue plebeu
em tarjas negras de espanto
erijo a MÁTRIA nação
que arde bem dentro do meu
vermelho de desencanto
jrg

04/09/2013

ERA UMA VEZ UM POVO!



**
ERA UMA VEZ UM POVO!
***
contaram-me uma história histriónica
quando eu era menino
que começava sempre assim
era uma vez um povo
que tinha na alma o desígnio de deus
que pela espada libertou
de hereges vilões e sarracenos
as terras de Portugal
mas a terra era dura o mar salgado
é que era a aventura de
achando confiscar os novos mundos
*
era tão de tanto o sem sentido
que a realeza dispunha
o discricionário poder de repartir
terras e forais hereditários
entre fidalgos curas e lugares-tenentes
às vezes tirando ao povo
por intriga ou avareza desmedida
obrigando os já sem nada
a encher as caravelas que iam às descobertas
assim se fez o império
com bombardas espada e cruz ao peito
*
o povo era cruzado de mal-quistos
desenrascado manhoso
vivia pobre no fausto da astúcia mesquinha
não ia em cortes que o poder era divino
antes gritar um morra à heresia nas fogueiras
da santa santíssima inquisição
que criar um feudo próprio de poder à revelia
que lhe desse outro sustento
depois descarregava na mulher o desvario
de não achar o justo dividendo
semeando filhos sem cuidar do seu sustento
*
um dia veio a República era Outono
vestida de falsa mulher
davam-se tiros à mesa do café e no terreiro
a massa de povo era a mesma
a cáfila das elites escolhida entre letrados
tomou de pronto a direcção
de conduzir o rebanho a um ponto indefinido
munidos da ciência do saber
criaram leis que fixaram curtos os limites
de alguém subir por mérito
ao pódio do poder sem lhes dar jeito
*
o povo era rebelde e contestava
que a liberdade era ilusória
movido pela intriga soez tão difamante
exigia mais repartição 
os sábios mal sabiam governar-se
quanto mais à ínclita nação
foram a pique dando lugar à força bruta
que pôs fim a toda a discussão
deus pátria e família era a nova ordem
que fez de mim povo fora da lei
fui ver a narrativa mas doutro mirante
*
vi que a história que me contaram
era histriónica sem valor real
nem o povo era valente nem a nação gloriosa
somos gente comum a tanta gente
forjados a roubar terra e riqueza alheia
cruzámos inveja com cobiça
entrámos na usura com hábito de religião
mas coesos na postura de parecer
entrámos numa acalmia de fartura faraónica
até ouvirmos falar em bancarrota
borrados de medo entregámos a vida a criminosos
*
e agora que fazer povo idiota?
enquanto uns esperam
pela vinda misteriosa dum messias qualquer
e outros esgrimem ideias falaciosas
alguns desesperam vítimas dos fora da lei
todos a pensar na barriguinha
ninguém abre mão da coragem dantes exaltada
"puta só ladrão só..."
quem tem pernas anda quem não tem soçobra
às urtigas a solidária fraternidade
nem o humanismo se amanha com tanta divisão
*
o que tem força de lei é a razão
centenas de milhar de pensionistas esbulhados
centenas de milhar de desempregados
uma economia paralela vibrante em contramão
enquanto a outra definha
e se enche a tulha financeira do ladrão
numa engenharia Dantesca
a mesma que destruiu Babel de Babilónia
um cavalo de Tróia na humanidade
basta de palavras que não sejam de insurreição
antes pastores da Lusitânia
que vítimas ingénuas desta tenebrosa tirania
jrg
autor do livro: "A Insurreição das PALAVRAS"...porque não?...

30/06/2013

ALGUNS ASPECTOS DA "VERDADE" HISTÓRICA!



ALGUNS ASPECTOS DA VERDADE HISTÓRICA, 
ditos de uma forma NAIF:

*
Alguns aspectos da verdade histórica: Os Portugueses de 500, hábeis marinheiros, sem terra nem barcos próprios, mas com os olhos brilhantes de cobiça, andavam à gandaia pelo imenso Oceano , entretidos na arte de descobrir novos mundos.

Com o tempo de feição, foram "achando" terras, umas habitadas por" selvagens "que, confrangedoramente, foram civilizando, de Cruz em riste e chicote aperrado...outras vazias de gente onde deixaram a marca do brasão...para mais tarde as povoarem com escravos e famílias de bem, trazidas da lusa Pátria.


