Blog de intervenção e reflexão e alguma literatura, numa salada que pretendo harmoniosa e saudável.
04/08/2010
TENHO AMIGAS MAIS DE MIL...
foto tirada da net
***
tenho amigas mais de mil
flores mimosas multicoloridas
umas são rosas outras jasmim
dálias magnólias flores de lis
chamo por elas lótus camélias
pétalas de seda toque subtil
os meu olhos nelas radiantes
dói-me de vê-las às vezes tristes
dores e sentires desorvalhadas
sorvo os perfumes entre as abelhas
que Mel tão doce delas retiram
régo-as de amor para que sorriam
tenho amigas mais de mil
flores viçosas belas almas gentis
hortênsias glicínias açucenas
cravos margaridas orquídias
também papoilas vermelhas campestres
xorões das areias do mar
tanta beleza não canso de olhar
se alguma murcha acorro depressa
levo um sorriso palavras amenas
desfaço lianas e ervas daninhas
se me picam urtigas nem dou por doer
elas amigas me curam de amor
tenho amigas mais de mil
mulheres virtuosas na sua infinitude
sei-as de cor as que me sentem
em cuja mão sinto a firmeza
e se um olhar triste nos anoitece
logo um sol maior nos ilumina
tulipas violetas amores perfeitos
inebriantes odores que adejam no ar
sou brisa sou fruto de amores proibidos
que em tal flora me descanso
e ganho energias para navegar
novas rotas novos rumos meu olhar...
tenho amigas mais de mil
mulheres do campo da urbe e do mar
trazem na alma cheiros da maresia
no corpo urzes alecrim e rosmaninho
nos lábios madressilvas lirios do campo
sonham alfazemas doces encantos
malmequeres brancos amarelos
doce magia fascínio dos enamorados
pétala a pétala vou descerrando o mistério
quantos amores assim foram brotando
queres-me bem ou mal me queres
entre sorrisos e olhares envergonhados
autor: JRG
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28/07/2010
FLOR
sou jardineiro
de regador em punho
rego minhas flores
meus amores
o dia inteiro
flores do meu sonho
rego aquela especial
de pétalas caídas
inclinada ao vento
plena na tempestade
afago a terra em volta
fortaleço o caule
e fico horas esquecido
apenas eu e ela
a água a vida a energia
que procuro transmitir
às pétalas cheias de vida
que ela procura esconder
sou jardineiro sem jardim
olho-a quando a brisa agita
flor da minha devoção
gotículas de água
deslizam das pétalas
sorrisos dela que me tocam
atravessou planetas
mares desertos abismos
e está ali quieta à espera
que um perfume um toque
uma palavra vertida
a libertem da agonia
autor:JRG
de regador em punho
rego minhas flores
meus amores
o dia inteiro
flores do meu sonho
rego aquela especial
de pétalas caídas
inclinada ao vento
plena na tempestade
afago a terra em volta
fortaleço o caule
e fico horas esquecido
apenas eu e ela
a água a vida a energia
que procuro transmitir
às pétalas cheias de vida
que ela procura esconder
sou jardineiro sem jardim
olho-a quando a brisa agita
flor da minha devoção
gotículas de água
deslizam das pétalas
sorrisos dela que me tocam
atravessou planetas
mares desertos abismos
e está ali quieta à espera
que um perfume um toque
uma palavra vertida
a libertem da agonia
autor:JRG
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26/07/2010
A NOITE PASSADA
a noite passada
por entre sombras de duendes
a lua possante de magia
a brisa mansa fresca
tive-te nos meus braços
impregnei-me dos odores
da alma incandescente
as mãos entrelaçadas
dedos dentro dos dedos suadas
os teus olhos confiantes
tomei-te em versos alucinantes
que construíam estrofes
de estultos poemas amantes
que te correm nas veias onde sofres
poemas meus dançantes
a noite passada meu amor
noite esplendorosa de lua cheia
nos meus braços o teu corpo
a alma apoquentada
que transformo de esperança
entro e saio pela janela o sonho
risos e toques sensuais
sou teu és minha de sermos
soam as horas na torre da Sé
apenas Nós... somos
autor:JRG
por entre sombras de duendes
a lua possante de magia
a brisa mansa fresca
tive-te nos meus braços
impregnei-me dos odores
da alma incandescente
as mãos entrelaçadas
dedos dentro dos dedos suadas
os teus olhos confiantes
tomei-te em versos alucinantes
que construíam estrofes
de estultos poemas amantes
que te correm nas veias onde sofres
