20/11/2010

BOM DIA AMIGOS... AMIGAS...




foto tirada da net

***
hoje o sol tão radioso
digo-te bom dia
amigo amiga ser ditoso
no respirar da poesia

hoje o sol é dos amantes
beijos de luz amor
em reflexos irradiantes
amigo amiga flor

hoje o sol irreverente
amigo amiga desejo
renasce vida diferente
no calor do teu meu beijo

hoje o sol filtra beleza
teu sorriso de menina
ofusca da vida a tristeza
chama de amor matutina

hoje o sol a alma aquece
promessas de emoções
amigo amiga não esquece
do fogo as emanações

bom dia amigos amigas
por todo o mundo acordar
som de belas cantigas
e de ventos junto ao mar

bom dia minhas saudades
de noite senti suores
sonhos pesados ansiedades
amigos amigas amores

bom dia renasce a esperança
com o dia a despertar
novos sentires são mudança
que trazem ondas do mar

bom dia homens mulheres
hoje o sol é energia positiva
inunda de amor os seres
amansa a fera na hora festiva

bom dia angústia solidão
hoje o sol é coragem de vencer
a dor o medo a submissão
é um oásis de amor o sol nascer

jrg

17/11/2010

A CIMEIRA DA NATO E O MEDO!!!...

Durante alguns dias, uma parte de Lisboa vai ficar sitiada...
_a moradores e funcionários de empresas, que vão precisar de um salvo conduto para se deslocarem...
_o espaço aéreo Português vai ficar interdto...
_em tempo de crise, pequenas e médias empresas vão ver diminuir os seus negócios...
_os meios policiais deslocados vão escassear em outros locais...fragilizando o "pequeno medo"!!!
_os restaurantes vão ter que praticar um preço limite por refeição, para os que acompanham os participantes, stafs e outros elementos periféricos ...suportando o orçamento do estado a diferença para o custo justo ou normalizado( será verdade?!...ou é campanha jornalistica...)...


E ISTO EM NOME DE QUÊ???... DO MEDO!!! A Nação... mais poderosa, bélicamente, do Planeta....TEM MEDO!!!...eles lá sabem porquê...

jrg

14/11/2010

AUNG SAN SUU KYI

 
foto tirada da net
**
quero saudar a libertação
ainda que efémera realidade
duma mulher vitima da ocupação
da violência sobre a liberdade

não quero ter dúvidas acreditar
que amor em Birmanês
significa o mesmo sentir amar
que é sentido em Português

quero não sendo o primeiro
espalhar amor daqui por este povo
a despertar no homem inteiro
a alma deste mar em que me movo
jrg

09/11/2010

PENSAMENTOS EM QUADRADINHOS - I

A antena 1 que é fortemente financiada pelo dinheiro de cada Português...os  que pagam electricidade, num mundo complexo de problemas que afecta a população Portuguesa, não encontrou motivos de maior interesse, ontem 08 do 11 de 2010, para o programa antena aberta, que o jogo Porto Benfica...talvez e só porque o Benfica foi goleado...ou porque o Benfica tem a dimensão de um lobie...assim vai o país..."...de carrinho..."

***

Estamos salvos...os gurus da nossa economia...que ainda há pouco acusavam a China de violadora dos mais elementares direitos humanos...aplaudem a eventual aquisição, por este país, da nossa dívida pública(de Portugal)...considerando que o dinheiro não tem cor...também vendo a minha!!!!...

***

Criaram a ilusão de independência...dos estados Nação...das pessoas individualmente...e eu pergunto:

_o que seria da vaidade sem uma multidão de invejosos?....
_o que seria do homem rico sem a humildade dos pobres que o ajudam a continuar rico?
_o que seria duma Nação sem a subserviência aos mais fortes...

A independência é uma alegoria que permite aos independentistas arregimentar seguidores...em nome duma fantasia....

Querer ser independente é uma aberração da natureza...ela própria é uma interdependência de todos os elementos...

é preciso voltar ao principio...às origens...para entender em prol de quem e de quê se produziu todo o acontecimento...porque há o acontecer induzido e o acaso que acontece natural...

no primeiro caso devemos dar atenção a quem serve de facto a mensagem pressionante do eminente acontecer ...em nome de que poder...e resistir...para que não se torne acontecimento...

no segundo temos de saber conviver...entender o nosso posicionamento cósmico e proteger-mo-nos ...

06/11/2010

ACONTECIMENTO...