Ocuparam as terras assim achadas e exploraram as suas riquezas...venderam os selvagens para trabalhos forçados noutras terras...obrigaram-nos a converterem-se à religião Católica...e de "achado" em "achado", chegaram ao Brasil, Angola,Moçambique,Guiné,Cabo Verde, Timor, S. Tomé e Príncipe, Macau e Índia...um verdadeiro Império de barbárie, não isento, também ele, da cobiça e interesses de outras potências da época.


Algumas destas terras, foram povoadas com colonos esfomeados de ganância, trazidos dos feudos da Pátria Lusa, já então endividada, noutras foram corridos pela crueldade que manifestavam na satisfação da gula...

Depois. muito depois, quando já não era mais possível branquear a "verdade" histriónica da história, tiveram de largar tudo atabalhoadamente...após mais duma década de guerra fratricida...

À luz do presente, seriam julgados por crimes contra a humanidade... 

autor:jrg

29/03/2013

SÓCRATES !



SÓCRATES
***
a palavra Sócrates
coloca tanta muita gente furibunda
primeiro o Grego da filosofia
depois foi o Brasileiro e seus fortes remates
agora é o político Tuga que a circunda
depois de condenado perfidamente à revelia
*
se o filósofo Sócrates
em vez de condenado a tomar cicuta
pudesse litigar sua defesa
talvez houvesse menos mais disparates
nem a razão pareceria tão estulta
quando esgrimida sem sofisma à tibieza
*
se o médio Sócrates
em vez de defender ousasse ser só ataque
quem sabe no Brasil o que faria
talvez se confrontado com os dislates
mandasse golear toda a claque
estendendo à verborreia a certeira pontaria
*
o grande erro de Sócrates
o político mais audaz da nossa Lusa história
foi ter ido a combate sem defesa
traído por alguns amigos vaiado pelo orates
vítima da mais cobarde oratória
que o culpou de crimes imputados até à realeza
*
é mentira que o homem
seja na natureza o ser mais que perfeito
sendo tão frágil ao nascer e na morte
cresce a aldrabar o mundo para que o tomem
por deus do universo rarefeito
submetendo o fraco à lei imbecil do mais forte
*
melhor seria se houvesse
de cada acção ou ideia melhor entendimento
que nos estimulasse a alegria
de acharmos na vida o sentido que fizesse
luz na consciência e pensamento
que a palavra Sócrates carrega em energia
*
melhor fora se houvesse
a noção exacta da nossa ínfima pequenez
num mundo giro e maravilhoso
onde cada qual de nós tão se incumbisse
de livrar na vida a sordidez
que mancha o pensamento livre mais ditoso
*
jrg


22/12/2012

POEMA ABERTO AO PRESIDENTE DA COMISSÃO EUROPEIA


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***
POEMA ABERTO
AO PRESIDENTE 
DA COMISSÃO EUROPEIA
«««//»»»
Olá camarada Abel
desculpa vir assim publicamente
venho pedir-te um olhar
lembras-te de mim sou o camarada Samuel
do comité dos livreiros semente
que o tempo não mais deixou medrar
*
todos os sonhos realizaste
devo ter de algum modo dado contributo
eu também sai do partido
fiz-me à vida e vi como bem te safaste
eu não me queixo não fora o luto
em que mergulharam o país já desvalido
*
passaram tantos anos
desde aqueles idos de setenta e cinco
cofiavas a barba marxista
exortavas a consciência dos direitos humanos
exaltando a cartilha com afinco
não te maçava não fora esta pandilha arrivista
*
a luta era dura mas seria 
ganha pela força de pensamentos elevados
que mil ideias tivessem florido
quisera eu ser faúlha que incendeia a pradaria
o povo morre às mãos dos teus mandados
que fazer camarada Abel para inverter este sentido
*
que se lixe o país dos poderosos
estou velho camarada recebo pensão de reformado
que a tua comissão e este governo
condenaram apenas por sermos os mais idosos
venho cobrar-te o tempo por mim dado
para que o teu sonho se tornasse mais terreno
*
a comissão que vens gerindo
ficará para a história como a casa mãe da desgraça
que se abateu sobre Portugal e Grécia
não foram os povos quem gastou cantando e rindo
nem é aceite que roubem a pensão na praça
venho cobrar-te por me teres envolvido nesta facécia
*
sejas bem vindo Camarada Abel
se repartires comigo e outros o sonho derradeiro
da revolução dos pobres sobre o tirano
que não larga o pensionista até que caia a pele
se condenares estes ladrões ao cativeiro
então fica-te bem o Nobel da paz direito humano
*
quisera eu acreditar em tal feito
se ninfas houvera à tua volta que me inspirassem
mas insisto no apelo ao teu sonho emérito
anexada a Lusitânia de espada e cruz ao peito
manda parar a louca rapinagem
antes que o povo astuto arme um novo exército
*
o que mais me dói de indignação
é esta sanha abrupta sobre os reformados
os teus amigos não largam o osso
os corpos fedem de velhice estanca a batida do coração
insensíveis carniceiros dentes ferrados
não largam até que a morte aperte o seu pescoço
*
fica aqui escrito camarada Abel
ou José Manuel de Durão Barroso doutor em leis
sobre as ruínas da tua comunidade
escorre sangue do meu povo vendido a granel
em Portugal são ladrões os novos reis
ouve-se no silêncio o grito às armas pela liberdade
*