poemas meus dançantes
a noite passada meu amor
noite esplendorosa de lua cheia
nos meus braços o teu corpo
a alma apoquentada
que transformo de esperança
entro e saio pela janela o sonho
risos e toques sensuais
sou teu és minha de sermos
soam as horas na torre da Sé
apenas Nós... somos
autor:JRG
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18/07/2010
DA MEMÓRIA
no ano bom de sessenta e nove
Outubro agreste e seco uma aura de esperança
o Lauri tinha vindo são ileso
da guerra fratricida que abominava-mos
de onde eu já chegara um outro tempo
e outros haviam de partir ainda
"barcas novas tem Lisboa"triste agonia
houve festa rija e maldicência
do regime e seus lacaios
entre petiscos e doces o vinho ia vencendo
a juventude ardente o remoinho
confiada na mudança a unidade dos sentidos
ventos de Maio 68 a liberdade
a vila pitoresca onde crescemos
era preciso levar a Gina a minha amada
três quilómetros de distância
na rua já deserta dissemos vivas
em jeito de desafio confrontação positiva
a Salazar à Nação aos piedosos
Angola é nossa!...e riamos... Angola é nossa!...
o que importava era o ruído
veio o policia o gordo olhar mortiço
mais bêbado que qualquer de nós
que estávamos a violar a ordem pública
que eramos muitos... e contava-nos pastoso
gritámos que eramos patriotas
festejavamos o regresso de amigos
vindos da guerra a intocável toda poderosa
estava na hora da última carreira
levar a Gina a casa como se fosse o último gesto
entrámos num tropel grunhido
e recusámos pagar bilhete porque viemos da guerra
o cobrador que não..que era preciso pagar
ou iamos parar à esquadra e seguiu
na direcção da dita ante a nossa intransigência
na esquadra o gordo mais o chefe
que perturbávamos a ordem pública insurreição
mais que três... eramos doze melhor ir descansar
e nós que não... somos patriotas
gritamos vivas à Nação aos agiotas...
os vivas de vocês conheço bem disse o chefe
são pejorativos à luz de toda a lei
e lá fomos mandados em paz condescendência
levar a Gina a casa madrugada a pé
a estrada solitária entre áleas de arvoredo
o cheiro dos pinheiros... eucaliptos...acácias
a Nela cantava fado o Vieira o Mustafá aos bravos
a Irene ria-se tão bela...porque morreste amiga?
que guerra a Leucemia te travou a vida
autor: JRG
Outubro agreste e seco uma aura de esperança
o Lauri tinha vindo são ileso
da guerra fratricida que abominava-mos
de onde eu já chegara um outro tempo
e outros haviam de partir ainda
"barcas novas tem Lisboa"triste agonia
houve festa rija e maldicência
do regime e seus lacaios
entre petiscos e doces o vinho ia vencendo
a juventude ardente o remoinho
confiada na mudança a unidade dos sentidos
ventos de Maio 68 a liberdade
a vila pitoresca onde crescemos
era preciso levar a Gina a minha amada
três quilómetros de distância
na rua já deserta dissemos vivas
em jeito de desafio confrontação positiva
a Salazar à Nação aos piedosos
Angola é nossa!...e riamos... Angola é nossa!...
o que importava era o ruído
veio o policia o gordo olhar mortiço
mais bêbado que qualquer de nós
que estávamos a violar a ordem pública
que eramos muitos... e contava-nos pastoso
gritámos que eramos patriotas
festejavamos o regresso de amigos
vindos da guerra a intocável toda poderosa
estava na hora da última carreira
levar a Gina a casa como se fosse o último gesto
entrámos num tropel grunhido
e recusámos pagar bilhete porque viemos da guerra
o cobrador que não..que era preciso pagar
ou iamos parar à esquadra e seguiu
na direcção da dita ante a nossa intransigência
na esquadra o gordo mais o chefe
que perturbávamos a ordem pública insurreição
mais que três... eramos doze melhor ir descansar
e nós que não... somos patriotas
gritamos vivas à Nação aos agiotas...
os vivas de vocês conheço bem disse o chefe
são pejorativos à luz de toda a lei
e lá fomos mandados em paz condescendência
levar a Gina a casa madrugada a pé
a estrada solitária entre áleas de arvoredo
o cheiro dos pinheiros... eucaliptos...acácias
a Nela cantava fado o Vieira o Mustafá aos bravos
a Irene ria-se tão bela...porque morreste amiga?
que guerra a Leucemia te travou a vida
autor: JRG
17/07/2010
NA RAIA DA RUPTURA...