‬

toda a poesia se cria em solidão
no silêncio mais profundo
ou no burburinho duma multidão
fora e dentro deste mundo

a mim me basta um só sorriso luz
um olhar de encantamento
um gesto de mulher que me seduz
a alma embevecida do momento

se ao ser poeta amor à vista fosse
mulher em cada verso poesia
o poema seria sempre meigo e doce
ainda que rompesse de heresia

sou na alma a poesia em gestação
meu alimento é a musa incauta
vitima inocente da minha obsessão
de a sonhar da nova era arauta

fazer acontecer novo acontecimento
que permita ao homem sonhar
sob a supervisão do conhecimento
ser a consciência para se ganhar

autor:jrg

AINDA A ESPERANÇA...

ser na esperança
palavra chave que nos faz viver
é o saber que na mudança
tudo pode em vão acontecer

mas se olhares o mundo
o vazio que paira na imensidão
se  desceres mais fundo
ao abismo que cria e desfaz ilusão

talvez encontres o destino
que circunscreve o homem de raiz
amordaçado a este desatino
em que mergulha hoje cada pais

autor: jrg

03/11/2010

SAKINEH - ( IRÃO )

uma mulher é condenada
a morrer por apedrejamento
pelo crime de adultério
a turba junta as pedras da calçada
alucinados pelo ajuntamento
gritam palavras contra o impropério

o corpo dela encolhido sem apelo
um último olhar de súplica à multidão
os olhos doces de quem ama ser
por um momento o quebra gelo
que rompe da barbárie a solidão
apadrinhada por um sórdido poder

levantam-se vozes no mundo inteiro
porque a mulher é o ser supremo
gera e cria toda a criatura humana
não há ciência nem dinheiro
que altere a dimensão por isso tremo
impotente de travar razão insana

é apenas um corpo só de uma mulher
a alma dela ilesa fixa o mundo
chovem as pedras no corpo que atormenta
nem um grito no seu silêncio de sofrer
os olhos abertos procuram ver ao fundo
quantas das pedras frustração que acorrenta

pego na alma de SAKINEH amortalhada
levanto o estandarte do amor
vou de povo em povo dentro do poema
pelos lugares na Terra onde a mulher humilhada
seja tida como a mãe que resiste à dor
livre do preconceito e da algema

autor: JRG

24/10/2010

SUBI A SERRA DA ARRÁBIDA...AMOR

pôr do sol - Arrábida..imagem net
***
subi a serra da Arrábida
por entre selvagens orquídeas
carreiros de terra batida
verdes arbustos brisas melodias
***
que descem abruptamente
as vertentes de luz luxuriantes
até ao mar de azuis luzente
meus olhos nos teus tão amantes
***
estavas no cimo sentada
saia curta de flores silvestres
olhavas o sol encantada
entre cheiros e amores campestres
***
na paz do teu sorriso doce
mil sóis rutilantes na descida
fogo de amor como se fosse
a serra e não o sol a engolida
***
não vi águias de bonelli
nem golfinhos sulcando estuário
só o sol no ocaso onde te li
em redor dos teus olhos usuário
***
em ti chegado a tal altura
meu beijo e o teu se misturaram
entre mar e sol odor verdura
a serra que antes outros pisaram
***
colamos a alma num abraço
nosso grito ecoou por um atalho
onde sem pudor nem embaraço
estremeceram os corpos num abalo
***
autor:jrg



21/10/2010

O QUE EU SOU...

imagem net
***
sou um corpo em vias de extinção
já fui mar e vento tempestade
criei mais valias onde eu era a ilusão
sou um corpo vencido fora de validade
***
assim aberto ao que me resta
entre dislates de uns e a sensaboria
de gente estulta que não presta
a revelar meu mundo em verso poesia
***
cresci num ambiente rude semi selvagem
tive sonhos e pesadelos de grandeza
de terra em terra nem sempre fui de coragem
para escolher os caminhos da vileza
***
segui meus passos desde a adolescência
calcorreei a praia areias escaldantes
uma alcofa de sonhos gelados em permanência
a acalmar a sede fogosa dos amantes
***
fiz blocos de raiz areia e água com cimento
bate-chapas mecânico e amanuense
amei meninas ricas e pobres sem cabimento
na guerra aprendi que ninguém vence
***
fui pescador puxei as redes como um boi
remei nas ondas contra a maré
nos desafios da vida o que mais dói
foi não ter sempre seguido pelo meu pé
***
dei aos outros maior lucro e primazia
o trabalho dignifica o povo humilde
quando por magia me cresce a demasia
ocorre um facto novo que regride
***
hoje ainda aprendiz de sobreviver
cultivo amor de amigos na intemporalidade
se houver quem me queira descrever
não encontrará nada que seja de verdade
***
só a alma sobrevive na palavra escrita
criador de ilusões alimento da esperança
nem deus nem pátria sou um eremita
um vagabundo sem leis menino criança
***
autor:jrg