autor jrg

02/11/2012

ARTIGO 21-OU O DIREITO DE RESISTÊNCIA





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***
ARTIGO 21-OU O DIREITO DE RESISTÊNCIA
I
sete biliões de pessoas
de súbito penso
e se for verdade que somos demais
que à revelia da ideia
esgotamos recursos em megalomanias de poder
solitários indiferentes à agonia
indiferentes aos apelos de crianças com mazelas
à aridez da terra à saturação
do ar e à poluição dos rios e dos mares
rendidos ao brilho da oirama
transferidos os medos para o poder de sermos capazes
de matar outros animais
libertos de deus e do diabo mas frágeis
perante a dor de morrer
no meu país dizem que vivemos acima do que podíamos
mas como é tal possível
se não crescemos em gente desde há décadas
quem cresceu foi a usura
os outros dizem que somos madraços
não fornicamos o suficiente
que somos um povo rebelde mas subserviente
II
no meu país havia uma ditadura
que nos exercitava a elevar o pensamento
ante uma guerra absurda
e a liberdade aprisionada em seu degredo
mas havia canções para resistir
e palavras que varavam todas as fronteiras
na rua ganhamos novo alento
organizamos a vida como a ideia dizia
ocupamos terras fábricas casas
algumas sem préstimo outras de grande valia
congelámos preços subimos salários
instalámos comissões de trabalho e de bairro
fomos adentro ensinando
os que sem alfabeto nem horizonte não entendiam
o nosso excesso foi confiar demais
na força doutros que também mentiam
deixamos sem rega que murchassem
as flores antes viçosas que sustentavam a raiz
porque dava trabalho se dava
pensar e refazer de base as nossas vidas
amolecemos a razão
III
sete biliões de pessoas
e um por cento de mentes criminosas
que se amparam comummente
à espera de se tornarem eminências imortais
perpetram a razia dos excessos
se escasseiam os recursos matem-se os velhos
confisque-se a água a energia
racionalize-se o ar a liberdade restaure-se o medo
instale-se o império do mal menor
em cada cabeça que resiste alimenta-se o caos
que desça a noite
que os dias sombrios amoleçam a coragem
rasguem-se os contratos
que consubstanciavam a cidadania
quebrem-se os tratados
e os convénios que à partida já estavam gastos
quem lidera agora são os eruditos
não os humanistas arautos de pensamentos altruístas
a hora é dos eruditos da razão pura
economicistas racionalistas analistas eméritos
que acusam os povos de gordura
*
IV
no meu país amonta-se o lixo
dentro dos homens de barrigas bem cheias
aumentam taxas e impostos
descem salários pensões e outros cuidados
mas o povo amanhece calado
que às vezes penso se há outros países dentro do meu
ilhas ou feudos auto-governados
que escapam à sanha dos governos d'assassinos
vivendo a coberto dos esforçados
de caminhar lento olhos tristes pregados no chão
sem alma possessos ou zombies
à espera à espera que sopre um vento ou caia geada
à espera tum tiro de partida
à espera que não seja preciso fazer nada