XXIII
Ouço
a sentir-te
quero entender
quero sofrer o que tu és
tens sofres
tão bom que vens
fico
a música que me mandas
amor de dentro
cigana raiana
imagino-te as ancas
a balançares-te
para mim
entre sorrisos
insegura...
desinquietas-me
tão bela e pura
porque nos queres de verdade
porque as palavras
estarmos sermos
nos te me desassossegam
as palavras tocam-se
num limite difícil de localizar
e tocam-nos como se pele
como se sangue e nervo
elas as palavras
levam beijos e caricias
amam-se
ambos o sabíamos
pensa-me
deixo que me penses
e sei que talvez quisesses
antes certezas de mim de ti
ouço a tua música
tocar-te... eu...a tua voz
e beijo-te
onde te guardo
bela
pura
tão perto
onde te sinto
amor
autor:JRG
Ouço
a sentir-te
quero entender
quero sofrer o que tu és
tens sofres
tão bom que vens
fico
a música que me mandas
amor de dentro
cigana raiana
imagino-te as ancas
a balançares-te
para mim
entre sorrisos
insegura...
desinquietas-me
tão bela e pura
porque nos queres de verdade
porque as palavras
estarmos sermos
nos te me desassossegam
as palavras tocam-se
num limite difícil de localizar
e tocam-nos como se pele
como se sangue e nervo
elas as palavras
levam beijos e caricias
amam-se
ambos o sabíamos
pensa-me
deixo que me penses
e sei que talvez quisesses
antes certezas de mim de ti
ouço a tua música
tocar-te... eu...a tua voz
e beijo-te
onde te guardo
bela
pura
tão perto
onde te sinto
amor
autor:JRG
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10/07/2010
PRESSÁGIO DA PERDA...
IV
não não não te penso
não não não te penso
se penso que me interpretas mal
culpa minha a linguagem
imagino que outros te olharam ...és linda
e partiram sem te ver
porque há olhares que apenas se fixam
numa evidência do ser
culpa minha a linguagem
imagino que outros te olharam ...és linda
e partiram sem te ver
porque há olhares que apenas se fixam
numa evidência do ser
não te imagino
sinto-te não quero que me penses
como te soou apressei-me a dizer-to
és tão dúctil...minha Cris...
imperdoável magoar-te... macular-te
quando te respiro pura
em teus amores
sinto-te não quero que me penses
como te soou apressei-me a dizer-to
és tão dúctil...minha Cris...
imperdoável magoar-te... macular-te
quando te respiro pura
em teus amores
em mim tão doce
olho o horizonte a bruma ou uma névoa
que fiz ou deixei que de mim se fizesse
quem ordenou às palavras
que te instigassem a uma interpretação fora do contexto
vou perder-te
e não me perdoo
olho o horizonte a bruma ou uma névoa
que fiz ou deixei que de mim se fizesse
quem ordenou às palavras
que te instigassem a uma interpretação fora do contexto
vou perder-te
e não me perdoo
autor: JRG
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07/07/2010
UM HOMEM NÃO CHORA...
XVI
um homem não chora...
diziam-me tantas vezes a minha angústia
porque senti neste momento
medos antigos de perder o imperdivel
tanto que amo as palavras
as que te digo levam-te de mim
amor e sais adocicados
sou libertino
respondo às emoções com novas emoções
"o libertino passeia por Braga..a idólatra..."