18/10/2010

MEU GRITO DE ESPERANÇA

talvez Renascer...foto de Carla Sofia Ferreira

***
sinto o teu abraço pleno de amor
no sentimento da amizade
enquanto chove pondo calma no calor
o mundo plana de ansiedade

por todo o Planeta se grita se protesta
só os fora da lei se abastecem
é tempo de dar as mãos pondo fim à festa
das mentes criminosas que nos regem

os recursos à beira do esgotamento
a criatividade amordaçada
em nome dum voraz financiamento
que esgota até do dia a alvorada

quero saudar a tua voz linda mulher
esperança dos desesperados
símbolo da criação e de quem souber
que és mãe até dos desnaturados

um novo alento me ocorre um calafrio
uma paragem total no feminino
até que as águas turvas do rio
se purifiquem e corra limpo cristalino

nem sexo nem beleza ou maternidade
fim da cama mesa e roupa lavada
só o amor e a justiça em liberdade
de todos como um só na nova sociedade

ergo meus olhos febris à luz ausente
penso dentro de nós a solução
somos um novo poder vivo e presente
fim a este extermínio da razão

jrg

14/10/2010

ESTA GENTE QUE SOMOS... PORTUGAL!... - III

galgámos serras por montanhas e valados
descemos rios até ao mar imenso
ai chegados ficamos hirtos deslumbrados
só com o tempo achamos o consenso

**
ainda há quem pense ser o mar fim do mundo
assim como as nuvens escondem deus
melhor que cansar pensamento mais profundo
é rir do saber à deriva pelos céus

**
viemos de Viana de Caminha ou de Monção
Valença Braga Guimarães Bragança
descemos Portugal famintos sem condição
armados de burnal vara-pau e cagança

**
passamos o Marão de Miranda até à Guarda
Viseu e Covilhã Coimbra Leiria Lisboa
sendo a Capital se mantinha na vanguarda
para gáudio dos espertos que tinham vida boa

**
também do Algarve e do Alentejo em vastidão
arribando humildes alegres ignorantes
engrossamos correntes evasivas da emigração
sempre adulados servindo falsos amantes

**
É em Lisboa que a Lusitânia se mistura
se cruzam genes do mundo inteiro alma dentro
cantados os nossos feitos em literatura
para melhor nos aglutinar por junto ao centro

**
criamos a alma Pátria Lusitana ou Portugal
exacerbando nos antigos nosso orgulho
herdamos de algum outro povo a emoção natural
solidários na tragédia frenéticos no barulho

**
muitos são gente boa de exuberante humanismo
outros são religiosos que não praticam
poucos têm consciência que ladeamos um abismo
seguem indiferentes o rumo que lhes indicam

**
a droga dizimou meninos e meninas de esperança
peste que encravou a nossa modernidade
no desespero mal amados perdemos a confiança
só nos falta fixar o termo de identidade

**
que fazer ante tamanha inquietação e destemor
educar formar vencer toda a resistência
reinventar de novo agora a sério a palavra amor
e espalha-la sem nome mas em consciência

**

autor:jrg

13/10/2010

ESTA GENTE QUE SOMOS... PORTUGAL!... - II

nascemos pobres ou ricos tanto faz
se educados somos meninos da mamã ou do papá
viver em tanta fartura e não ter paz
é dos genes ou cromossomas mutações na hora H

se pobres somos corrécios gentinha Zé povinho
carregamos a tragédia ou coitadinhos
apodamos os ricos de ladrões entre pão e vinho
na tasca onde ganhamos coragem sozinhos

sendo no trânsito os melhores condutores
vociferamos aos lentos e faltosos
descobrimos nas filas invisíveis corredores
os outros é que são os criminosos

chegar primeiro à posição mais conveniente
pisar fraudes e canteiros de flores
corromper para ganhar perdendo a demais gente
desgastar a vida em copos e amores

ter um negócio legal quase falido
estabelecer uma corrente de economia paralela
impostos paguem os tansos sem bramido
a honra é uma aparência e a crise uma balela