que os bandidos saltem o postigo
ou um surto de cólera uma investida sem rosto
os afugente para sítio distante
ou que cansados de roubar ou fartos enfim se demitam
mas tirá-los a ferros que dor
pode ser que os militares os valentes os heróis
e vão ficando pelos cantos
V
sete biliões de pessoas
uns esqueléticos afónicos outros obesos risonhos
acusando-se os do meio em desespero
mutuamente porque acicatados pela tragédia
traídos por prolongada indiferença
há quanto tempo não regas as flores que agora secam
franjas de insurrectos gritam
atiram petardos inofensivos que assustam crianças
será mesmo de verdade aquilo
de quererem reduzir pessoas para metade
um holocausto encomendado
para parecer coisa da natureza ou da alma imaterial
os velhos os inaptos os doentes crónicos
a esperança dos do meio sempre a saltitarem
a selecção dos que ficam dá jeito
e vão passando a ideia a confiança a cobiça cénica
aos que por inerência podem ficar
vejam bem dizem quanto podemos poupar
artistas ficam os truões amestrados
alguém que escreva comédias das mais hilariantes
nada de poetas nem romancistas
VI
no meu país havia até pensadores
e ideais de viver em paz com amor a tanta gente
gente solidária sem medo de perder
se a vida é um jogo perde-se e ganha-se sem deixar de vencer
é certo que havia quem se zangasse com a mulher
frustrado por não ousar trilhar seu próprio caminho
culpa do vinho dos instintos recalcados
ou do conceito de macho forjado na barbárie a violência
foi sempre assim e assim será dizem
como se os poderes não fossem sustentados pela cobardia
não há inocentes nem culpados
um homem frente a outro trocam olhares medem alturas
não quantificam a força de cada alma
ao invés da mulher que tantos barbaramente sacrificam
que tem na percepção um sexto sentido
será verdade que querem exterminar visceralmente
equilibrar a força ora emergente
que só assim haverá fartura para toda a gente imaginem
metade de tudo no consumo e usufruto
das coisas que ainda há e do que deixaram ficar
saúde habitação emprego educação
VII
sete biliões de pessoas
esquecidas de pensar dão asas ao pensamento
se o que cada usurário ganha
mais as marionetas do poder dá comida a muita gente
e logo renasce a boa esperança
invertem simplesmente a oratória fantasista
somos nós que os sustentamos
não são eles e seus sábios amestrados que nos sustentam
se formos cooperativos e amar-mos
a nossa condição humana se respeitarmos a natureza
se produzirmos tão só o que faz falta
se organizarmos a vida sem sofismas egoístas
se alterarmos o conceito de riqueza
se formos capazes de manter nossas mãos unidas por mais tempo
se respeitarmos as outras espécies animais
se não permitirmos que haja fome e maus tratos
se não tivermos medos
se mantivermos as diferenças sem quebrar os elos
que nos unem à vida e ao planeta
então seremos capazes de evitar o genocídio
que nos traz esta emergência...