é um titulo de livro que li...apenas o titulo
e subo a ladeira onde a porta
entreaberta em cima a janela
bato para ouvir a tua voz
quero tanto ouvi-la... estremecer na emoção
as sardinheiras que a envolvem de cheiros
desde baixo trepando a janela
e ouço
entra se és quem espero...entra
suave e terna quente apaixonada
a prima-melodia onde te banhas me banho
à direita quando entro o leito
alvo de linho
o som da água sob a sinfonia de nós mar
no açude que estanca a corrente do ribeiro
quero-te tanto de onde?
pé ante pé sob a penumbra ao fundo a luz
partículas de pó que a rua traz nos raios do sol
como miríades de estrelas a coroarem o teu rosto
imponente e dócil o teu corpo
de pé as mãos estendidas para mim teu
tão forte o teu abraço
a mesa um fausto
sobre as frutas em cachos saídos de poemas
saboreamos as palavras
ganhamos a euforia de tantos silêncios
bebemos do néctar verde nacarado
celebra-mo-nos encadeados nos olhos
e à sobremesa trocamos cerejas dos lábios
quero ouvir-te quero tanto ouvir-te
que quase te ouço o meu nome
saindo dos lábios os teus na brisa que me corre
mordo os teus lábios a língua o queixo
colo beijos nos teus olhos
nos teus sorrisos de amor..amar
porque te amo tanto..nos amamos
respiro-te
tu meu ar
quero-te
e
beijo-te
e
beijo-te
e
beijo-te
sobre os lençóis de alvo linho
diziam-me tantas vezes a minha angústia
porque senti neste momento
medos antigos de perder o imperdivel
tanto que amo as palavras
as que te digo levam-te de mim
amor e sais adocicados
sou libertino
respondo às emoções com novas emoções
"o libertino passeia por Braga..a idólatra..."
é um titulo de livro que li...apenas o titulo
e subo a ladeira onde a porta
entreaberta em cima a janela
bato para ouvir a tua voz
quero tanto ouvi-la... estremecer na emoção
as sardinheiras que a envolvem de cheiros
desde baixo trepando a janela
e ouço
entra se és quem espero...entra
suave e terna quente apaixonada
a prima-melodia onde te banhas me banho
à direita quando entro o leito
alvo de linho
o som da água sob a sinfonia de nós mar
no açude que estanca a corrente do ribeiro
quero-te tanto de onde?
pé ante pé sob a penumbra ao fundo a luz
partículas de pó que a rua traz nos raios do sol
como miríades de estrelas a coroarem o teu rosto
imponente e dócil o teu corpo
de pé as mãos estendidas para mim teu
tão forte o teu abraço
a mesa um fausto
sobre as frutas em cachos saídos de poemas
saboreamos as palavras
ganhamos a euforia de tantos silêncios
bebemos do néctar verde nacarado
celebra-mo-nos encadeados nos olhos
e à sobremesa trocamos cerejas dos lábios
quero ouvir-te quero tanto ouvir-te
que quase te ouço o meu nome
saindo dos lábios os teus na brisa que me corre
mordo os teus lábios a língua o queixo
colo beijos nos teus olhos
nos teus sorrisos de amor..amar
porque te amo tanto..nos amamos
respiro-te
tu meu ar
quero-te
e
beijo-te
e
beijo-te
e
beijo-te
sobre os lençóis de alvo linho
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05/07/2010
NINHO DE SEGREDOS
XIII
saber-te um ninho de segredos
ser um que acarinhas
e a cada desvendado haver outro
numa esquina que nos te espreita
a enriquecer o património
substância do ser
de onde nos erguemos
fazer amor contigo
não os sexos isso pode não ser amor
amor nas nervuras onde
dentro das palavras que nos dizemos
nos cheiros de que nos gostamos
nos sabores de que nos cheiramos
lamber-te dentro do sentir-te
os teus beijos
ser teu muito querido
ouvir-te dizer tão doce... amor
e num simultâneo de toques que apetece
como me és querida...amor
me apetece
deleito-me contigo de ti
cheiro-te de amor
autor:JRG
saber-te um ninho de segredos
ser um que acarinhas
e a cada desvendado haver outro
numa esquina que nos te espreita
a enriquecer o património
substância do ser
de onde nos erguemos
fazer amor contigo
não os sexos isso pode não ser amor
amor nas nervuras onde
dentro das palavras que nos dizemos
nos cheiros de que nos gostamos
nos sabores de que nos cheiramos
lamber-te dentro do sentir-te
os teus beijos
ser teu muito querido
ouvir-te dizer tão doce... amor
e num simultâneo de toques que apetece
como me és querida...amor
me apetece
deleito-me contigo de ti
cheiro-te de amor
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03/07/2010
SABORES DE SAL E MEL...