há todavia em rigor uma só situação
em que nos empenhamos intrépidos palradores
no futebol na politica não abrimos mão
somos árbitros legislamos e exímios treinadores

subir à cunha que a pulso faz doer o cotovelo
defendemos o produto enganamos o parceiro
agiotas de moeda e pensamento somos com zelo
cada um é em si mesmo por demais porreiro

no amor somos de natureza os melhores amantes
colmatamos as fraquezas com a violência
na rua beijos em casa indiferença entre estantes
as mãos e as palavras perdem paciência

somos em multidão gente invejosa e enfurecida
seguimos o mote do que parece mais forte
perdemos sempre salva a desproporção devida
mas cantamos vitória seja no sul ou norte

o que mais me impressiona nesta nova Lusitânia
é a falta de unidade em torno do bem comum
os sábios zarparam todos com medo desta insânia
que a inveja e a usura tornaram ad eternum

autor: jrg


12/10/2010

ESTA GENTE QUE SOMOS... PORTUGAL!... - I

a alma da gente Portuguesa
nascida de entre sangue e flores
é um cruzamento da natureza
que realça o ódio e os amores

imagino um povo pária acossado
na história chamado Lusitânia
vindo sei lá donde esperançado
de escapar à barbara tirania

tribos pré celtas e mais iberos
que nestas terras se fixaram
depois galaico lusitanos perros
que os romanos arduamente conquistaram

após a queda do Romano Império
suevos vândalos visigodos
alamos búrios mouros vitupério
da original virtude a rodos

desta mistura o sangue se apurou
uma pitada de cartagineses
e fenícios de visita que chegou
eis quem somos nós os Portugueses

depois de mal contidos na nação
zarpamos pelos mares adentro
na ânsia da conquista pelo pão
se foi agravando nosso tormento

cruzámos espécies em nome de deus
cuidando que seriam apagados
por todo o mundo descobrimos céus
de amor e morte foram povoados

o que aprendemos foi a artimanha
de viver em caos e permanente
sábios de bazófia alguém nos ganha
só quando encurralam nossa gente

então fazemos logo de mendigos
são outros não nós que maldizemos
fossos que cavámos são antigos
não é nosso o buraco que ora fizemos

iletrados distraídos na jactância
deixamos sair grandes crânios
atraídos pelo fausto da ganância
exportamos suco importamos sucedâneos


autor: jrg

09/10/2010

TEMPESTADES

foto de Carla Sofia Ferreira
o Planeta gira à deriva
contrário à lei cósmica global
seis biliões de gente
que da morte não se priva
nem do medo visceral
que os arrasta na torrente

são deuses agnósticos
sementes de amor e ódio
todos iguais todos diferentes
sejam tratantes ou médicos
sábios fora do pódio
cientistas prepotentes

acontece tudo ou nada
tão de repente
visto da praia suada
dentro da gente

o mar ainda sereno
o sol memória
a meio da trajectória
o vento ameno

a maré enche os esporões
já não há abrigos
nem cardos nem chorões
sobre os médos antigos

lentamente a brisa
vira a sudoeste
engrossa a água frisa
torna-se agreste

traz o cheiro da maresia
nuvens carregadas
escuras encurtam o dia
vagas encapeladas

cresce o mar impetuoso
nas ondas irrequietas
sem tréguas do tempo ventoso
alegres assustam profetas

uma rajada de vento forte
o areal estremece
altera os médos a sul a norte
uivam os cães se anoitece

formam-se cristais
em volta de estranhos objectos
solta a sinfonia de sons abissais
raios trovões despertos

abana o corpo frágil
na ousadia se fosse mulher
o rugido no vento táctil
a fazer sentir o seu poder

ribombam ondas imponentes
que rebentam com fragor
voam gaivotas imprudentes
renasce a emoção do amor

não sou um intruso
ensopado  na chuva
de todos os continentes
estou alegre e confuso
sou o homem à beira da curva
colhendo as sementes

não sou um intruso
antes um elemento nefasto
que a tempestade acolheu
rosca sem parafuso
rês tresmalhada sem pasto
sem medo da noite de breu

autor: jrg

08/10/2010

EFABULAÇÕES SOLARES


imagem de Carla Sofia Ferreira

{#emotions_dlg.sol} 
o poeta sente na imagem a poesia
que a fotógrafa capta com emoção
o sol se liquefaz de alegria
por entre as cores do dia em explosão
{#emotions_dlg.blueflower}
parou por um momento a condução
tal o efeito que no olhar sentiu
mal podia conter o frenesim do coração
para fixar a imagem que eclodiu
{#emotions_dlg.redflower}
o poeta ao ver tão belo enquadramento
na simbiose da cor a luz subtil
regista palavras no poema em movimento
que a imagem da foto torna inútil
{#emotions_dlg.star}
os dois trocam olhares de cumplicidade
a fotógrafa tem na alma o Alentejo
o poeta nos olhos o mar de sensibilidade
o sol que já foi deus d'amplo cortejo
{#emotions_dlg.bouquete}
na memória do homem ainda o fascínio
que exalta a emoção pelo poente
só gera amores livres do domínio
por ser a arte deste belo a componente
**
autor do poema: jrg

