21/11/2012

QUEREM-ME MATAR ! - "Artigo 21.º Direito de resistência"


imagem pública tirada da net
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Artigo 21.º
Direito de resistência
Todos têm o direito de resistir a qualquer ordem que ofenda os seus direitos, liberdades e garantias e de repelir pela força qualquer agressão, quando não seja possível recorrer à autoridade pública.

QUEREM-ME MATAR
novenas para libertação das almas
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é falsa a paz
que apregoam os arautos
da convivência pacífica entre lobos e cordeiros
quando há bandidos à solta
quando a organização do estado nos esmaga
com uma violência sem limites
faseada como é próprio dos métodos de tortura
espalhando a divisão e o ódio
poupando os "puros" de raça financeira
*
lembro os Israelitas como ratos
escondidos nos guetos de Varsóvia
a darem a outra face
quando apanhados a sair das tocas
cantando falsa esperança
confiantes no deus da história que os abandonara
quando conduzidos 
amontoados nos comboios do estado eleito
para os campos de extermínio
*
é falsa a paz
nem este caminho nos leva na rota do paraíso
quando há uma ligação ignóbil
entre as correntes contrárias da história
para espezinhar no desespero
os que ainda acreditam na mudança do destino
ladrões e outros bandoleiros
não conhecem direitos no rigor da guerra
atiremos-lhes o artigo 21
*
lembro o esclavagismo
a divisão das tribos para melhor as escravizar
penso nas crianças sem pão
e nas mulheres violentadas na sua dignidade
lançando sorrisos por piedade
amontoados nos navios dos reinos...negreiros
expurgados da alma e da vontade
vendidos nas feiras pagos a caldo e a chibata
amortalhados da sua condição
*
é falsa a paz
quando os tiranos cavam sepulturas
esgrimem ódio na pilhagem
não podem por ventura recolher frutos de amor
mas perante a força bruta
é preciso resistir ao frio como a raposa astuta
ocupando o terreno da manobra
com milhares de corpos investidos no propósito
de destronar esta ditadura
*
lembro os Incas
a civilização da luz e paz sem as defesas
confiantes na bondade
dos que se maravilhavam em santas palavras
escondidas na ambição e na cobiça
foram todos dizimados pela barbárie da justiça
que então era o direito
aplaudidos os criminosos pelos agiotas
a bem da "civilização"
*
é falsa a paz
se não houver amor bastante para conter
o ódio dos tiranos à dignidade
nem se atiram pedras contra as balas da tirania
primeiro não nos deixemos dividir
só todos juntos somos capazes de vencer
e nem se iludam mais
só trezentos mil serão salvos até ver
mas ainda somos dez milhões
*
estão convocados
saiam às ruas aperrados de coragem e sem medos
um dia destes breve sem demoras
tragam poemas palavras e canções de liberdade
soltem a força da alma encurralada
se acharem que "vale sempre a pena...quando a alma não é pequena"
ser mulher ser homem por igual
sejamos da espécie humana o último reduto
em Portugal não há lugar para tiranos
*
é falsa a paz
quando o fogo lançado pela tirania alastra
e consome as nossas vidas
quando os arautos dos tiranos espicaçam
a nossa ordeira cobardia
por entre mães que partem e filhos que ficam
é falsa esta paz que nos inspiram
mais vale ser pastor da Lusitânia que vitima desta tirania
atiremos-lhes com o artigo 21

autor: jrg

6 comentários:

Caixa das Trocas disse...

Um monte de frases feitas. tal como o autor um balelas de treta. Que eu bem conheço.

JoaquimFreixo disse...

Falsa a paz, podres o senhores, que adulteraram o mundo, a troco de torpes valores.

tem a palavra o povo disse...

Bom dia Caixa de Trocas...agradeço a frontalidade do comentário...a vida é toda ela uma treta...seja lá quem fores, encoberto pelas trevas do anonimato, aplaudo a tua paciência para leres este monte de balelas da treta...um abraço fraterno...porque vais precisar...
jrg

tem a palavra o povo disse...

Bom dia Joaquim Freixo...obrigado pelo comentário e pela consciência dos valores que são a esperança do novo Humanismo...abraço fraterno, do
jrg

Carlos Calixto disse...

A paz podre que nos impõem, o bombardeamento constante da culpa sobre o Povo. Faz lembrar o comandante militar que sendo cobarde humilha e descarrega a sua ira sobre os seus soldados para que estes o respeitem pelo medo. Assim está a nossa sociedade, a maioria das pessoas vive aterrorizada com o futuro, a asfixia infligida pelos senhores feudais está de volta, a guerra constante em nome da paz para defender os direitos patrióticos das hienas que tudo devoram. Abraços para quem defende a fraternidade, humanidade, igualdade. P.S. quem se esconde atrás de pseudónimos é "amarelo"!

tem a palavra o povo disse...

Olá Carlos Calixto...boa noite amigo...o teu comentário diz bem da nossa realidade presente...o medo...a esperança de escapar à sede e fome dos chacais, faz dos povos presas fáceis e cúmplices dos maiores atropelos à causa humanitária...nem há lentes que valham aos que insistem em não ver...ou somos capazes de dar as mãos e unir a maioria das vozes e almas da Nação ou, com este gente mesquinha, voltaremos às trevas...espero bem que não...Um abraço Fraterno amigo, do jrg