XII
tão belas as palavras
os gestos
o acordar enroscados na memória
da noite das estrelas
que nos iluminaram o sono o sonho
entre salivas de beijos
e fogos de audácia
as mãos deslizam pelos corpos
as pernas entre coxas
despertam os orgãos palpitantes
de nós...Nós...NÓS...
beijo-te já dentro de mim
porque me acordaste sem querer
também tu marota
e ficamos de olhos dados
a desvendar segredos
que nos ocupam os espaços de ausência
os teus olhos portas da alma
castanhos como os meus
sabores de mar e tu de frutos
talvez vermelhos melados
despidos os corpos e a alma
nem mais segredos do que os
aqueles que a alma e o sentido alcançam
para alimentar eterno o sonho de viver
acolhida em mim
teu ninho de mulher
agora livre porque te permitiste ser
beijo-te onde de te
quero-te tanto
és-me sim ser em ti
beijo-te pela manhã
os lábios frescos brisas do rio
o mar aqui perto
onde te saibo
autor: JRG
tão belas as palavras
os gestos
o acordar enroscados na memória
da noite das estrelas
que nos iluminaram o sono o sonho
entre salivas de beijos
e fogos de audácia
as mãos deslizam pelos corpos
as pernas entre coxas
despertam os orgãos palpitantes
de nós...Nós...NÓS...
beijo-te já dentro de mim
porque me acordaste sem querer
também tu marota
e ficamos de olhos dados
a desvendar segredos
que nos ocupam os espaços de ausência
os teus olhos portas da alma
castanhos como os meus
sabores de mar e tu de frutos
talvez vermelhos melados
despidos os corpos e a alma
nem mais segredos do que os
aqueles que a alma e o sentido alcançam
para alimentar eterno o sonho de viver
acolhida em mim
teu ninho de mulher
agora livre porque te permitiste ser
beijo-te onde de te
quero-te tanto
és-me sim ser em ti
beijo-te pela manhã
os lábios frescos brisas do rio
o mar aqui perto
onde te saibo
autor: JRG
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06/06/2010
OBSCENIDADES!...
Era proibido dizer do sexo palavrões
Quando entre mulheres um homem falava
Mas todos aceitavam rebola cagalhões
Para dizer do ralo o que ele transportava
Era proibido beijar de amor mulher solteira
Se não fosse prometida em casamento
Mas todos podiam praticar numa rameira
Quebrando sobre a biblia juramento
Era proibido dizer amar a liberdade
Quando no sufoco da paz de cemitério
Alguém gritava basta à mortandade
E lhe mentiam com Deus e seu mistério
Era proibido mentir sendo criança
A reprimenda a sova a língua na pimenta
Sendo a verdade adulta vã esperança
De quem sonhava crescer da dor isenta
Era proibido dizer não à violência
Mais que duas pessoas de palavras soltas
Era a revolução no limiar da consciência
Livros proibidos que projectam as revoltas
Era proibido viver em poligamia
Ainda que fosse omisso nas sagradas escrituras
O fenómeno da multiplicação a atrofia
De explicar o incesto com os designios das alturas
Porque o saber demais era ser Deus
como querem que façamos hoje a apologia
de quem sendo eleito por nós não serve aos seus
autor:JRG
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03/06/2010
PLENITUDE
ela é linda tem um olhar sensível
sobre as coisas pessoas movimentos
capta imagens aumenta o nível
da luz ou da cor dos sentimentos
ela é a alma dentro da imagem
como um felino fixa a presa na objectiva
silênio e quietude sobre a miragem
fotógrafa e máquina numa orgia lasciva
a máquina foi concebida para ser amada
a fotógrafa para ser amante
sobre a natureza o seu olhar pasmada
move-se pisca fixa ora dançante
de repente uma ave adejando
um rosto de expressão vincada pungente
cruzam um pôr do sol fascinante
num absoluto de imagem eminente
agita-se ante os movimentos cruzados
o rosto anda a ave adeja ao sabor do vento
o sol declina a terra gira um sorriso nos lábio cerrados
tudo mexe dentro de cada elemento
clic e de novo clic e de novo...para memória
do momento preciso da junção
em que a fotógrafa regista para a história
a semelhança de cada pulsação
autor: JRG
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