07/10/2010

LIBERDADE

imagem de Carla Sofia Ferreira
{#emotions_dlg.bouquete}
em Marvão entre muralhas
as grades da solidão
são nostalgias que talhas
no fundo do coração
*
tão bela a planicie doirada
serena no teu olhar
por entre grades gravada
para de noite sonhar
*
na memória de quem sonha liberdade
a imagem tem um sentido perverso
as grades simbolizam prisão na verdade
como o sorriso oculta estado inverso
*
na alma que fixa a objectiva
sonha da solidão a dor
dando forma à imagem positiva
sensível motivo interior
*
tirado o véu que sempre oculta
do imaginário a razão
a foto é liberdade onde avulta
alma pura de emoção
**
autor: jrg

06/10/2010

ARCO-ÍRIS

{#emotions_dlg.bouquete}
 
recordo a fascinante alegria
quando o sol Primaveril
me soltava da chuva a magia
ao meu olhar infantil
{#emotions_dlg.blueflower}
sinto a mão firme ao clicar
a lembrança de menina
arco-ìris céu azul a se soltar
uma lágrima pequenina
{#emotions_dlg.sol}
a silhueta dos ramos desfloridos
mãos erguidas de esperança
côres maviosas de alegres sortidos
risos cristalinos de criança
{#emotions_dlg.rainbow}
terra escura olhos mágicos
amarelo verde rosa
fenómeno efeitos cósmicos
que o meu poema glosa
{#emotions_dlg.meeting}
nesta arte maior meu sortilégio
no sentir a alma da imagem
saída da essência do ser egrégio
que sente e fixa com coragem
{#emotions_dlg.orangeflower}
sensível ao toque ao movimento
dentro e fora do corpo à luz
a simbiose de todo um sentimento
de quem ama e de amor seduz
{#emotions_dlg.lua}

agora já não estranho o sentido
ou semelhança com provocação
do sorriso nos lábios contraído
antes lhe acho a alma o coração
*
autor :jrg

03/10/2010

INTERPRETAÇÕES BÁSICAS...

o que eu amo, não é tanto a língua Portuguesa, ou outra...extraída do código da linguagem...mas a dos olhos...que não mentem...

o homem substituiu a linguagem original dos afectos, o cheiro, o tacto, o sabor, pela linguagem libertina dos conceitos...laboratório de hipócritas interpretações...

a resistência para a implementação de uma só língua Universal que aproxime os povos da ideia de que somos uma imensa solidão num ponto do Universo à beira de explodir, assenta no medo dos lobies, enquanto estruturas secretas, duma evolução racional substantiva, que liberte a humanidade do conhecimento e da sabedoria...

autor:jrg

02/10/2010

O TRIUNFO DA MEDIOCRIDADE

O Dr. Mário Soares disse há dias que as últimas colheitas de políticos são de má qualidade...Há mais de 10 anos que ergo a voz afónica  para classificar as últimas 2 décadas como o "Triunfo da Mediocridade"...quando constatei já não ser tido em conta o :esforço de aperfeiçoamento, mas a esperteza de gerar riqueza...vender o produto fabricado, mas apenas colocá-lo no mercado para gerar facturação que movimente mais valias nos mercados financeiros...promover a excelência, mas proteger toda uma cáfila de agiotas do pensamento que suportam o sistema...
A má colheita, ou mediocridade, não existe apenas na classe política, não é de origem e fim da Portugalidade, é geral de toda a humanidade...e atinge todos os sectores...a medicina...as artes...a ciência...as relações inter-pessoais... os sistemas económicos...a educação...
É o prenúncio de uma nova era que vem sendo sem pompa anunciada...onde a mulher assumirá um papel de maior relevância...porque ela é o pleno de três vectores fundamentais: mãe..amante..."o ser"... mais próximo do absoluto...
jrg