autor: jrg

22/10/2012

O MATRIARCADO É O OUTRO SISTEMA DE ORGANIZAÇÃO DA VIDA HUMANA! *


imagem de autor jrg
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O MATRIARCADO É O OUTRO SISTEMA DE ORGANIZAÇÃO DA VIDA HUMANA!
*
Olá amigas...amigos...quero dizer-vos que ao ler muito do que se publica na imprensa virtual interventiva, constato que os problemas que afectam os Portugueses em particular e o mundo em geral, estão devidamente identificados no pensamento, com mais ou menor clareza...as soluções é que divergem...ou batem todas num dos lados do quadrado, sem colocar o sistema em causa, ou tentam saltar o muro aflorando a ideia dum outro sistema...sem máfias nem políticos...mas qual? foi sempre assim, dizem alguns... o homem sempre usou armas, foi violento e competitivo...terá sido sempre assim? pergunto eu que nada sei, é certo, mas que me questiono desde há tempos...qualquer pessoa, sobretudo se for mulher sensata, sabe administrar um país, dizem outros, desde que não seja a Merkel...nas há uma coisa que eu julgo saber: as pessoas, cada pessoa, têm uma alma dentro do corpo...o conjunto das pessoas formam a alma dum povo...o conjunto dos povos formam a alma da humanidade e não é saqueando-lhes a alma e os alforges que se conquistam as almas para ultrapassar um problema de sistema...logo, este sistema que governa o mundo desde há milénios está falido...nasce e morre nas suas próprias intrigas e insuficiências éticas e humanas...por outro lado, não sei, tenho dúvidas, se o homem foi sempre este tipo de espécie que hoje conhecemos...uns muito mansos e outros muito taurinos...ou se houve um período longo onde a paz e a distribuição da riqueza produzida, era equitativamente distribuída, no respeito pela identidade dos povos e da individualidade de cada género...porque foi tudo apagado pela barbárie de hordas sanguinárias, acicatadas pela enzima religiosa que já congeminava a direcção das vontades do rebanho humano, para o colocar ao seu serviço de denominação sectorial e global...o que me faz sentido, perante a falência do sistema Patriarcal de organização da vida é pensar o sistema contrário...o feminino ou de Matriarcado, que terá, por ventura, sido o sistema mais primário de organização da humanidade em crescimento...os arqueólogos esforçam-se por encontrar vestígios de esperança que nos permitam recuperar essa sabedoria perdida...é uma evidência da actualidade que as mulheres estão na frente pelos direitos humanos e de cidadania...estão na frente na condução da economia doméstica ou familiar...estão na frente pelo direito a serem pessoas inteiras, sem o vexame das permissões falaciosas do direito...uma comunidade livre e sensata, não precisa da organização política dispendiosa, tal como a conhecemos...a organização política deve ser exercida do todo para um topo que voluntariamente se exercita no acto de organizar e administrar, segundo os interesses da comunidade e no respeito pela especificidade das suas diferenças, sendo por esta fiscalizada... as mulheres estão na frente pela organização da cultura, pela educação, pela mudança do sistema de organização económica...são as mulheres que ditam as leis da vida, com o seu corpo...com a sua alma...elas são a esperança que ergo como bandeira...(" já se ouvem os rumores...já se ouvem os tambores...já se ouvem os rumores..." da letra de Zeca Afonso).. texto: autoria e partilha de jrg

12/05/2012

AINDA A INVEJA..é



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*
AINDA A INVEJA
*
somos povo mesquinho
de tal sorte
capazes de guardar sem serventia
um bem privado ou público
num canto da casa ou do quintal
só por invejar bens de outros
*
habituados à servidão
servimos-nos cruelmente da astúcia
puta só ladrão só
e quando alguém se evade desta atença
se homem é vigarista
se mulher é apodada de putéfia
*
somos um povo habilidoso
desenrascado à procura de biscates
se alguém que ganha mais
for roubado seja por lei ou por privado
acomodamos no silêncio
o medo de sermos pelo mesmo motivo achados
*
vamos ao grito na multidão
vazamos os instintos há muito abafados
atiramos pedras aos fracos
cada um de nós é o mais puro e incita os outros
sem saber qual a razão
por isso nos iludimos do que mais parecer
*
somo um povo carente de destino
de olhar cabisbaixo vendemos a dignidade
por um naco e tanto de lixeira
ainda que tenhamos uma leira nossa de terra
somos pobres de tudo até no pedir
não vá a pobreza ruir e deixar-nos à mingua
*
cansados de viver em vã disputa
olhamos os mais jovens que protestam
como uma faúlha desgarrada
isto foi sempre assim disseram os antes de nós
vocês não querem é trabalhar
como quem diz aéreamente desenrasquem-se
*
somos um povo invejoso
a quem a revolução sempre encontra
à esquina de mãos nos bolsos
a mirar para que lado a vitória engrossa
na dúvida silenciados
mas se ganham os revoltosos soltamos a euforia
*
quero saudar a juventude com IDEIAS
as Mulheres
todos os que não se vergam ao poder discricionário
os possuidores de mentalidade nova
as crianças que não aceitam a nossa rendição
por um novo Humanismo
jrg

02/05/2012

CORRUPÇÃO DA DIGNIDADE !...


