11/09/2012

POEMA LIVRE AO PRIMEIRO MINISTRO DE PORTUGAL!!!


imagem pública tirada da net
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POEMA LIVRE AO PRIMEIRO
MINISTRO DE PORTUGAL!!!
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mesmo o ladrão mais insensível
tem seu código de conduta
nos idosos indefesos não se toca
se o ladrãozeco desprezível
a coberto de leis de que desfruta
ousar roubar a uma velhota
o produto da poupança é incrível
*
eu podia imolar-me pelo fogo
ou acampar à fome em frente ao seu reduto
mas nada disso redime a cobardia
por isso resisto com a palavra entro no jogo
recuso ser cobaia ou contributo
para matar um país nobre o meu em agonia
vitima indignado pelo seu roubo
*
até aqui lhe perdoavam os acólitos
e outros ratoneiros imorais
mas o vício de roubar está ao rubro
vê-se nos seus olhos eólicos
e no vinco dos seus lábios infernais
que espero findem em Outubro
pelos rumores de revolta já eufóricos
*
o senhor vendeu a alma a mafarricos
dum povo que jurou servir
travestiu-se de Zé do telhado inverso
rouba aos pobres e dá aos ricos
está-se lixando que o país esteja a ruir
rumina leis de dia à noite faz sexo
e anuncia que ainda há mais sacrifícios
*
estava na cara do tempo seu ar rapace
bem sei que é intermediário
o senhor é o Conde Andeiro nesta crise
ao serviço da usura dá a face
vendendo ao desbarato o nosso erário
é incapaz a resolver uma chatice
sem roubar quem não tem o que sobrasse
*
mas o senhor é também frágil por demência
ninguém lhe diz a figura triste
que faz quando se ri ao aprovar medidas
que toda a gente vê em consciência
que remetem para o degredo quem resiste
e para a cova funda quem tem dividas
digo-lhe eu o senhor é um canalha em evidência
*
o senhor é um predador um cruel tirano
prestes a derreter sob a cinza da sua devastação
tem pés de barro como todos os tiranos
eu sou do povo massacrado pelo seu ideal insano
ergo a minha voz a alma o coração
não ficará impune exigimos a reparação dos danos
e damos a escolher: exílio ou guano
*
porque a sua ambição é destruir uma Nação
usando o facho incendiário
como Nero destruiu Roma enlouquecido
custe o que custar fraca visão
ele via vultos o senhor é cruel e solitário
ouça o recado do vento enraivecido
não espero que s'arrependa quero a sua rendição
*
autor: jrg

2 comentários:

Manuel Salgado Alves disse...

Caro João Raimundo Gonçalves,
Da poesia diz-se que faz transparecer o que "nos vai na alma"!
Mas do seu poema, entra-se pela alma adentro de outrem, avalia-se a sua essência, analisa-se os resultados dessa essência!
É um poema marcado pela maturidade, pela universidade da vida real, pelo conhecimento profundo do próximo, e no caso em concreto, faço minhas as suas palavras!
Abraço fraterno

tem a palavra o povo disse...

olá Manuel Salgado Alves...boa noite amigo...partilhar emoções é como eu sinto a poesia, também ela transparecendo nas suas palavras sentidas...eu procuro isso mesmo, que a humanidade em alma se compartilhe, daí o meu sentir com prazer que toquei a sua alma...abraço grande, amigo e bem vindo à construção da amizade..jrg