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*
CORRUPÇÃO DA DIGNIDADE
**
tão sórdido
vil e mesquinho
porque Maio 
é o o mês de todas as rosas
que alguém tão rico
à boleia dum governo predador
brinque com a dignidade
*
porque é Maio
e as rosas já exalam seus perfumes
surgem campanhas atrozes
reciclagem de manjares de luxo
vendas por metade
nos super mercados da abundância
e o povinho vai ao isco
*
assim se quebra
a emoção sentida neste Maio de rosas
"parvos são os que não vão"
porque a vida são três dias depois morre-se
povo mendigo ultrajado
a render-se em Maio à indignação
a fingir de liberdade
*
autor: jrg

28/04/2012

MOVIMENTOS DE OCUPAÇÃO...


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*
MOVIMENTOS DE OCUPAÇÃO
**
perante a inércia...
*
podemos ocupar uma escola vazia
dar-lhe uso de educação
podemos ocupar uma terra abandonada
e dar-lhe alguma serventia
podemos ocupar uma casa vaga de habitação
e dar-lhe usufruto de morada
*
e não nos chamem marginais
porque somos o povo em iniciativa democrática
*
podemos ocupar o mar nostrum ser corrente
que liga terra e ar ao fogo Nação
podemos ocupar o sonho livre pensamento
lançar à terra de raiz nova semente
podemos ocupar o tempo gasto em contramão
promulgar leis de assentimento
*
e não nos chamem loucos ou chacais
porque somos o povo em ocupação mediática
*
podemos ocupar de vez o redil do parlamento
e dar-lhe voz de povo em liberdade
podemos ocupar a praga de governo e presidência
sufragando outro sistema em andamento
podemos ocupar a usura estancando a voracidade
e viver em paz com a nossa consciência
*
e não nos chamem aventureiros irracionais
porque somos o povo à conquista da dignidade prática
*
por um novo humanismo
*
autor: jrg

LIBELO ACUSATÓRIO CONTRA A INÉRCIA !...


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***
LIBELO ACUSATÓRIO
CONTRA A INÉRCIA...

*
quando acordo
vou à janela do mundo
digo bom dia sol
bem-vindos ao silêncio do absurdo
digo aos que penso vivos
formigas insectos aves humanos
perscruto o horizonte
sem limites nos milénios da memória
sinto palavras de ditos
arrepiam-me hipócritas sangram-me
o coração e a alma
*
nem ideias nem mitos
o vento fresco ainda húmido
ervas daninhas
retardando em crescimento o pescador
que lança as redes
rumo ao norte de onde o vento
acode ao lavrador 
que semeia sementes de frutos
formigas que traçam 
labirintos confusos arejados profundos
cães vadios tristes moribundos
*
melros ao desafio
trocam mensagens espalham segredos
pessoas desalentadas
entre os gritos que os chamam à contenda
oportunistas sem vergonha
que lhes sugam miolos e sangue ainda vivo
e os exortam a orgulhar-se
o orgulho ou pré-conceito de sofrer solitário
ou o orgulho de lutar e vencer
de ser pessoa livre dignificante dignificada
eis o dilema entre o medo e a coragem
*
plantar a IDEIA
ocupando a inércia infértil que acomoda
plantar a revolta resistindo
à cobardia indultada pela consciência
plantar inteligência
onde tantas vezes medra a estupidez
plantar de novo todas as pessoas
para que brotem aptas a entender o raciocínio
imunes à ideia mediática
que mistura o ardor do ódio a idolátrica
com a doçura do amor
*
assim me acordo
a recolher mensagens cósmicas do amanhecer
a recusar que as pessoas se definhem
espeto alfinetes de alerta num coração de magia
na esperança do vento
no rumorejar das águas da maré rio acima
nas nuvens nos melros andorinhas
na transmissão colectiva do pensamento
acordem! as trevas mentem
escondem o furacão o maremoto o abalo tremendo
o nosso orgulho é vencer o medo!!!
*
acuso a pressão exercida sobre a consciência
acuso a manipulação do medo
acuso a chantagem exercida sobre os humildes
acuso a imunidade pública dos corruptos
acuso a mentira a hipocrisia a incompetência
acuso a manipulação dos instintos
acuso a conspiração que indignou a alma humana
acuso a organização criminosa a arrogância
acuso o desprezo pela identidade individual e colectiva
acuso a violência física e psicológica
acuso a traição aos princípios básicos do humanismo



autor: jrg